Por favor, me negue o cumprimento.


SORRIA!

....

...são pedaços de papel, folhas de cadernos, guardanapos sujos e restos de cabeça insone...

Leia da forma que achar melhor, não tenha compromisso com nada. Eu também não tenho.


English




ARME-SE MAIS!



Não possuo nenhuma expectativa maior em relação às pessoas. Convivo com elas na sua justa medida.

O impossível na raça humana são justamente as pessoas.

Definitivamente, o silêncio não é dos inocentes.

Por mais que eu pense bem ou mal das pessoas, elas sempre me surpreendem.

O Blog é uma "Carta de Intenções" raramente cumprida.

Eu vivo dos meus desequilíbrios* Copyright Nicka.

Sempre teremos Paris....

Toda mulher deveria ter quatorze anos.(Nelson Rodrigues)

Fez-se da vida uma aventura errante (Vinicius de Moraes)

A calma é inimiga da perfeição

"Não importa. Tente outra vez. Fracasse outra vez. Fracasse melhor" Samuel Beckett

"Toda mulher devia ser a Sandra Bullock"

"A Tsunami é Aqui!"

"Sou uma espécie de Glória Magadan da vida real"

"O chato em essência não existe...O chato é, antes de tudo, uma visão do outro..."

"A fecundação é muito parecida com o garçom que mistura leite ao café. Apenas isso. O início da gravidez é um café com leite."

"A Internet, repito, imbeciliza as pessoas."

"O que as pessoas chamam cultura não é senão um termo pitoresco para a sua ignorância." Saul Bellow.

"Quanto mais conheço analisandos, mais desprezo a Psicanálise."

"Dormir de dia é um suicídio inconcluso"

"O uísque é como um GATO engarrafado. O melhor amigo do Homem" Vinícius e Geraldo

"A vida é como executar um concerto de violino ao mesmo tempo em que se aprende a tocar o instrumento"Samuel Butler

"A pior forma de solidão é a companhia de um paulista" Nelson Rodrigues

"Ser me ocupa bastante" A. Gide

"Nada como a brancura cadevérica de um Pé"

"Acordar é como um renascer com as cartas marcadas

"A fé sem liturgia não tem o fulgor, não tem nada feérico, é como uma fé apagada, inexplicável, pequena, dúbia".
"Matar-se é fazer poesia!".

"'Quando homens pequenos lançam grandes sombras, é porque a noite está chegando" Nathaniel Lee

"Só o suicida morre dignamente".

Caminho de cabeça baixa pela praia da vida catando uma esperança.

Todos os dias são para mim meu último dia. Um dia, sem me dar conta, meu dia será o último para todos. .

O Orkut é uma espécie de lembrança e alerta virtual para um possível não vivido. .

30.11.02


eu e minha impreenchibilidade


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falando com muita gente... gente que não falo a muito tempo.... como se fosse uma despedida... eu sei que não é isso - é um acontecimento, uma possibilidade, essa de falar....uma imponderabilidade, creio.
ultimamete ando com medo do imponderável [ainda que saiba que imponderável é a vida, que o tempo está em suspenso e, portanto, nada pode acrescentar ou tirar nada] sabe aquela histórinha da física de você se movimentando dentro do vagão de um trem - este em alta velocidade -? correr na vida e temer é isso... andar em círculos no vagão de um trem em alta velocidade...
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Tudo bem, eu ia à praia... mas acabei fazendo uma coisa e outra (na verdade, nada) e não fui... mal li jornal (cada vez leio menos pois já sei tudo)... fique na loja do P e C... falei, falei, falei [putz, como eu sou matraca]... três banhos [até agora] e outros tantos programados...
o resto de tempo pensando e escrevendo em meus cadernos... neles deposito tudo o que vai em mim... todos os planos, projetos e observações... todos é exagero porque não consigo passar tudo para o papel... mas muita coisa está lá...
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- Alô..
- É o Sobretudo?
- Sim... de certa forma...
- Bem... estou telefonando pra avisar que tudo já está pronto... pode vir!
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29.11.02

Imaginemos um bilhete que diga algo assim
" Sinto vontade de conversar com você, mas te
ler no sobretudo não é a mesma coisa"
Conversar com alguém pode ser o mesmo que ler esse alguém?
Depende!! Depende de muitas coisas. A queda de uma árvore na floresta faz barulho, não estando eu nessa floresta?
o que é, de fato uma conversa? Uma pessoa olhando para a outra e falando e a outra respondendo? deve ser isso... mas se converso com uma pessoa da forma anteriormente descrita porque li essa pessoa e ela me leu e, se falamos exatamente porque lemos, como desprezar o que escrevemos? onde está a verdade? onde está a sinceridade?
o que tem mais credibilidade? e o que é, afinal, credibilidade?
quantas cartas podemos trocar por toda uma vida e quanto podemos nos entregar? e pessoalmente? mais? Com certeza! Mas, por quanto tempo? que outros indicadores entram nesse processo de forma daninha?
então, o que é a realidade? quando estamos acertando e quando estamos errando?

quem disse que a atitude A é mais acertada que a atitude B? e, ainda que se afirme assim, o que corrobora? o que vale mais?
o que temos de melhor? o que escrevemos ou vivemos? quando estivemos mais próximos? com isso falo que virtualmente a vida é melhor? Parece. Mas não é o que eu digo. Eu digo que nem sempre as coisa são o que parecem e que nos desencontramos sempre que tentamos racionalizar o que nos foi passado como certo. E a solução é jogar tudo para o alto? Creio que não.
não sei o que é o mais acertado porque não acredito mais nas coisas certas. porque perdi o conceito de certo e errado, de melhor e pior.
sou apenas um e tenho apenas o próximo segundo pela frente... e nem sempre que procurei acertar, melhorar, consegui. ao contrário.
não digo nada. nem que sim nem que não.
apenas aguardo o que a vida me traz e procuro aceitar e vivenciar da melhor maneira ... naquele momento

acho que é isso.
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eu agora posso escrever por aqui com mais tranqüilidade porque quase ninguém lê mesmo...
são tantas coisas acontecendo ao mesmo tempo que eu vou ter que escrever em capítulos... mas vamos lá:
primeiro é importante dizer que eu não pirei, ou melhor, pirei de uma certa maneira: cansei de tudo isso e resolvi baixar o 'giro'. pode ser velhice ou loucura total, mas a verdade é que eu não quero mais ficar aqui me matando, quase tendo um enfarte diariamente à troco de nada... de ganhar um dinheirinho mixuruca que sai logo ali na frente...
resolvo, então ir para o campo. talvez não definitivamente - caramba, não se muda uma vida assim... tem um monte de coisas para serem resolvidas, para serem 'fechadas' ! - mas vou fazendo... o que importa, creio, é a atitude...
escrevi há uns dias que, enquanto uns querem ir para a 'cidade grande', para o rio maravilha, eu quero ir embora... quero o campo, meus discos, meus livros e nada mais...:)

e seria o sonho de qualquer um, não fosse eu um destemperado que enfia as coisas na cabeça e sai fazendo atabalhoadamente. Não existe mais motocicleta, não existem mais longas viagens, não existe mais o roteiro pelas madrugadas, pelas noites escuras e chuvosas... o urbanóide vai deixando espaço para o velho de barba branca que não sabe nada, que tem que aprender tudo da natureza, tem uma infinidade de livros a serem lidos e uma infinidade de páginas a serem escritas... uma infinidade de vida a ser aprendida... sou um menino velho, um monge às avessas...
se ainda existe o sobretudo de lona? acho que sim. Mas outro. Um outro sobretudo de lona... outra alma num velho corpo que se veste de lona emendada...(Continua)
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27.11.02

ainda que não de forma malévola, eu tomei muito mais atitudes erradas do que certas em toda a minha vida. construí pouco. bem verdade que poderia ter construído muito menos, eu tinha condições de construir menos e cheguei a algum ponto. Mas não 'ao ponto'. Muitos erros de avaliação, muitos medos de ser invadido.
não é exatamente uma justificativa, mas passei maus bocados antes de conquistar um determinado estado interior... e quando algo ameaça esse 'equilíbrio' eu me apavoro mais do que gato com água.
fico pensando se não foi o que aconteceu quando a pessoa me confrontou e falou de mim... porque ela está perdida... todos estamos perdidos [aliás, o que é estar perdido?]... e nessa diáspora, uns buscam a cidade grande e bela e outros, o interior... buscam a si mesmos...
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26.11.02

os poucos interessados nessas coisas que escrevo qüestionam a possibilidade dos meus espaços para comentários e outros... ora, bobagem... a gente aparece e desaparece, se reinventa e reencarna... nada disso é o mais importante, certo?
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pode ser coincidência, nunca se sabe... tenho falado muito em me deixar levar e todas essas coisas de quem está 'descobrindo' a meia idade... semana passada recebi o telefone de Jorge, conhecido de infância em Santa Teresa de quem já não tinha notícias há mais de 35 anos...
hoje, sete da manhã ele aparece em minha casa. é um velho, como eu. Também tem barbas e, gozado, mais brancas ainda que as minhas. eu realmente dissera que ele viesse, mas não precisava ser tão cedo... en fim, como já estava meio desperto, rebi-o de bom grado. brincamos muito na infância num bairro (hoje ainda mais humilde), o Bairro de Fátima, perto da Lapa. Verade que naquele tempo a bandidagem não era a mesma, mas nunca foi um lugar bacana.
Jorge me conta as coisas meio rapidamente, esteve morando em Paris nos ùltimos 15 anos.. é engenheiro, gourmet e tem fumaças de escritor.
Quando andávamos juntos, garotos, eu achava ele um idiota, um babaca. Mas ele seguiu em frente e eu parei. Agora ele tem uma história de vida.
Até aí nada demais. O interessante é que está retornando ao Brasil e vai morar junto com sua família (mulher, dois filhos e cunhada) na mesma região serrana que estou 'namorando'.
Como o destino me traz esse homem?
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O Pároco bem como nosso caderno de diário serviam para aliviar as tensões, culpas e dividir o que ia pela alma.
Depois veio Freud, que é um blefe, mas a gente não sabia. E toma de fazer análise!
Freud fracassou, como o feminismo, como toda essa coisa tendenciosa que rola por aí...
os caminhos mudaram, as pessoas se isolaram...
A sertralina ajudou no início, mas chegou um momento que as sinapses criaram anticorpos...
Como a internet era a grande esperança, a turma migrou pro mundo virtual.. e foi bom -enquanto durou - .
Depois, o blog veio com aquele papo todo da 'humanização' da internet [o que, em tese, não deixaria de ser]...
Na verdade fica todo muno escrevendo o que vai na alma [pobre, parece], pendurando na janela e rezando pra que alguém olhe.
Bem verdade que as pessoas olham... Isso entusiasmou no início.. Depois amídia escrita começou a reproduzir a virtual, os blogsviraram motivos {ou as próprias] colunas de jornais.. escreveram ainda uns livrinhos tentando analisar..
E agora? Eu, sinceramente, não sei mais.
Dizem que eu sou isso e aquilo...
Mas eu não sei.... fica parecendo uma espécie de 'grande terapia' virtual (mais ou menos porque as pessoas se encontram)..Uma corruptela [às avessas] de inconsciente coletivo... ficam achando que estão descobrindo alguma coisa...Tolices... Carl Rogers fez antes e melhor...e fracassou também...
Portanto, meu caminho é inverso
Enfim...
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24.11.02

é um saco escrever aqui e quando posta, perde tudo... saco!
...
conversando com ele sobre essa coisa de se abster, se autosustentar de verdade... pra quê a gente quer tanta coisa, me diz! e de certa maneira, a gente deve mesmo caminhar pra iso. e como ele diz, um primeiro passo é tornar-se algo como um monge virtual.
acho que dá pra entender, né?
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dia de sexta todo em itaipava, com célio, pra lá e pra cá...
hoje a mesma coisa, dessa vez por minha conta e risco. eu vou dizer uma coisa, viu? é muito chato esse negócio de ficar entrando numa casa e outra (no fundo são todas iguais, uma merda), coisa de pobre.
por isso quero resolver logo pra me aconchegar e ver como consigo me sentir... afastado.
isso implica, é claro, em todo um processo interior... em desaquecer as turbinas (como estão hoje) e me voltar para outras coisas.
vamos ver o que sai...
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ok, sai o livro do paul auster, que começo a ler hoje.
Sai também com estrondosa mídia o trabalho de Élio Gaspari sobre a ditadura. Outra trabalho que vou ler.. mais tarde, quando tiver mais tempo...
agora estou atarefado com os projetos para Itaipava e minha desaceleração....
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19.11.02

hoje ouvi um cara [refeindo-se à atitude de um outro] o seguinte:
"Ele não percebe, mas brigar não adianta nunca... Mesmo quando a gente ganha a briga, sempre está perdendo alguma coisa"
Pura verdade!
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e cadê o livro novo do Paul Auster?
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o gato cresce, cresce... vai virar um tigre.
o de bengala sou eu, claro.
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louco pra chegar a hora das decisões finais. louco!
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reunião hoje na livraria da travessa. tema: teses a serem aplicadas no próximo grupo de trabalho.
nenhuma possibilidade de inaugurar o novo espaço ainda esse ano. fica para janeiro. isso, se houver trabalho duro em dezembro.
a turma tá muito animada, é um pessoal bem profissional. vai dar certo, tudo indica.
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na reunião com o pessoal do novo site, acabamos completamente perdidos.
porque o negócio não é mais pensado em termos de internet e sim multimeios.
o material impresso, por exemplo, é mais importante do que se imagina.
e a turma mais jovem não tem a visão do todo, estão fascinados com a possibilidade da internet.
tenho explicado, mas o progresso é lento...
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existe um momento em que as coisas perdem completamente o rumo.
desandam, né?
na maioria das vezes é por ignorância, por burrice.
vejo muitas pessoas agirem de forma idiota, numa conclusiva demonstração de imaturidade.
e, se tem uma coisa que eu não tenho saco, é pra imaturos.
de qualquer maneira, o futuro, corta o mar, vem à toda...
e os planos vão em frente... de vento em popa.
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18.11.02

exercício interessante o desse final de semana.
embarcado numa traineira,, observando a costa ao longe e tratando do projeto de 2003.
verdade que o próximo ano ainda está meio distante [quantos segundos para chegar até lá!]... mas ainda ssim...
a mistura de internet com televisão e biblioteca [não digital] foi interessante e muito bem aceita.
o grupo tem ainda alguma dúvida em como farei para administrar não estando no Rio... o que é uma bobagem...
essas pessoas são inseguras e querem ver a gente provando o tempo todo... enfim...
a biblioteca é o mais difícil para mim... eles acham que com as bibliotecas municipais e estaduais estarão com o problema resolvido. Estão errados. A internet estará favorecendo à busca de lançamentos literários e não à leitura de clássicos... Esses, serão falados e estudadados à partir da sala de aula.
Agora me resta montar a equipe..{o mais difícil]
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16.11.02

brilhante entrevista do presidente fernando henrique na Veja.
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dizem que sábado temos que sair à noite, né? é bom porque todas as lanchonetes estão cheias, todos os restaurantes, tem fila no cinema e no teatro... as ruas ficam entupidas de carros e os motoristas bêbados... é ótimo..
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tem essa coisa de você não saber exatamene o que está acontecendo porque as coisas acontecem de várias maneiras e em várias dimensões e todo o tempo [ não sei se o tempo corre como dizem ou o inverso ]... isso tudo vai gerando estresse nas pessoas, mas fico sabendo que esse estresse não é tão malígno assim, que é viável em nosso tempo... nosso tempo é diferente, diverso de outros e nossos homens são muito mais preparados para o que se avizinha...
tava falando essas coisas pra ela na praia [beira]. não entendeu. não compreendeu nada porque estava em ambiente hostil, num mundo que não era o seu. articula mal as palavras, tecla melhor do que fala. praticamente não sente nada e fica desorientada pela proximidade de pessoas [que caminham nas praias], pela ausência digital, sente falta do apelo táctil do teclado [pra mim, o contato mais frio, mais ridículo que conheço]... mas ela não toma água de côco nem conhece bem o mar. conhece telas, atalhos e ícones.
eu não sei nada de ícones nem de atalhos, nem de 'enter'... conheço a imaginação, conheço as praias.. conheço os animais e os lugares...conheço as bibliotecas e os cafés...
quem não conhece mais essas coisas porque tem o monitor todo o tempo à sua frente? muita gente. conheço agora essa pessoa (quantas?).
não imaginava que se esquecesse de como se fala, de como se caminha e de como se pede água de côco.
carrega o celular, o pager, o laptop, o pal top e todas essa coisas...
repete números e signos. sua caneta não tem tinta, seus óculos são sujos.
não sabe como as pessoas se comunicam assim, uma a uma e como conhecem os livros e filmes e peças de teatro e balé assim, um a um... enorme perda de tempo, diz.
e eu não sei o que dizer.
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nada do que escrevo por aqui tem muito valor para mim... as coisas importantes de verdade estão guardadas nos cadernos.

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fiquei meio paranóico relendo os livros do philip roth em função do última, a marca humana.
acabei repetindo aqui sobre a diáspora... eu, heim!
por sinal, em israel e arredores o pau continua comendo firme.
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gato vacinado. Segunda dose.
[quem precisa se vacinar agora sou eu!]
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coisa engraçada... ontem eu falava um pouco da baixaria na internet, na quantidade de pessoas problemáticas, doentes e tudo o mais. hoje sai na veja uma matéria sobre o sucesso da 'paquera on line'... fiquei curioso e li... nada diferente! tudo bem, mostram lá 5 rostinhos bonitos para um universo de milhões de pessoas que usam a rede como ferramenta de paquera. e recomendam [quase pelo amor de deus] que se tome muito cuidado, que não se espere nada e que todo mundo se proteja muito!
ah, bom....
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15.11.02

não sei porque ele se espanta tanto com a minha atitude. parece coisa do outro mundo e não é.
não tem gente que compra carro? moto? apartamento em xerém? eu compro uma traineira.
... mas não é qualquer barco... não é de luxo... um barco grande, forte, resistente...velho... alto mar...
pescarias e bebedeiras...
o que é melhor para um homem velho?
:)
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e tem essa coisa com as mulheres, né? a internet é terreno de jovens do sexo masculino. exclusivamente. não existe comunicação via net de mulheres jovens. as mulheres que procuram a internet para travar conhecimentos com outras pessoas são todas velhas. Imagino que a idade média de uma mulher que tem blog ou entra em sala de bate papo ou irc é de 35, 38 anos... [no mínimo!!!]... como essas mulheres todas já enfrentaram, na grande maioria, vários fracassos de relacionamento, consideram-se 'escoladas', 'espertas'... e essas coisas todas. a conclusão é triste: um bando de solteironas sofridas, fracassadas emocional e afetivamente... na verdade procuram relacionamentos [embora jamais admitam], mas têm tantos e tais complexos, traumas, pavores [na verdade, de si mesmas] que espalham pela rede um tipo de relação frágil, insegura, doentia e, na maioria das vezes traumáticas.
com isso os rapazes e moças saudáveis fogem desse tipo de contato via internet e aí a coisa fica pior: mulheres entrando na manopausa, desesperadas, assustadas e doentes e homens [também oriundos do fracasso] que terminam por não suportar essas mulheres... já vi casos de prostituição, traição, baixo nível, sacanagem pura e outros.
e mais... por que mulher chama homem de 'moço' ("como vai, moço?") na internet???
Evidentemente existem excessões.
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o perigo de fracasso da internet [genérica, bem entendido], é seu uso quase exclusivo para lazer. muito poucas pessoas utilizam a rede para trabalhar ou estudar. o que existe é muito pouco investimento, empreendimento e, principalmente, interesse por parte do usuário. com isso, o estudioso retorna às bibliotecas para encontrar cultura ou à universidade...
quer dizer, fracassa a rede de computadores. uns dizem que é pela dificuldade de leitura. pode até ser. mas haveriam outras maneiras, trabalhos conjuntos entre televisão, internet e universidades... não há.
o estudante não encontra quase nada e, principalmente, nada atraente, nada inteligente. a internet é burra, muito burra.
tudo bem, como banco de dados pode ser fantástca, como correio eletrônico também. Mas o resto... Pfui!
Só é lido quem publica besteira.
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esse mal estar é crônico? parece que não. parece provocado por ações e não-ações das pessoas... existe um conceito equivocado de que se pode enganar o outro...uma espécie de soberba torpe e idiota, burra! as pessoas não são facilmente enganáveis como se pensa..
falo dessas coisas ao ler os jornais e ao pensar na vida, pensar no que as pessoas estão dizendo pra gente todo o tempo... nos sorrisos, nos tapinhas, nos pedidos por mais amor.... não é assim que se faz. Não se deve acreditar nunca que o outro é um idiota ou mesmo 'burrinho'.
a relação de uma maneira geral, parte do pressuposto do engano, ainda que sutil, mas engano, sempre. não vejo outra forma, não conheço. porque a possibilidade de pensar, de avaliar e reavaliar e não compartilhar cada pensamento já propicia ao engano, ao silêncio omisso que guarda, antes, o segredo, a mentira, mentirosamente chamada de 'pensamento'.
tudo bem, não expliquei direito. mas é isso.
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13.11.02

estamos desenvolvendo um projeto sobre 'o sonho'....
sobre qual o sonho de cada um, qual o sonho da nação...
sobre o que é um sonho...
e é engraçado porque cada um pensa uma coisa diferente e tem muita, muita discussão...
às vezes, a gente nem sabe mais o que é realmente sonhar [plenamente]...
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dá pra acreditar que mal consigo preparar uma matéria sobre a maria callas para o programa dessa quinta? ninguém tem materia, não tem filme em locadora, nada.... o brasil... bom, deixa.
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o outro se irritou porque eu disse que o que eu não conheço não existe, não aconteceu...
achou pedante... bobagem, não foi essa a idéia.
eu leio vários jornais e revistas e internet... os lançamentos literários e outras coisas.
em média, sou muito bem informado.
qualquer um pode ser igual....
precisa não ficar pegando no meu pé por qualquer coisa que eu diga, ok?
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converso hoje sobre racismo.... anti-semitismo e essas coisas todas... daí contei como fui tratado na alemanha...putz!
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Ainda em experiências por aqui.... parece melhor, por enquanto...
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12.11.02

texto antigo, que dará origem ao projeto de filme e multimídia:
"

A FOTOGRAFIA
O tempo sempre brinca e brincou com o homem. Talvez seja a única invenção (ou constatação) que não dominamos.
A fotografia flagra um instante. Ela domina o tempo. Uma fotografia trapaceia o tempo.
Ela não marca apenas o acontecimento, a determinada época em que foi tirada. Não apenas permite que lembremos o que aconteceu, com quem estávamos, o que sentíamos. Nossos sentimentos de épocas são anteriores e posteriores ao momento fotografado. Tanto a alegria quanto a dor.
A fotografia é muito mais.
O tempo, inexorável, que une e afasta pessoas, que envelhece, que cria o conceito de história, da própria realidade em mutação constante, que faz germinar, nascer e morrer... Esse tempo é aprisionado num átimo. Vira fotograma. Vira papel. Mostra um momento que não é. Define rigorosamente uma ¿não realidade¿.
A roda d¿água fotografada, que nos aparece em repouso, está girando para quem a viu e vê. O sorriso para a pose ou ainda o instantâneo, desfazem-se após o clique sem que ninguém perceba.
O pássaro pequeno em vôo ou o avião supersônico não estão mais no mesmo espaço geográfico nem de tempo após o fechamento do diafragma. Estão adiante. Tudo está adiante. O pássaro seguiu, o avião sumiu, nós mudamos de posição, tornamo-nos segundos mais velhos e, portanto, mais próximos do fim...
No papel existe o momento único: definição perfeita de presente, esmaecendo-se agilmente em passado.
Quando olhamos a imagem reproduzida no retângulo de papel estamos olhando para o abstrato, para o drible definitivo do homem em Deus."

Aguarde

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diante da óbvia constatação de que israelenses e palestinos não viverão em paz de maneira nenhuma, fico tentando compreender se a diáspora seria uma alternativa... se o retorno dos judeus para a europa não seria melhor... quero dizer, se os estados unidos tratam israel não como a terra dos judeus e sim como uma "frente" bem treinada...
porque é fácil mandar dinheiro americano para israel...difícil é morar em israel...
bom...m ou saem os judeus ou saem os árabes...
posted by g. sobretudo at 08:34




afora spans e propagandas menores eu não recebo correspondência praticamente nenhuma.
existe uma pessoa - muito querida - que me escreve sempre [e me basta].
dias desses andei pegando pesado por aqui e ela me escreve:

"a gente pode só mudar coisas pequenas. dizer bom dia, sorrir para o vizinho. tentar não se zangar. escutar o outro. pensar duas vezes antes de dizer asneira. regar as plantas. não esquecer de comprar pão. fazer a cama sem deixar rugas nos lençóis. pôr um pouco de colónia a seguir ao banho.


não ter medo
não ter medo
não ter medo


tentar convencer quando está convencido de que a solução é a melhor. mas escutar (é tão difícil) sempre.
fazer aquele trabalho voluntário mesmo sabendo que é menos do que uma gota.


a gente pode tentar mudar o pequeno mundo à volta. mas para mim isso quer dizer que sou eu que estou sempre em causa. o que eu fizer muda muito pouco. (pôr o cinto de segurança é a maneira que eu tinha de fazer com que as minhas filhas também, e ainda hoje, o ponham). mas é esse pouco.
elogiar o que há de bom em toda e qualquer pessoa
e não ter medo
(se tiver medo fazer como se não tivesse medo)
o mundo é bom
g, o mundo é bom
beijo"


Menina, eu sei que o mundo é bom. Concordo com você....
Mas, de vez em quando, é bom dar uma sacudida na turma
[e que a gente faz pouco, faz...]
beijo
posted by g. sobretudo at 08:24




11.11.02

é preciso ler "Operação Shylock" do phillip roth para compreender deteminada coisas... aliás, quem anda fazendo as resenhas do recente livro do saramago cita inúmeros autores que tratam do 'duplo' e esquecem Roth que tem a mais objetiva representação do 'eu' repetido... quer dizer, dá pra v. perceber cartesianamente a possibilidade [nem tão complexa] dos nossos múltiplos...
posted by g. sobretudo at 11:38



10.11.02

pequenos cochilos... dormir e acordar molhado de suor...muito calor - ar condicionado des ligado! Ligar correndo! Banho - de novo! - correndo.
Tudo isso por uma série de coisas escritas, lidas, ouvidas, não ditas... pelas coisas não ditas principalmente. Quando falamos realmente tudo? Pra quem a gente conta tudo? V. conta tudo pra sua amiga ou marido ou mulher? não. silencia. nega até pra si mesma (o).
Essa vida de negativas constantes...
posted by g. sobretudo at 19:25




hoje fez um dia muito quente. insuportavelmente quente... mesmo correndo de motocicleta, sentia o vento quente e úmido, desagradável em minha pele... quantos banhos? vários... e não sai... v. já sai do banho com calor, tem que se enfiar no ar condicionado... e andar pela rua pra ver o quê? rodei, rodei e não vi nada... vejo pessoas sem olhos... pessoas que perambulam, riem e não sabem... simplesmente pensam que sabem ou fingem que pensam que sabem... parece que está todo mundo enganando todo mundo e se enganando também... e, diante de tanta enganação, como saber o que é o quê? não temos como... o jeito é continuar, sorrir aqui e ali, fingir que não sente medo do garoto no sinal (mentira! todo mundo sente medo!)...
e o calor! o calor insuportável, parece cuiabá...
voltar para casa e ficar lendo aparenta uma anormalidade 'num dia tão bonito'... mas o que é normal? eu já não sei mais...
posted by g. sobretudo at 16:27




por mais quanto tempo eu tenho que fingir pra todo mundo? e você? quanto tempo mais? porque é o que estamos fazendo, você sabe muito bem... claro, quem posa de maluco na história sou eu, mas cada um de nós sabe do que eu estou falando e da verdade contida... de toda essa sujeira contida que a gente fala, fala, mas não muda. E não muda porque não quer mudar. Porque alterar significa renunciar e quem vai renunciar?

quem vai deixar a grana e o emprego? quem vai ficar com a mulher seja ela quam for e com o cachorro sarnento? quem vai abrir mão de trocar de automóvel ou de comprar a máquina fotográfica digital? quem? quem vai deixar de lanchar no lugar da moda, quem abandona ipanema, são conrado e leblon? essa é a grande questão, menina, ninguém vai segurar essa onda... porque mesmo os que conseguiram 'se libertar' de alguma maneira... mesmo esses continuam meio presos... nessa coisa meio alternativa, mas nem tanto... ora a gente sabe disso... o quanto a gente consegue ser alternativo? um pouquinho só... a gente quer 'direitos autorais' pra ser alternativo...
e o mundo inteiro é assim.
Romper com tudo. Eis a questão. Quem vai? Eu? Não, eu não vou.
não posso: sou um viciado (como em morfina) na vida tal como ela é, tal como me foi apresentada... uma coisa é eu não querer mais nada do que já possuo, outra, muito diferente, é deixar de possuir... romper com 'essa realidade'... a gente consegue? será? eu gostaria... pelo menos de tentar, mas quem garante? o que vai me diferenciar de um louco desses que a gente olha e ri, vendo nele um ser abjeto, podre?
não, é melhor fingir que tudo continua bem, normal. ninguém vai saber mesmo.... e se usarem esse texto como testemunho, já tenho a resposta pronta: é uma experiência literária em internet... nada disso tem a ver comigo realmente.
é tudo literatura e laboratório...
e agora? o que é o quê?
posted by g. sobretudo at 16:17





porque tem essa história da gente não contar tudo... não ir à fundo, né? porque o fundo, amigo, é feio... tem lama, cheira mal... tem que ver o assassino de barbas brancas que cuida dos cachorros em 'Amores Brutos'.... tem que ver a criancinha que mata friamente na favela e a menina do leblon que não olha nada, não vê absolutamente nada...
tem que ver o padre pedófilo e a mulher que não quer ter filhos...
cadê a coragem? cadê a coragem de viver a vida inteira, como ela é, como está?
o que a gente faz? trabalha e vai pra casa... finge que não é neurótico nem é maluco nem tarado à custa de comprimidos, de tranqüilizantes, álcool, maconha e cocaína.... a verdade é que sem prozac ninguém vive... é o uísque do empresário, a cachaça do pobretão ou a cola do menino de rua...
somos lixo, produto de um mundo decadente... são mulheres taradas que se masturbam 7 vezes antes de ir para a igreja evangélica..
esses são os homens que pretendem um mundo 'normal'... fala sério...
ou esmurram a mulher, ou arrebentam os filhos ou, quando são do bem, guardam o ódio pra descontar no dia seguinte no subordinado... são as pessoas que não abrem mão de nada.
fingem que abrem, contam que abrem, mas vai ver de perto... vai ver de perto a miséria que é alma de cada um...
por isso os animais são felizes... porque não sabem o que é felicidade. porque não querem nada. porque matam os fracos. porque não pensam em ecologia, não fazem discursos... comem. matam e comem. trepam e vão em frente. caçam e são caçados. só. sem mistério, sem discurso.
posted by g. sobretudo at 15:31




temos uma sociedade mais ou menos justa... não sei se adianta muito ficar com o lero lero da possibilidade para cada um.
antes, é ver o que se espera.... porque o homem é insaciável... sua busca de amealhar riqueza não tem fim... claro que dentro de uma ou outra família existem os que se rebelam, mas se rebelam na piscina, sabe como?
então a sociedade seria injusta com quem? com os muito pobres. e quem são os muito pobres? os que não têm o que comer no interior do norte e nordeste ou os que apodrecem de câncer na UTI do leblon? os que são abandonados pelos filhos ou os que gostariam de dar mais aos filhos?
quem é o grande vilão da sociedade: o sistema ou o próprio homem? fico pensando no homem. porque não adianta ficar reclamando disso e daquilo, encaminhando ações que são políticamente corretas, mas não vão à fundo na alma humana...
não reconhecer o que vai pela alma do homem é brincar de humanitário...
eu tb acho que não podemos ter a fome [dessa maneira que aí está, bruta]. Mas a fome não é um mal em si. É conseqüência da ação do homem... daquele não dá de comer, daquele que não permite o trabalho, daquele que compra imóveis e carros e surpérfluos, daquele que teme estar só, de peito aberto para a vida...
não há muito como se iludir... são as pessoas que fazem o mal das outras... e essas pessoas continuam por aí... quem está fazendo sua parte? eu? sentado no ar condicionado e brincando de blog, enquanto podia estar fazendo um trabalho solidário num leprosário? você, que está aí lendo e gastando energia, telefone, provedor? quem está DE VERDADE fazendo o quê?
posted by g. sobretudo at 14:03




o meu maior acerto foi nos textos escritos no blog 'quando um viajante numa noite de inverno'... ali eu realmente disse tudo... tudo o que penso e o que espero da vida.... porque é muito ambíguo, mas é assim... eu sou um viajante que não quer mais nada da vida [principalmete em coisa materiais]... quero seguir, livre para o que acontecer, não importa como, quando, em que hipótese.... não importa nada. acho que caminho para a anarquia aos 50 anos... nada mais me prende.
não consegui muita coisa até aqui.... poderia já te morrido e não morri... e agora, o que reserva o destino? mais um filho? não.
a perda de uns poucos parentes velhos? com certeza. a doença? com certeza. a morte? ha ha ha ...
e o que eu faço diante disso... com esse passado minguado e esse futuro estreito? não me ocorre nada melhor do que dar o que ainda tenho... doar o que sou para os que quiserem [se é que alguém vai querer alguma coisa!].... mas é isso... caminhar... seguir como um viajante onde as coisas recomeçam a cada minuto, reconhecendo que a próxima hora poderá ser pródiga ou, simplesmente não existir....
se eu fosse bom ou tivesse vocação, poderia tornar-me um santo, mas essa hipótese não existe.
resta o caminhar... e caminhar é por dentro e por fora... é estar aberto a todo o tipo de possibilidade, reconhecendo que o universo faz o mesmo, o universo caminha e se doa [ainda que exista um enorme buraco negro à espreita na via láctea]...
....

nada posso fazer. não há nada de grandioso construído [mas quantas pessoas constoem coisas grandiosas? e o que é uma coisa grandiosa? talvez apenas megalomania [possivelmente]... daí que sou peregrino ( e li isso num post no início do ano e achei que o cara tava louco... ou eu fiquei também ou nenhum de nós dois está )...
mas é isso... é o que sou e como estou o que tenho... não desejo nada mais. é a penas o caminhar, o reconhecimento [interno] de cada etapa vencida - avaliada diariamente, à cada hora ou minuto...
tentei explicar a coisa dos livros, que é mais uma coleção do que qualquer outra coisa... poderia ser coleção de selos ou cachimbos... os livros colecionados não determinam [nem de longe] o saber ou a experiência apreendida.... como tb não esse ir e vir, essa pessoas que passam e não comprendem ou não se adaptam, não percebem... e aí não vai nenhuma crítica não, porque é difícil mesmo perceber [de verdade] o outro - se nem eu mesmo me percebo todo o tempo!
posted by g. sobretudo at 11:10





desde que o homem existe, usa como roupa, para adorno ou aquecimento as peles de animais. agora fica um monte de gente tendo crise histérica por causa disso...
posted by g. sobretudo at 10:50



9.11.02

caramba! tem uns blogs tão 'políticamente corretos' que eu calço luvas de pelica (artificial, por favor) antes de entrar...
posted by g. sobretudo at 23:41




o eterno "fim de Jogo"...
posted by g. sobretudo at 23:24




fui assistir dragão vermelho, fã que sou do Hannibal Lecter... Uma bosta... Ridículo... não vejo mais nenhum filme que me impuserem... e engraçado que a crítica gostou, ao contrário do último Hannibal [este sim, eu gostei]... ou seja, estou em descompasso com a crítica...
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