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Não possuo nenhuma expectativa maior em relação às pessoas. Convivo com elas na sua justa medida. O impossível na raça humana são justamente as pessoas. Definitivamente, o silêncio não é dos inocentes. Por mais que eu pense bem ou mal das pessoas, elas sempre me surpreendem.O Blog é uma "Carta de Intenções" raramente cumprida. Eu vivo dos meus desequilíbrios* Copyright Nicka. Sempre teremos Paris.... Toda mulher deveria ter quatorze anos.(Nelson Rodrigues) Fez-se da vida uma aventura errante (Vinicius de Moraes) A calma é inimiga da perfeição "Não importa. Tente outra vez. Fracasse outra vez. Fracasse melhor" Samuel Beckett "Toda mulher devia ser a Sandra Bullock" "A Tsunami é Aqui!" "Sou uma espécie de Glória Magadan da vida real" "O chato em essência não existe...O chato é, antes de tudo, uma visão do outro..." "A fecundação é muito parecida com o garçom que mistura leite ao café. Apenas isso. O início da gravidez é um café com leite." "A Internet, repito, imbeciliza as pessoas." "O que as pessoas chamam cultura não é senão um termo pitoresco para a sua ignorância." Saul Bellow. "Quanto mais conheço analisandos, mais desprezo a Psicanálise." "Dormir de dia é um suicídio inconcluso" "O uísque é como um GATO engarrafado. O melhor amigo do Homem" Vinícius e Geraldo "A vida é como executar um concerto de violino ao mesmo tempo em que se aprende a tocar o instrumento"Samuel Butler "A pior forma de solidão é a companhia de um paulista" Nelson Rodrigues "Ser me ocupa bastante" A. Gide "Nada como a brancura cadevérica de um Pé" "Acordar é como um renascer com as cartas marcadas "A fé sem liturgia não tem o fulgor, não tem nada feérico, é como uma fé apagada, inexplicável, pequena, dúbia". "Matar-se é fazer poesia!". "'Quando homens pequenos lançam grandes sombras, é porque a noite está chegando" Nathaniel Lee "Só o suicida morre dignamente". Caminho de cabeça baixa pela praia da vida catando uma esperança. Todos os dias são para mim meu último dia. Um dia, sem me dar conta, meu dia será o último para todos. . O Orkut é uma espécie de lembrança e alerta virtual para um possível não vivido. . |
15.4.03
Quanto ao texto anterior, Opus 48, não fui bem compreendido. Escreverei de outra forma em breve. De qualquer maneira, fiquei gratificado pelos comentários, que sempre me acrescentam muito. A FALTA DE BUSH NOS FAZ O que está acontecendo no Rio de Janeiro é vergonhoso não somente pelos atos em si. O desmando, a anarquia, os crimes, a desordem e a ousadia são produtos não somente desse governo omisso. Sim, não existe governo na cidade do Rio de Janeiro. A governadora não tem capacidade que gerir área nenhuma, mas é justamente na de segurança que esse despreparo se faz mais escandaloso. O binômio Rosinha/Garotinho produz um efeito mais ou menos parecido com o Brizola/Brizola (binômio?). Quem lembra dos governos Brizola no estado? · * * * * * * * * O que existe no Rio de janeiro hoje é mais do que simples anarquia e ausência de poder: é um estado de guerra. Vivemos num regime dominado pelo terrorismo imposto por quadrilhas que só as implicações com o próprio governo justificariam a empáfia. A Colômbia inteira não é o desastre que o é Rio de Janeiro. São as Farc? Não sei. Possivelmente. Deixo essa possibilidade para ser discutida por Olavo de Carvalho que vem fazendo os alertas sistemáticos (também sem reação da imprensa ou do estado). · * * * * * * * Acho que o maior mal do Rio de Janeiro é seu povo. Povo covarde, inábil, inseguro, omisso. Qualquer povo, em qualquer país do mundo, já teria dado um basta a esse estado calamitoso depondo a governadora, arrastando para fora dos palácios, esse bando de incompetentes e realizado novas eleições. · * * * * * * * O Iraque é maior do que o Rio, seus líderes assassinos mais poderosos do que aqui. O exército de terroristas iraquianos infinitamente maior do que o do Rio. E então? Um homem, apenas um, com visão de democracia, com intolerância para o terrorismo, tomou a atitude corajosa de dar um basta. Não importa se os choramingas do resto do mundo bateram pezinho. Foram lá e, em 21 dias, exterminou toda a rede de terror, todo o regime monstruoso que estava instalado. Morreram civis? Inocentes? Sim. Mas agora o povo daquele lugar tem condições de refazer o país, livre do terror. A solução para o Rio, mais barata porque demandando menores quantidades de bombas, projéteis e mesmo homens é análoga. Se o presidente dos Estados Unidos demoliu toda a rede do mal no Iraque, é perfeitamente possível fazer o mesmo num balneariozinho da América do Sul. Morrerão alguns civis inocentes (já morremos mesmo, dia após dia), mas ficaria dizimado o poder instalado pelos terroristas. Em suma, já que o povo carioca não é capaz de, democraticamente, expurgar do governo a permissividade da desordem, faz-se necessária a ajuda internacional para uma ação como a de Bagdá. Gostaria de ser governado 21 dias por George Bush! 14.4.03
Opus 48 Parece que devo muito mais a mim mesmo e a todo mundo do que sempre devi. Como a história da vítima do agiota. Quanto mais pago, mais devo. Sei que minha mãe se preocupa comigo, meu filho, meus colegas de trabalho. Existe um "eterno preocupar-se" que é uma forma mágica/mística de realização do outro. Enquanto estão "preocupados" comigo, a paz retorna [dentro de sua rasa possibilidade] aos corações e o mundo [parece] se aquietar. Nada se aquieta de verdade. O que aquieta é Lexotan e maconha. Ou Valium na veia com uísque como perguntou dia desses um amigo (de brincadeirinha, é claro). Discuto nessa sala e nesse escritório de poucos papéis e livros interminavelmente sobre o que estou fazendo ou deixando de fazer e sinto-me mais e mais culpado por "não fazer". Mas, afinal, o que é fazer? Eu juro que não sei mais. Imagino que fazer seja uma espécie de realização pessoal e coletiva [gerada pelo eu] associada a componentes éticos e estéticos, algo assim como uma espécie de "maravilha do mundo", criação de alguém próximo do genial [talentoso, vá lá], coisas que, absolutamente, não sou. E o que eu sou? Acho que nada. Acho que mais uma dessas pessoas que caminham pelas ruas e que levam em suas cabeças um universo todo próprio, cheio de "certos" e "errados", de "possíveis" e "impossíveis", de expectativas para o futuro e recalques. Cheios ainda de incompreensões [acho que Deus é o maior gerador de frustrações em todos nós]. Deus é o grande culpado. Sem ele não teríamos a culpa, nem a expectativa, nem mesmo a revolta pelo "não ter". Mas esse Deus culpado (muito, muito mais culpado que o homem é a invenção desse próprio homem!). * * * * * * Deus, parece, não é manifesto no deserto. Ele é manifesto no cérebro [ou espírito] do homem que olha o deserto. Raciocínio mais ou menos simples é que Deus existe na justa medida do homem, que sem Ele, ELE não existiria. Mas o que é isso? Um raciocínio simples, barato e ateu? Niilista? Talvez. Talvez porque não sou espelhado por nada, não possuo o referencial de outra possibilidade que não minha própria cabeça [ou o sentimento arraigado de um conjunto de corações e mentes ¿ e o inconsciente coletivo, vá lá!]. Não importa. De qualquer forma, não tenho referenciais outros. Não tenho um outro mundo, uma outra possibilidade de comparar o que penso com uma realidade. Posso, apenas ser contestado por outra pessoa, outro cérebro [igual ao meu, independente de mais inteligente ou menos, mais culto ou menos], mas sempre a velha massa cinzenta igual à minha tratando de um mundo que é o mesmo que eu percebo, o mesmo que eu vejo. Então é a visão de um igual, também ela baseada em um "nada" comparativo. E, caminhando nesse deserto único, trabalhamos todos com uma possibilidade pífia. É a culpa dos meus pais, do meu governo, das grandes potências. Culpa de Deus. O meu grande problema não é acreditar ou não em Deus. Nem se os outros o fazem. Muito menos, a arquitetura das suas religiões. O problema é a impossibilidade da materialização do universo pleno. Olho apenas para as estrelas e posso acha-las belas, misteriosas ou um "grande nada". Posso, inclusive, não ver as estrelas. De qualquer forma elas estão lá. Posso ainda imaginar que existam outras formas de vida, pensar que seria loucura não supor vida num universo "infinito". Continuo "EU" raciocinando e trocando essas idéias com "outros" que, na verdade, não passam de "EUS OUTROS" outros, "eus" que nada têm além de mim, salvo um pouco mais ou menos de crença baseada ainda assim, em sentimentos gerados por órgãos fisicamente iguais aos meus. * * * * * Resta a dura opção: crer ou deixar de crer. Claro que o lógico é não acreditar. Mas não acreditar contém todas as deficiências cognitivas e lógicas do "acreditar". Nenhuma diferença senão o contrário. Contrário esse também em oposição a si mesmo, à possibilidade de todos e não relacionado ao conhecimento maior, de possibilidades outras, conhecimentos que permitam a comparação. Nada. Não tenho comparações. Tenho a opção limitada do sim e do não, posições antagônicas que partem de um mesmo centro nervoso. E, partindo de origem igual, deixam de ser antagônicas, mas "brincadeiras", "exercícios intelectuais" de um mesmo pensamento que é o pensamento humano. Estou, então, diante do paradoxo final. Estou no fim do tempo, onde a terra, plana, termina, deixando parte de seus oceanos transbordarem para o nada. O mundo é vasto, tão vasto quanto eu e meu universo e meu filho e meu Deus. E finito. E quando dizem-me então que a terra não é plana como se acreditava há muito tempo, que é redonda, que o universo muito possivelmente é infinito, duvido. Porque seria a terra redonda como uma laranja? E, ainda sendo, o que isso significa? Que eu posso rodear o planeta eternamente como um Sísifo deslumbrado? Tolice. O meu tempo não é circular. É finito. Esse é o grande dilema: a tola felicidade na descoberta de que a terra é redonda e não plana e o esquecimento de que o tempo não é redondo, é plano, "fíndico". ** * * * * * * Reafirmam que a ciência caminha à passos largos já aumentando a média de vida e sua qualidade. Se antes se vivia 40 anos, hoje se vive setenta. E com boa qualidade. Não tenho como não acreditar, pois as estatísticas e a história estão aí mesmo pra mostrar que é tudo verdade. E se é verdade, discutir com o quê? O mundo me reafirma a cada segundo que eu posso acreditar em Deus ou não, posso escolher minha ideologia e posso programar minha aposentadoria. O que mais uma pessoa pode desejar? Nada. Sem dúvida nada. Quando ultrapassamos esse limite, essa fronteira, nossos "anti-vírus", nossos guardiões sociais entram naturalmente em alerta, da mesma maneira que anti-corpos em nosso organismo. "Alguma coisa está errada", alertam as trombetas. E, em nome da qualidade de vida e do "bem estar geral da nação" [globalizada], determinam um tipo de alteração na qual nos enquadramos e somos ingressados num "programa de reabilitação" salvador (salve, salve!) que inclui, consultórios psicanalíticos, igrejas, hospitais, penitenciárias ou o meio-fio [disfunção do Estado]. Porque estamos tratando de um universo de possíveis e, de uma forma ou de outra, havemos de nos enquadrar nessa ou naquela categoria, neste ou naquele grupo [ou tribo]. E, no meio da conversa, ou do mais profundo estudo acadêmico, esquecemos novamente [e sempre!] da possibilidade da comparação, do exercício de nos ver em relação a uma outra possibilidade, um outro mundo, um outro de Deus (se for Ele ainda necessário]. Calma! Não vai aí nenhuma blasfêmia, mas a forma abstrata do Deus permite a sua "não existência" ainda "existindo". Numa outra esfera [para nós impossível], é imaginável ser lógico não acreditar em Deus, ou "nesse" Deus, já que o Deus está presente pela própria possibilidade da comparação, da fissura de pensamentos e, principalmente de existências, sem aí considerar-se nenhuma anormalidade.] * * * * * Exemplo disso seria esse mundo metafísico, ou a espiritualidade plena onde outros mundos e outras vidas e outras entidades e muitos "outros" coabitam pela graça de Deus. Isso explica tudo, acalma o meu ser e eleva meu espírito. O senão, entretanto, persiste: ainda que eu creia nessa possibilidade [não uma crença amparada na crença pura e simples, mas em "sinais" e "provas" e convicção absoluta]. A crise que habita o ser crente, o Buda, o Cristo é que todo esse mundo espiritual, bom e infinito [junto com o Mal e tudo o mais] estão ainda dentro de um lado, de uma possibilidade e não dentro de um todo que seja visível a outros, discutível [não do ponto de visto da "prova científica", como podem estar pensando apressadamente], mas, ao contrário, da "não prova". Meu mundo por uma NÃO PROVA. O que nos falta não é a comprovação do meu Anjo Protetor porque ele não carece de provas, não é uma experiência da Física e sim um Anjo. O que nos falta é perceber outro Anjo [não o do Mal], mas outro anjo seja lá com que denominação for. Eu entenderia que, numa possibilidade diversa, um radiador velho fosse um Anjo, que a ele se devessem sacrifícios rituais e que não houvesse a possibilidade da dúvida (visto que em outra possibilidade, a questão da dúvida pode sequer existir). Mas não. Nascemos e morremos (se é que isso realmente ocorre ¿ já que não há comparação com um "não nascer e morrer") já prisioneiros [se existir realmente o conceito de prisão] de um Absoluto que de absoluto não tem nada. Nascemos e morremos e invocamos espíritos e Anjos e deuses e Deus sem permitir a estes que se manifestem de forma diversa [tal como, em tese, possuem], diante da falha universal da impossibilidade de diálogo outro, de comparação de conhecimento maior. Aliás, sorrio ao escrever "conhecimento maior" posto que não sei o que é o meu conhecimento ou se essa palavra traduz o que penso. Ou se penso. Amém. 13.4.03
Caminhei durante tantos anos buscando as coisas que realizariam as necessidades desse eu profundo que me habita [como assim imaginava] e hoje percebo que os caminhos foram mais desencontrados do que outra coisa. Não sei se é justo dizer que o resultado final foi um desastre. Talvez não tanto. Talvez apenas não tenha completado o ciclo. Se for verdade que acabamos por completar ciclos, possivelmente eu vá fechar o meu agora, de maneira diversa da espera e planejada. Por caminhos outros, perspectivas outras, chego a pontos diversos de todo o estruturado para, enfim, fechar um processo pelo caminho impensado. Não dá mesmo pra entender, não se assuste. Eu também não entendo bem. Quem entende dessas coisas? Dizem que todos entendem ou todos ¿conhecem alguém que entende¿. Não sei nem de uma coisa nem de outra. Caminhos. Prefiro pensar nos duplos. Como o de Phillip Roth e Borges por exemplo. Tudo bem: tem o de José Saramago [confesso que não li e não gostei ¿ quão dúbia é a minha relação com Saramago!]... 7.4.03
Os autores de MATRIX tentaram, com relativo sucesso, mostrar a relação tão próxima e tão distante do homem com ele mesmo ou com a luz astral ou com o inconsciente coletivo. Na verdade, parece que não é nada disso, pois a Verdade tal como pretendida não tem nome nem descrição. Voltamos à concepção de que ¿morrerá do aquele que olhar a face de Deus¿. Ficou, então, apenas a possibilidade de um outro universo, mundo dentro do mundo, possibilidade de criação externa como um deus ex machina... o que é um dos possíveis. Ficamos sempre pensando em quantas outras possibilidades não existirão ainda que apenas tratando daquele universo. A mulher que representa o oráculo, por exemplo, não está nem dentro do mundo (programa) nem fora. Está, portanto, em outra esfera, plano esse que não é tratado nem explicado, como não poderia mesmo ser, já que é ¿sobrenatural¿. Mas ainda que partíssemos do princípio de que ela, Oráculo, é o ¿sobrenatural¿, estaríamos partindo de uma vertente apenas nesse plano esotérico porque o todo não é mensurável, é dual (como nas pílulas). Não. Mesmo utilizando um pouco da cultura e religião orientais, mesmo que cavando a filosofia de Jean Baudrillhard, ainda assim ficam os realizadores muito aquém. O que, diga-se, não é demérito, ao contrário, já que o Todo é-nos impossível e fizeram lá a parte deles... Durante a insônia dessa noite, tive a possibilidade de perceber uma verdadeira festa de elementais, duendes, fadas, anjos menores e outras energias mais ou menos inomináveis, como que ¿poeiras cósmicas¿ espirituais que habitam nosso espaço sem que costumemos valorizá-los. Na verdade têm estado por aqui desde tempos imemorais, tristes por não estarem sendo chamados há muitos e muitos anos. Agora, com toda essa movimentação esotérica, festejam por serem, novamente, reconhecidos. Não tenho mais a capacidade do 'entendimento sublime', quando não é ele acompanhado de todo o processo superior. De nada adiantariam tentativas esparsas com propósitos isolados. Acho que não. A compreensão não me vem de forma isolada [nem a percebo assim], mas como a de um todo, complexo, uno. Essa receptividade quase búdica carece de fundamentação com elementais, esses com os quais transito nas viagens astrais. E a mudança, quando não muito bem fundamentada, resulta apenas de aceitação, sem entusiasmo. 6.4.03
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Y H V H Desde que a mudança para a casa na serra foi completada que os processos místicos entraram como que ¿em ebulição¿, não parando um dia sequer. Já faziam parte do cotidiano na cidade grande, mas de forma mais controlada e contida. Aqui não. Talvez pelo excesso de duendes estabelecidos no local, de bruxas que habitam e transitam por aqui. Mas não é apenas isso, tenho certeza. Nossa vinda e os trabalhos que desenvolvemos com as forças da natureza, criaram terreno fértil para manifestações de seres, almas e energias puras que aguardavam o solo próprio para agirem. Nós criamos essas possibilidades. Agora, esse mundo oculto, gnóstico e extremamente místico é manifesto. Muitas tribos enérgicas habitam conosco, fazendo elas próprias suas cerimônias que resultam em visões claras. Pedem ainda para que eu mexa com elementais (o que faço), que siga as orientações de Abramelin e outros magos. Fica a casa envolta em energia. As visões são constantes, bem como sinais bastante ¿físicos¿. Adonai fala pela boca do Santo Anjo Protetor. Mandalas e pentagramas são propostos e trabalhos como o dos círculos, evocações a Augoiedes, tudo em direção à luz astral, ao inconsciente coletivo das almas. No conveniente momento, explico melhor. 5.4.03
DE NOVO SOBRE TELEVISÕES E INTERNET. Até o ano passado, tratamos o Portal como ¿de utilidade pública¿. Ora, qual o Portal sério na internet não teria utilidade pública? Nenhum. O site é um meio de comunicação, de troca de informação, de acúmulo de saberes variados e democraticamente expostos. Portanto, a web, como um todo, será sempre de utilidade pública. Diante dessa óbvia constatação, decidimos abolir aquele conceito e partir para um projeto mais condizente com o que realmente somos: mais um meio de comunicação. Não apenas. Um meio que permite a total interatividade, a total troca de conhecimentos e informações, não só na área de educação, mas cultura e entretenimento. Somos diferenciados das TVs porque ¿rodamos¿ em uma ¿plataforma virtual¿. Temos a ferramenta capaz de armazenar um número incalculável de informações e estimular a busca de outras tantas formas de conhecimento. Assim, não vejo o Portal com o olhar estreito de ¿forma de mídia, mas como a possibilidade de unificar TVs, rádios e os próprios Sites. Não há dúvida de que temos a ferramenta adequada à divulgação da Empresa, das programações, das propostas, notícias, etc. Mas somos também geradores de cultura através de todo o conteúdo disponibilizado por nós mesmos (equipe que trabalha com a web) ou outros para os quais apontamos em nossos links. Cada programa de televisão ou rádio, por exemplo, tem um tempo ¿analógico¿, com início meio e fim. O conteúdo daquele programa está preso ao seu meio e ao seu tempo de duração. As falas de um entrevistado, por exemplo, são editadas. Um autor não pode mostrar um trecho do seu livro, um cantor não pode mostrar todas as suas músicas e um artista plástico todas as suas obras. Existe, portanto, na televisão e na rádio um ¿material excedente¿ que o telespectador e o ouvinte deixam de conhecer. A proposta é que além de disponibilizar o arquivo com o ¿programa da TV¿, o site ¿acrescente¿ esse ¿material excedente¿, que na verdade não é excedente e sim retirado do todo por questões de tempo e outros. Entendemos que é necessário criar na produção de televisão e na produção da rádio a cultura de que todos trabalham também com internet. Porque será exatamente da internet que a empresa vai retirar o ¿retorno¿ da sua produção/geração. Não tem havido esse entendimento até hoje. Quem faz televisão ou rádio está pensando apenas no seu veículo. Não basta que o produtor de um programa, diga, por exemplo, quais serão seus convidados da próxima semana. É preciso gerar material/conteúdo para abastecer o site daquele programa na internet, é preciso que o convidado tenha a possibilidade de interagir com o público e não somente naquela hora de programa, mas depois, pelo tempo que for necessário. Para que isso seja concretizado, é necessário mudar o conceito de como o programa é pensado, como é escrito, etc. Da mesma forma, queremos produzir programas originariamente exibidos na internet (já fizemos a experiência por alguns meses com relativo sucesso; temos que pesquisar e experimentar mais. A formatação de um programa na web ainda está em desenvolvimento, não temos ainda um modelo ideal). Esses programas da web devem ser repercutidos depois na televisão e na rádio, fechando assim o ciclo de ¿vários meios produzindo um conteúdo¿. Conteúdo esse discutido com a sociedade, nosso público. Há poucos dias vi uma matéria no Jornal Nacional explicando como funcionava o ¿vídeo fone¿, como transmitiam via telefone áudio e vídeo do Kuwait para o Brasil. Ora, fizemos isso, há mais de quatro anos e pela primeira vez no Brasil, na estréia do programa Observatório da Imprensa. Naquela época, insisti para fazermos a experiência (que resultou plenamente satisfatória) colocando ¿no ar¿, falando com o Alberto Dines, jornalistas que estavam num Cyber Café. Depois levamos a experiência para a UERJ, para os alunos de jornalismo. Fizemos ainda uma transmissão de Portugal. Mas era apenas um ensaio para o grande salto: todo telespectador que tivesse um computador, uma web cam e uma linha telefônica, poderia participar dos debates do Observatório da Imprensa, ao vivo, em áudio e vídeo, diretamente da sua residência ou local de trabalho. Esse projeto foi pensado e iniciado há cinco anos atrás! Então existia o jornal do Dines na internet, o Observatório, o programa na TV e a interatividade de qualquer pessoa, fosse na hora do programa, ao vivo, ou depois, via internet. Até porque, todos os programas ficavam disponíveis na íntegra em nosso site. E assim deveria funcionar toda a programação (onde fosse pertinente) da rádio e da tv. Em paralelo, podemos transmitir/mediar (como já fizemos), seminários em universidades, onde uma Universidade torna-se a Geradora, onde acontece propriamente/presencialmente o seminário e as outras, receptoras/participantes, onde grupos de estudo/trabalho se reúnem, assistem e participam (via E-mail e Chat) - ou até mesmo em áudio e vídeo ¿ com as outras. Um seminário numa Universidade no Rio torna-se um evento de cultura nacional. Além de evento, todo o material trabalhado durante o seminário origina um arquivo em nosso site que servirá de pesquisa bem como de acréscimos e discussão constante entre acadêmicos, alunos e o usuário em geral. Fizemos ainda a transmissão, via internet, da Bienal do Livro, com depoimentos exclusivos de vários autores e editores de várias nacionalidades e, nesse pólo, houve alguma interatividade, com usuários entrevistando seus autores prediletos via e.mail. Trabalhamos mais especificamente agora na dinâmica entre o Portal e a televisão e a rádio. Entendemos que o usuário/telespectador deve transitar entre essas mídias, usufruindo das mesmas da forma mais conveniente ao seu propósito imediato. De qualquer forma, acredito ser fundamental que exista chamada massiva na televisão e na rádio (mídias muito mais populares) indicando o portal, informando o que o cidadão terá ¿a mais¿ na internet. Da mesma forma, em cada programa o site pode ser citado como meio complementar de informação e interatividade sobre o assunto abordado naquela mídia. Essa busca por um lado e acréscimo de informação por outro, viabilizarão em parte a proposta de tornar cada vez mais os meios (tv, rádio e internet) complementares, circulares, como o próprio conceito da rede. A pergunta é: se já conseguimos alcançar determinadas etapas na Convergência de Mídias, por que estas não estão definitivamente implantadas? Creio que, principalmente, por dois motivos: a inconstância na orientação dos propósitos das empresas nacionais e pelo baixo investimento em pessoal e equipamento que essa política de integração vai gerar. Mas ainda assim temos progredido razoavelmente e acho que é possível melhorar substancialmente nossas atividades. |