Por favor, me negue o cumprimento.


SORRIA!

....

...são pedaços de papel, folhas de cadernos, guardanapos sujos e restos de cabeça insone...

Leia da forma que achar melhor, não tenha compromisso com nada. Eu também não tenho.


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ARME-SE MAIS!



Não possuo nenhuma expectativa maior em relação às pessoas. Convivo com elas na sua justa medida.

O impossível na raça humana são justamente as pessoas.

Definitivamente, o silêncio não é dos inocentes.

Por mais que eu pense bem ou mal das pessoas, elas sempre me surpreendem.

O Blog é uma "Carta de Intenções" raramente cumprida.

Eu vivo dos meus desequilíbrios* Copyright Nicka.

Sempre teremos Paris....

Toda mulher deveria ter quatorze anos.(Nelson Rodrigues)

Fez-se da vida uma aventura errante (Vinicius de Moraes)

A calma é inimiga da perfeição

"Não importa. Tente outra vez. Fracasse outra vez. Fracasse melhor" Samuel Beckett

"Toda mulher devia ser a Sandra Bullock"

"A Tsunami é Aqui!"

"Sou uma espécie de Glória Magadan da vida real"

"O chato em essência não existe...O chato é, antes de tudo, uma visão do outro..."

"A fecundação é muito parecida com o garçom que mistura leite ao café. Apenas isso. O início da gravidez é um café com leite."

"A Internet, repito, imbeciliza as pessoas."

"O que as pessoas chamam cultura não é senão um termo pitoresco para a sua ignorância." Saul Bellow.

"Quanto mais conheço analisandos, mais desprezo a Psicanálise."

"Dormir de dia é um suicídio inconcluso"

"O uísque é como um GATO engarrafado. O melhor amigo do Homem" Vinícius e Geraldo

"A vida é como executar um concerto de violino ao mesmo tempo em que se aprende a tocar o instrumento"Samuel Butler

"A pior forma de solidão é a companhia de um paulista" Nelson Rodrigues

"Ser me ocupa bastante" A. Gide

"Nada como a brancura cadevérica de um Pé"

"Acordar é como um renascer com as cartas marcadas

"A fé sem liturgia não tem o fulgor, não tem nada feérico, é como uma fé apagada, inexplicável, pequena, dúbia".
"Matar-se é fazer poesia!".

"'Quando homens pequenos lançam grandes sombras, é porque a noite está chegando" Nathaniel Lee

"Só o suicida morre dignamente".

Caminho de cabeça baixa pela praia da vida catando uma esperança.

Todos os dias são para mim meu último dia. Um dia, sem me dar conta, meu dia será o último para todos. .

O Orkut é uma espécie de lembrança e alerta virtual para um possível não vivido. .

30.6.04

a questão do tarot dá me tomando muito tempo... as pessoas fazem uma confusão danada quando a gente trata da gnose... e o tarô é a coisa mais sedutora (não a mais fácil, a mais fácil é a astrologia que qualquer doméstica faz mapa astral)... mas o tarô vem de tempos imemoriais e não é esse oráculo besta que essas menininhas ficam me enchendo... o tarô é um livro, é O Livro e dar a perceber uma coisa ou outra não é nada perto do seu verdadeiro poder e da sua verdadeira tradição... acho que é isso... o mundo não sai dos eixos por causa dos ensinamentos contidos no tarô, porque ele recoloca as pessoas no lugar... daí os grandes estadistas e grandes pensadores terem tido esse vínculo estreito com essas cartas e não com runas nem astrologia... mas eu comecei a escrever porque eu ia falar uma coisa muito legal do tarot, mas acho que estou me precipitando... o que eu queria mesmo era falar para P. e é para ela que eu vou falar... porque se publicar aqui vão me encher o saco
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olavo lê
se aqui não é o fórum [como eu disse] ideal pra eu dizer as coisas que penso, onde é então? eu sou um tolhido, um patrulhado. as pessoas que não sabem fazer que nem eu ficam me patrulhando o tempo todo, à cada passo, à cada palavra...eu não estou mais nem aí... com muito prazer, constato que o número de acessos à esse sítio diminuiu... vai chegar um hora em que ninguém virá...ninguém vindo, ninguém lê, ninguém sabe, ninguém é do contra... a velha história: se uma árvore cai numa floresta deserta, ela faz barulho? estou chegando lá... muita confusão ainda com o destino próximo, com as coisas dos próximos dias... propostas interessantes no pedaço... engraçado que quando a gente esgota toda a possibilidade de algo que seja meio angustiante vem a coisa boa, a coisa normal... por isso que eu acho a vida chinfrin... porque a gente é ludibriado o tempo todo com esse toma e dá e acha que está tudo bem, que está tudo ótimo...
P.S. Só pra constar: ouvi hoje que o Ali Kamel citou um pensador americano de direita, o Thomas Sowell, para falar da política de cotas. Não é verdade. Não tem nada de "de direita". Nesse maldito governo petista, tudo o que se pensa contra o estabelecido comunista é "pensamento de direita". É preciso ler mais.... Conhecer pra discutir ou mesmo emitir opiniões. Por isso os babacas não gostam do Olavo de Carvalho, mas ele lê, estuda pra emitir uma opinião.
- - - - > desculpem, eu sei que ninguém leu o ali kamel ontem e ninguém leu o Thomas Sowell [nem imaginam quem seja], portanto, tá todo mundo boiando....por isso que o país é o que é...
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sinceramente.... tem horas que eu acho que vou "dar" um troço...
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secretário
fui a secretário por volta do meio dia, mas o tempo estava agradável... a subida da serra é sempre bela com suas árvores frondosas e pássaros ao léu (ontem passou Os Pássaros no Corujão)... fiquei pensando nessas coisas todas que tenho pensado e não tem escrito aqui porque aqui não é o fórum ideal... aliás, aqui tem muita besteira, muio pouca verdade, muita brincadeira sem graça... mas fui pensando nas circunvoluções que as cabeças das pessoas podem dar... dia desses eu tava conversando sobre como a gente pode ser isso ou aquilo, pode se considerar alguma coisa de uma pessoa se não convivemos... eu usei lá a argumentação que me veio na hora, uma argumentação de momento, mas eu volto atrás... muitas vezes eu tenho argumentos que me parecem lógicos num determinado momento numa discussão... depois, sozinho, eu repenso e vejo que estava errado [realmente não me importo de ver que estava errado] e procuro consertar, quer dizer, fazer o que era para ser e não foi... e aí é que eu me suspreendo quando as pessoas que defendiam posições diversas da minha mudaram também, usaram a minha argumentação errada e fizeram dela uma espécie de bandeira... eu acho engraçado porque a pessoa fica gritando que a opinião dela é a que vale e quando eu mudo, vou pra dela, ela muda e vem pra minha.... ou seja, ninguém se entende mesmo... fico vendo que as pessoas não querem pensar, não querem o que é melhor, querem só falar, falar, falar... bom, eu não tenho nada muito contra, falo também, mas constato, que todo mundo discute usando os dois lados do posicionamento... pensei que era uma prerrogativa minha e de uns poucos, mas não é, é de muitos....a diferença é que eu faço com brilhantismo
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29.6.04

Samba da benção
Vinícius de Moraes e Baden Powell

É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração

Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba, não

(Senão é como amar uma mulher só linda. E daí?
Uma mulher tem que ter qualquer coisa além da beleza
Qualquer coisa que sofre / Qualquer coisa que chora /
Qualquer coisa que sente saudade/Um molejo de amor
machucado / Uma tristeza que vem da beleza /
De se saber mulher / Feita apenas para amar /
Para sofrer pelo seu amor / E para ser só perdão)

Fazer samba não é contar piada
Quem faz samba assin não é de nada
O bom samba é uma forma de oração

Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não

(Feito essa gente que anda por aí/
Brincando com a vida/Cuidado companheiro!/
A vida é pra valer / E não se engane não,
tem uma só / Duas mesmo que é bom /
Ninguém vai me dizer que tem /
Sem provar muito bem provado/
Com certidão passada em cartório do céu /
E assinado em baixo:Deus /
E com firma reconhecida/
A vida comigo é a arte do encontro /
Embora haja tanto desencontro pela vida /
Há sempre uma mulher à sua espera /
Com os olhos cheios de carinho /
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida /
Como no seu samba)

Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não

Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração

(Eu, por exemplo, o capitão do mato Vinícius de Moraes/
Poeta e diplomata/O branco mais preto do Brasil /
Na linha direta de Xangô, saravá!/ Abênção, Senhora/
A maior Ialorixá da Bahia/Terra de Caymmi e João Gilberto/
À bênção, Pixinguinha/Tu que choraste na flauta/
Todas as minhas mágoas de amor/A bênção Sinhô,
a bênção Cartola/A bênção, Ismael Silva, a bênção,
Heitor dos Prazeres, a bênção, Nelson Cavaquinho,
a bênção, Geraldo Pereira/Ary, a sua bênção/
Sua bênção, Noel/Sua bênção, meu bom Cyro Monteiro/
Você sobrinho de Nonô/A bênção,Noel / Sua benção Ary/
A bênção, todos os grandes/Sambistas do meu Brasil/
Branco, preto, mulato/Lindo como a pele macia de Oxum/
A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim/
Parceiro e amigo querido/Que já viajaste tantas canções comigo/
E ainda há tantas a viajar/A bênção, Baden Powell/
Amigo novo, parceiro novo/Que fizeste este samba comigo /
A bênção, amigo/A bênção, amigo/A bênção, maestro
Moacir Santos/Que não és um só, és tantos como
O meu Brasil de todos os santos/Inclusive meu São Sebastião/
Saravá! / A bênção, que eu vou partir / Eu vou ter que dizer adeus)

Ponha um pouco de amor . . . Porque o samba nasceu lá . . .

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a casca da serpente
Conversando com S. sobre as mudanças na vida e no como pode ser bom a gente fazer A GRANDE MUDANÇA embora, logo no início, não pareça tanto... eu acho que no início, no primeiro momento não são legais... nem na cama a primeira vez é tão bom... mas falando sério, tava conversando sobre essa coisa da gente depois de velho, depois de achar que a vida já está toda acertada, mudar BUM! - - - - > porque não, não tem nada certo, porque nada na vida é certo, tudo é cambiante [ok, Erika, peguei o vício de falar isso, essa palavra] ... tudo é cambiante pra caramba de montão [esse é influência da ana]... a gente pensa que chegou e nem partiu ainda... a vida é completamente sem sentido, é tão sem sentido que eu tenho a firme convicção que os loucos, os chamados loucos tem muito mais razão do que nós, os normaizinhos... o que é ser normal? ter um empreguinho furreca, um maridinho furrequinha, xangai, bobão... ter esse projetinho barato de núcleo familiar que não é, que é só pros outros verem... porque não é só no casamento, é na vida inteira, é só prestar atenção, a vida inteira não faz sentido, nada faz sentido, nada é nada - - - - > nós seríamos muito mais úteis mortos do que vivos e não morremos porque nem pra isso temos coragem... só os grandes homens, as grandes personalidades, as grandes cabeças têm a grandeza para se matar... não, não é apologia do suicídio, não mesmo. acho que esse negócio de suicídio é assunto complicado, existem mil livros sobre isso... quem quiser, compra e lê... o que eu tava falando era dessa possibilidade de mudar a vida completamente... daquela pessoa que sai para comprar cigarros e não volta nunca mais, vai para outra cidade, muda de nome, vira outra pessoa... já falei aqui no livro A CASCA DA SERPENTE do J.J. Veiga, que contava uma história que o Antônio Conselheiro não tinha morrido na derradeira batalha de canudos... o pessoal mostrou um outro velho barbudo morto como o A. Conselheiro, enquanto esse saía escondido e ia viver uma nova vida (talvez continuar brigando pela monarquia, sei lá), mas o importante é que o verdadeiro conselheiro deixava de ser, passava a ser outro e começava tudo de novo... essa é a possibilidade de renascer, é você nessa vida mesmo virar a mesa e começar tudo de novo, do zero. Por que não? onde está escrito que não pode, que não é bacana, que não é legal....? Sem essa, tem que reler Walden pra ver que dá pra viver no mato e ler Neuromancer pra ver que dá pra viver em Matrix... tudo dá, basta a gente querer... então eu junto [acrescento] à apologia pelo uso das drogas a apologia ao suicídio e a apologia a mudar radicalmente de vida... trocar a casca da serpente, ser, simplesmente outra pessoa [tenhoo certeza de que sempre seremos melhores nesse processo evolutivo]... sempre estaremos num movimento ascendente (ainda que não pareça num primeiro momento)... apologia. - - - - - P.S. = Ok, relendo eu já vi que me desdisse quanto à apologia ao suicídio, mas eu sou contraditório, o blog é meu e eu vou e volto quantas vezes quizer! porque até para confundir a si e aos outros a gente tem que ser mais :)
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sobre homens e palavras Tirado dos rascunhos do blog
Abro meu caderno 17-B, já completo. Dou uma folheada e constato: lá estão palavras, centenas, milhares de palavras... penso, então, que palavras são apenas palavras, forma racional de expressar pensamentos, sentimentos.
... não há mímica que sobreviva: a comunicação (escrita ou oral) é feita por palavras e, repito, palavras são apenas palavras)... há que existir, entretanto, do bípede que conversa, um senso de humanidade, uma sensibilidade humana para transformar palavras em opiniões, gestos, opções. Se, hipoteticamente, faço uma piada é desnecessário anunciar a piada ou fazer mímicas, risos etc. para que o outro compreenda que ali vai uma piada... não... é justamente a capacidade humanóide do interlocutor que distingue o que é engraçado, o que é triste, o que é ofensivo, o que é puro devaneio... apenas a cognição do outro é capaz de diferenciar, selecionar e entender o que está sendo expresso por... PALAVRAS.
... isso me parece tão primário como comer ou defecar, jamais imaginei que essa lógica não fosse óbvia para qualquer ser humano... mas, descubro que não: existem pessoas que se atém apenas à junção de palavras, umas nas outras, criando a oração, pessoas que percebem a frase apenas pelo conjunto de palavras e não pelo sentimento, pela perspicácia, pela obviedade inteligente de entender o momento, as condições, a situação enfim, em que foram usadas...
... didaticamente: posso dizer: eu quero matar com várias intenções, em várias situações e, graças, salve, salve, a humanidade compreende se o sujeito realmente quer matar ou se ele está expressando algo que está absolutamente distante, é impossível de ser sequer pensado ou admitido como tirar a vida por aquele mesmo ser que disse; eu quero matar....
... eu te amo pode ser uma declaração de amor verdadeiro, um pedido de casamento ou um simples agradecimento por outrem apanhar o papel higiênico que estava distante.... o defecante, para não levantar de bunda suja, agradece ao favor: eu te amo.
... por falar no ato de defecar, quando sei de uma coisa que não me importa posso dizer: caguei, sem necessariamente haver defecado naquele instante...
.... é importante aprender que o que difere os pensantes dos irracionais não é apenas conhecer as letras, palavras e o significado na união das orações.... isso não vale nada... o que vale é a capacidade de interpretação, de compreensão do outro... tenho dito.
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28.6.04

retirei do blog da marina:

"Que tipo de diário gostaria que o meu fosse? Algo livremente entrelaçado & no entanto não desleixado, tão elástico que irá conter todo tipo de coisa, solene, sutil e bela, que me venha à cabeça. Me agradaria que se assemelhasse a uma velha escrivaninha funda, ou uma espaçosa mochila, onde a gente joga uma grande quantidade de miudezas sem nem um critério sequer. Me agradaria voltar a ele, depois de 1 ou 2 anos & descobrir que esse conjunto organizou-se por si mesmo, apurou-se e fundiu-se"

Virginia Wolf, sobre seus diários


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acuidade intelectual
me perdi de A. de forma estranha... de repente, nós que sempre estivemos nos mesmos lugares, nos mesmos horários, nós que sabíamos a hora da procura... de repente o destino [sempre ele] não permitiu o prosseguimento da troca de idéias... escrevi alguma coisa por aqui e ela deve ter visto {ou não}, mas nunca é a mesma coisa... nunca é um diálogo e ficar muito predisposto a más interpretações... eu não sei o que acontece nesse ambiente que as pessoas se aproximam e se afastam como na dança do filme 'A dança dos vampiros' de polansky... é como ondas, vem e vai... & fico pensando na característica dessa realidade & pensando na vida de uma maneira geral & concluo que não tem nenhuma diferença, que a vida também nos aproxima e afasta de coisas e pessoas... ora estamos tão perto, ora estamos longe, estamos distantes a não mais poder.... eu ia falar sobre a organização dos escritos, mas não posso fazer nada por enquanto até que a coisa se aquiete... de qualquer maneira A. também não concorda comigo, acha que levo essa coisa toda muito à sério... existe um movimento mundial que tem por fim me banalizar... querem me mostrar que quanto mais simples e banal for, melhor... tudo bem, fico sozinho nessa cruzada, mas continuo me batebdo pela elaboração da vida... enquanto eu estiver vivo e com acuidade intelectual, estarei elaborando as várias formas e possibilidades de viver um mundo melhor...
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27.6.04

ser eu
é a danação que nos queima por dentro....vi que o dia chegava ao fim e corri para cá porque isso não podia ficar de fora... falar desses vícios, dessas danações, dessas coisas que põe os homens a correr e a perder... perder tudo o que possuem ou possuíram [ou, ainda, que viriam a possuir]... não me perco porque o tempo da perdição foi ontem, o tempo de perdição é sempre passado porque futuro nem isso é, futuro não é nada... poderia chaamar futuro de perdição, mas não vou dar mole para essa teoria que daria margem a uma bruta discussão... como disse, estou fora das discussões... já encontrei o que eu queria [que não quer dizer que eu tenha agora]... e quando você encontra a pedra azul, a pedra filosofal, você está livre para caminhar para dentro de você mesmo indefinidamente... e esse caminhar eu acho bacana... saber que estou indo de encontro a mim mesmo... assim, acho que nasci distante, separado e os anos foram passando e fui desbravando a megalópole, fui desbravando o interioir do país também [como de fato o fiz],,, e toda essa caminhada não foi à toa, não foi em vão... havia um motivo, motivo que eu não via nem vislumbrava e muito menos fazia idéia do que fosse... hoje a coisa mudou... hoje caminho para dentro de mim mesmo e quase corro porque estou vendo o que vou encontrar e me agrada, me inspira a muitas coisas, coisas que não tive, coisas que nem pensei.. caminhar para tentar ser eu...
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do amor
eu tava falando do amor incondicional...relendo agora, me parece uma bruta redundância porque o amor só pode mesmo ser incondicional. não fosse assim, não seria amor, seria gostar de, seria querer bem a... o amor pede um pouco mais, o amor é um dar-se e deixar-se levar sem conta, sem regra, sem nada... eu andei escrevendo aí por baixo sobre drogas e essas coisas todas e me dou conta que o amor é uma droga, uma droga limpa, mas uma droga... porque ele faz, ele altera todo o nosso tirmo, toda a nossa visão de certo e errado... acho que a amor contamina nosso organismo inteiro, de uma vez só, como contamina a vida no entorno do ser amado... acho que amando, perco toda a noção do certo e do errado, do que é prara ser feito ou não... quero apenas satisfazer ao meu amor, à minha paixão... estar apaixonado e não se importar com as perdas e os ganhos, com o estabelecido, com o que achávamos ou não... o amor destrói todas as barreiras, como a heroína ou a cocaína... ele nos permite ultrapassar barreiras, permite não ver o que seria visto em outra circustância, permite ir além, permite "entrar" no objeto amado.... o objeto amado não é mais um ser eqüidistante, mas é o centro da nossa vida, é o regulador de sensações e emoções é a lua e o sol, é o motivo da nossa vida... o amor nos faz querer viver cem anos, mesmo sabendo que não viveremos, nos faz querer fazer a grande viagem que nenhum avião propicia, nos entraga nos braços do criador e nele nos aninhamos não para sermos queridos, mas em gratidão por termos tido a oportunidade de encontrar algo tão raro, tão forte, tão...
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a bailarina
converso com ela boa parte da noite, enquanto nos é permitido e contamos um para o outro tudo o que sentimos, todas as angústias que nos persegue, falamos muito do quanto não agüentamos mais essa vida como ela é.... estamos sozinhos no mundo, todo mundo quase está sozinho no mundo e a gente não quer mais... por que tudo não pode ser normalzinho, por que tudo não pode ser simplesmente como era para ser? não sabemos a resposta, claro.... eu não cuido de mim, não ligo a mínima para o que vai acontecer... ela não está ainda nesse estágio, ainda se cuida, ainda acredita que tendo, por exemplo, uma vida saudável poderá isso ou aquilo.... não entende ou não pensou ainda no entorno na vida, no vazio absoluto... pensa na vida, tal como a conhecemos e vivemos... pensando assim, é claro que devemos querer uma vida mais limpa, mais saudável, mais justa... é´preciso olhar a vida de fora, como olhamos a lua, por exemplo, para compreender que ela estará cresnete, minguante e etc. independente do que façam os seres da lus.... eles podem fazer o que for que a lua seguirá suas fases... o mesmo, é tão claro, acontece com a vida... independente do que fazemos a vida segue seu rumo, nos apresenta suas possibilidades, nos acalenta e nos engana, nos dá conforto e traição... a vida, bailarima, escorrega de um canto para o outro enquanto corremos atrás de determinadas coisas que achávamos que valiam a pena... não... ela corre e salta no ar, de um lado para o outro até o momento em que vai ap procênio e agradece.... depois, as luzes se apagam e todos vão embora... o que fica no teatro da vida? o nada absoluto. estamos caminhando para o nada absoluto e não podemos esquecer isso um só minuto para vivermos a vida, para acompanharmos a beleza do seu balé sem a esperança que a coreografia seja mudada... não sei se digo mais alguma coisa sobre isso
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no meio do mundo
eu acho que essa coisa que a gente tem com o vício vem muito da aparência da droga, das fumaças da maconha, dos cuidados com o pó, do lixo que é o crack... acredito [e já começa a acontecer] que virá uma nova geração de drogas "limpas", drogas em comprimidos, drogas feitas em laboratórios suíços que serão chamadas drogas 'limpas'.... drogas que não parecerão drogas, parecerão remédios para dor de cabeça.... que não deixarão hálito, não terão fumaça nem odor... drogas, com certeza, mais potentes, que nos jogaram de encontro ao solo e nos anestesiarão de toda essa droga que é a vida tal como é, tal como se nos apresenta.... porque não dá pra gente se enganar... a gente não aguenta a vida como ela é... a gente sucumbe de alguma maneira.... pode nem parecer, pode ser dentro das nossas paranóias, neuroses, manias, mas, de uma forma ou de outra, a gente sucumbe.... e se é pra sucumbir a mim mesmo, porque não anestesiado, porque não chapado de uma maneira que vá muito além das coisas que fazemos para fugir? por que não termos o direito de escolher que viagem estaremos fazendo e porque não podemos realizar tudo isso sozinhos [ou em grupo]? nossa paranóia sim atinge quem está em volta, quem nos vê, quem convive com a gente... esse monte de pessoas que convivem com a gente e levam a sobra de tudo o que somos, dessa desconstrução diária e eterna que fazemos de nós mesmos? não adianta fingir que está tudo bem porque não está... a gente passa alguns momentos distraídos, alguns momentos achando que "tá tudo certo", mas quando chegamos em casa, fechamos a porta, quando o som começa a rolar vem tudo... vem como uma grande cachoeira na cabeça da gente.... e a gente fica só, sentado no chão, levando aquilo tudo na cabeça e sem fazer nada... a gente está soxinho no meio do mundo e quer fingir que não está... bah!
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o viciar-se
caminhei um bocado pela noite ali na altura do lido... tinha muita gente na rua e procurei as ruas mais vazias,,,, em todas elas haviam putas e travestis, em todas elas haviam traficantes vendendo as suas drogas... fiquei olhando um e tive vontade de comprar uma droga... fiquei pensando que a gente tem o direito de se drogar sim, de não ter que encarar o mundo eternamente na maior cara de pau, porque o mundo, em si, se droga, a vida não é normal, a vida não age como um ser supremo que é coerente... não, a vida é drogada, a vida faz coisas que não devia fazer, diz coisas que não devia dizer e nos põe em situações que não deveríamos estar.... então porque a vida pode ser drogada e eu não? porque eu serei marginalizada, porque as pessoas olham para mim e me repreendem e não atacam a própria existência? é simplesmente porque é muito mais fácil dizer mal de mim do que dizer mal da vida, porque de mim você pode sair, virar as costas e ir embora e da vida você não pode... pra dar as costas à vida é preciso que você se mate e você não é forte o bastante, não é bom o bastante para dar as costas ao mundo, não é valente o bastante de dizer: chega! essa vida eu não quero mais pra mim... portanto, continuo fazendo minha campanha para que as pessoas se droguem sim, se entorpeçam sim... não vejo nenhuma fuga nem fraqueza e sim um jogo de igual para igual com o mundo em que vivemos.... por que eu tenho que aturar a miséria, a fome, o desamor, a melancolia, a dor intensa (que nem é falada)... acho até que por serem mais sensíveis, a maioria dos artistas, em todos os tempos, se drogaram... por que eu tenho que agüentar tudo isso sóbrio e a vida, bailarina, pode fazer o que quer como a mais reles viciada em crack?
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o estabelecido
Ontem deixei tudo para os manuscritos, não sobrou nada pra cá... estive envolvido em compreender determinadas passagens do paraíso perdido de milton.... não é muito fácil e às vezes me cansa um pouco... mas tive uma conversa bem legal, uma conversa que me fez repensar um monte de coisas... a questão de estar escrevendo aqui e não em folhas ordenadas, de estar me abrindo pra quem quiser ler e não para um público seleto, as críticas que recebo e sou obrigado a ler... não sei mais se á nada disso o que eu quero... não sei nem o que sou nem o que quero, essa é a grande verdade.... porque eu sou isso, sou isso e sou isso, não tenho como mudar... falamos um pouco eu e A. do amor...pensamos num tipo de amor mas era um engano, estávamos nos enganando em achar que podemos produzir um modelo para o amor... não é assim não... o amor é uma coisa que nasce, que a gente simplesmente percebe que está sentindo... nem mais nem menos... claro que fantasiamos o que seria o ideal, quem gostaríamos de encontrar, mas a vida não é assim, a vida é o que é...
... e é bem verdade também que se não fosse assim, não seria amor e não teria o impacto brutal que tem em nossas vidas... seria mais ou menos como comprar um eletrodoméstico que idealizamos daquela maneira, tal como ele é e está ali, esperando-nos no balcão... nunca foi assim, nunca será assim, porque é contra a própria natureza do encontro, do sentimento que brota independente do que foi idealizado... é frustrante pensar e escrever essas coisas, mas devem ser ditas porque me parecem a verdade... a mulher amada não pode ser temida e não pode nos impedir de... quando falamos concessões na vida, falamos de outras coisas que não o outro.... falamos de rever um conceito, de aceitar uma opinião contrária... não falamos do tipo de roupa nem dos vícios... e por isso, acho, é tão difícil e por isso ainda, tantas pessoas ficam, cada vez mais, presas em seus apartamentos sozinhas... porque esperam encontrar algo já estabelecido... não existe o estabelecido... a gente olha e cai de quatro, fala: caramba, aquela é a mulher, é ela, não há outra, não pode haver outra... puxa, ele é o homem, não quero saber de nada, mas não posso deixar de chegar perto dele, não posso deixar ele ir embora nunca mais.... acho que estou me repetindo...

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25.6.04

Eu gravei um depoimento de uma mulher que disse:"Eu namorei muito ouvindo Vinícius".... Eu também:

Soneto de separação

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Vinícius de Moraes


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Sempre

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa dizer do meu amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Moraes*


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oceano sempre
tenho vontade de pegar P. e levar para a lapa... não por nada... eu acho mesmo insuportável e pronto... mas é a catarse... é ver... ver o que eu nunca pude ver, nunca tive coragem... o que me fez enfiar a cara no travesseiro e revirar os olhos para dentro.... suar até de manhã, exosrcizar tudo, essa foi a bandeira que eu não soube levantar, não tive coragem nem força... quantas coisas bobas e pequenas a gente perde a força na hora e depois se arrepende... eu sou arrependido de algumas coisas, mas não de todas... fiz muita coisa nessa vida pra agora me julgar um arrependidozinho... fiz muito mais do que muita gente que pensa que fez.... agora é o meu canto do cisne... agora é a hora de revisitar´pessoa no acalanto na luz amarela, a hora de subir a serra com as certezas que tenho em mim... com a certeza de que ainda é possível... tudo bem, existe apenas o oceano separando o barsil da espanha, mas me diga, meu caro senhor: o que é um oceano se não um mero, simples, óbvio oceano... falar nisso beth está na inglaterra... saudades... e luíza em portugal....sempre o bendito oceano, mas não faz mal porque não será ele que vai me desestimular aos planos que começam a tomar forma aqui dentro... é esperar e ver (ou não)
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ouro preto - como possibilidade
terminei de reler toda a obra de paul auster... acho que hoje gosto mais dele do que antes, me identifico mais, entendo melhor... porque a gente tem que crescer pra entender o que determinadas pessoas querem nos dizer, não é? acho que eu demorei [e demoro] muito a crescer... deve ser o tal complexo de peter pan... hoje uma amiga me perguntou o que eu esperava da vida e eu respondi: "complicações na próstata"... ela saiu a passo... amanhã tenho que ir na travessa para colocar as coisas em dia... ainda mais agora que vem uma tempestade pela frente... tenho que estar pronto para enfrentar tudo com tranqüilidade.... pensei em dar uma volta na lapa... mudei de idéia, quando era de moto era muito melhor... se der, um dia compro outra moto e volto a fazer o que fazia... se não der, me transformo numa outra pessoa e vou viver uma nova vida... isso pode ser muito interessante: uma mesma pessoa vivendo uma nova vida... enquanto estamos vicos, creio, deveríamos viver várias vidas... talvez eu vá a ouro preto... me ficaram umas coisas de lá...
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sobre ouro preto
... eu sei que fiz uma certa confusão com o enredo do livro... muita coisa não estava realmente acontecendo, eu apenas tinha lido... o que incomodava é que muita coisa estava realmente acontecendo e eu não conseguia saber se era por influência do que eu tinha lido ou não.... isso era pouco provável porque, embora faça uma investigação sobre o que leio, não me deixo propriamente influenciar, ao contrário do que podem pensar os incautos... falando nisso sonhei essa noite com alguém dizendo que determinada coisa era xangai demais... não lembro se era coisa ou pessoa, acho que era pessoa... transferi boa parte do que escrevia aqui para os cadernos... me dá mais prazer em escrever, além de preservar o pensamento de leituras que não vão chegar aonde eu quero ir... por falar em preservar, erika me instigava muito,mas também me preservava muito... falava muito da maneira cambiante de ser (do homem)... falamos muito disso sob a luz de velas (cambiantes também)... passei muitas horas ouvindo o que ela tinha pra contar sobre as experiências que vivemos nessa terra. Isso valeu todo o resto ( e eu acabei aprendendo a amar ouro preto...)
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23.6.04

crônicas perdidas
Tem sol, mas não está calor, tempo ideal para uma caminhada... passei uns dias sem dar essas caminhadas porque tinha que colocar uns livros em ordem... acharam que era outra coisa, mas não era, tinha mesmo que colocar os livros em ordem... tava escrevendo no caderno a conclusão a que cheguei sobre as pessoas que convivo... falei de todas, acho que não falta mais ninguém... fica assim uma galeria de perfis que me facilitam a vida... porque quando eu começar (essa semana) a dar tratamento final ao primeiro volume de memórias já tenho lá os perfis traçados... tudo bem que vou ter que passar pra cá, mas prefiro a segurança dos cadernos (fora o prazer táctil que tanto falo)... tenho um texto inédito sobre a internet, um texto em que defendo determinadas idéias e qual não foi a minha surpresa ao ver que a tese não era propriamente uma tese e sim uma história, uma história que não poderia ser escrita como tal porque não teria início nem fim... teria que ser alinhavada como tese para depois eu entender que aquilo não era nada mais do que um conto ou uma novela ou ainda um livro... não sei como aconteceu... talvez eu estivesse buscando uma outra coisa e estive tão absorto que não me dei conta... agora não posso querer mudar muito as coisas porque já está pronto, já está escrito... nesse espaço aqui mesmo, nisto que chamam blog existe uma história contada, a história de uma vida que foi sendo dividida em posts e colocada, dia a dia na internet.... ao entrar na internet a coisa muda completamente de figura porque é um outro mundo e como todo outro mundo tem lá as suas regras próprias... quais são as regras da internet? ... é a visão da informação sem poesia, é o paraíso das exatas até mesmo na literatura... porque não se lê um livro no computador, não se consegue... apenas procuramos um determinado assunto, duas, três páginas no máximo... não convencionamos o computador como ponta de um meio onde se contam histórias... então é isso: no computador você pode escrever uma história, mas ao coloca-la na internet ela perde o perfil de história e vira uma outra coisa (no caso dos Blogs, vira posts)... e na verdade não é nada disso... é uma questão de fatiar, de fazer capítulos de tudo porque não se consegue uma trajetória coerente de leitura... daí fatiamos a história e a colocamos em pequenos pedaços que o leitor lê, assimila, mas não dá continuidade ou dá uma continuidade fajuta o que acaba desfazendo a proposta do autor... a internet desfaz a proposta dos autores, diminue a ação, fragmenta os acontecimentos... quando eu me correspondia mais amiúde com M. dizia isso sempre a ela, mas falava de maneira não completamente lógica, eu não tinha ainda a percepção do que era completamente... eu dizia que tufo ficava fragmentado e não ia para a frente... ela se irritava com isso, me contava que tinha adquirido muitos amigos assim e eu não conseguia ver isso porque estava pensando só em mim... hoje que minha visão mudou, que ela mesma tornou-se minha amiga (então ela tinha razão) dou mais alguns passos (ainda que cambiantes) nessa relação de computador e internet e mantenho a idéia que existe uma fragmentação só que não é nas conversas, como eu acreditava no período de M., mas nas histórias que se desfazem e viram pequenas crônicas que já nascem perdidas
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obsolescência divina
... ontem desci essa ruazinha aqui ao lado até chegar à praça... não estava quente, o sol estava lá, mas não fazia calor... fui até a lojinha de produtos para animais, loja que prometo visitar há quase um ano e que postergo por motivos inúmeros que um dia vou narrar... entro pensando no que posso comprar, algo que seja barato, algo que sirva ao que é, apenas o motivo para entrar no recinto... vejo uma coleira para gatos e acho que não deve ser cara... entro e não tem ninguém para atender, vejo apenas a perna de um homem que deve estar fazendo outra coisa em outro compartimento... faço algum barulho para ser percebido e o que eu achava que era um homem era apenas um rapaz, desses humildes que a gente percebe logo serem muito mal pagos... me pergunta pelo que desejo e fico olhando as coleiras para ganhar tempo... com uma entonação casual, despreocupada, pergunto pela senhorita C. e o rapaz me diz que ela não está, que saiu... reparo que um determinado produto, a marcada de areia para gatos que uso não está à mostra e pergunto se eles têm... não, responde o rapaz, este em falta, mas temos essa outra aqui... agradeço dizendo que prefiro esperar a que estou acostumado a usar... deu certo: entrei, procurei mais uma vez pela misteriosa srta. C. e não precisei comprar nada... saio, satisfeito por ter conseguido driblar o atendente e chateado por não ter encontrado quem eu esperava... caminho um pouco pela praça, vendo os pobres desvalidos, crianças cheirando cola e outras, em grupos tramando sabe-se lá o quê... reparo mais na areia da praça que é suja, imprópria para qualquer coisa, até pisar... dou a volta pela calçada e resolvo descer mais um pouco em direção à praia... no caminho, entro no banco e tiro um pouco de dinheiro... compro numa armazém que tem tudo [daqueles armazéns de antigamente que vendiam desde lentilhas até canetas esferográficas, passando por agulhas para bordar e bolas de ping pong] uma caneta vermelha e um isqueiro descartável, à gás, também vermelho... saio pensando no porquê escolhi coisas vermelhas se minhas cores prediletas são o verde e o branco... acredito que tenha alguma coisa a ver com minha frustração de, pela segunda vez, não ter encontrado a senhorita C.... puxa vida, ele me fala tanto que é necessário que eu a conheça, mas ela nunca está onde deveria estar... aliás muitas pessoas, a maioria, nunca estão onde deveriam estar.... penso que se as pessoas estivesses sempre no local e na hora em que deveriam estar o mundo seria mais pacato, mais seguro.... se as pessoas estivessem sempre onde deveriam estar não haveriam desavenças, nem brigas, nem tiros nem guerras... mas não... ninguém está no lugar adequado, ninguém se contenta em estar no seu lugar... estamos sempre caminhando dali pra cá, de cá pra lá, mas sempre buscando algo que sabemos ser muito difícil encontrar... sempre estamos correndo de nós mesmos, achando que, mudando de lugar e buscando outras pessoas estaremos conseguindo chegar a um outro estágio, que nossa vida vai tomar esse ou aquele rumo, que entraremos num mundo diferente, o mundo idealizado, o mundo onde não haverão as vicissitudes do outro lugar... sempre outrolugar e outra hora, outro tempo, é o que acreditamos... sempre fazendo concursos para sermos o que não queremos, sempre procurando agradar pessoas que não gostamos, sempre tentando explicar aos superiores o que não é para ser explicado... esse é o mundo que nós criamos, o mundo em que vivemos por opção, o mundo da correria, o mundo em que não contemplmos nada, não arriscamos nada porque as coisas devem ser da maneira que A. disse e não da maneira que desejamos que seja... essa despersonalização não é mais nem doença, virou lugar comum, virou nada, passou a fazer parte da vida e nem percebemos mais as atitudes que estamos tomando como de resto, não reparamos nas atitudes que estamos deixando de tomar... somos autômatos de uma máquina grande, feia e emperrada, somos peças que não possuem serventia, somos a obsolescência divina.
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22.6.04

limite
... conversando com um amigo que não falava há anos... e vendo que as coisas estão muito difíceis, as coisas estão praticamente impossíveis e a gente não tem para onde correr, que a gente pebsa vinte e quatro horas num mesmo assunto, procurando uma solução em cada recanto do cérebro, mas não tem, você não tem de onde tirar, não tem o que fazer, ta todo mundo fodido... eu não posso não me revoltar com o país, com o governo, com toda escumalha que prende o dinheiro que era para estar circulando e tira o trabalho de milhares, de milhões de pessoas... até onde a gente vai agüentar? quais são os limites que temos, quer dizer, onde são nossos limites... falo isso porque eu sei que a gente tem limite, tem um ponto que diz: não, daqui não vai adiante, daqui não passa, é o fim da linha... o que eu quero mesmo saber é onde é o gim da linha, onde acaba pra tentar não chegar lá... e falando de mim, mas todo mundo, em qualquer situação tem essa coisa do limite, do não poder ir adiante.... em qualquer situação... só que quando as coisas estão mais ou menos a gente vai levando, nosso cérebro não fica em alerta, é como se as situações limite não existissem de fato.
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21.6.04

da Folha Online

Morreu na noite desta segunda-feira (21), no Rio de Janeiro, o ex-governador do Rio de Janeiro e atual presidente nacional do PDT, Leonel Brizola. Ele morreu às 21h20 de ontem, vítima de infarto decorrente de complicações infecciosas.
O ex-governador estava internado desde a tarde de hoje no Hospital São Lucas, em Copacabana, zona sul do Rio. Brizola foi submetido a uma série de exames quando foi detectado um coágulo em seus pulmões, inicialmente interpretado como insuficiência respiratória aguda. Uma das causas dessa insuficiência poderia ter sido um infarto.

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Retirado do UOL:
"Rio de Janeiro, 21 jun (EFE).- Leonel Brizola, um dos principais líderes social-democratas do Brasil morreu hoje, segunda-feira, aos 82 anos de idade devido a uma parada cardíaca no Hospital São Lucas do Rio de Janeiro, informaram fontes familiares.
O vice-presidente da Internacional Socialista, da qual foi um ativo dirigente, sofreu uma infecção pulmonar e, segundo os médicos, morreu devido a uma parada cardíaca posterior



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acordados&unidos
fui dormir quase de manhazinha nesse ambiente mais oara frio, quase invernal... tinha feito todas as coisas possíveis como ver televisão e ler alguma coisa interessante.... os gatos resolveram me fazer companhia da vigília, embora me olhassem com olhar suplicante de que fosse logo, raios!, dormir... fiquei pensando em quantas pessoas não estariam acordadas àquela hora.... muitas com certeza... não falo dos vigias noturnos de dos plantonistas nos bombeiros e nos hospitais [até porque esses, não vigiados, dormem sua soneca]... as pessoas que realmente não têm o que fazer, as mulheres que rolam na cama, virando-se com cuidado de um lado para o outro na cama sob o ruído desagradável do sono da porcaria do marido e vice e versa... os drogados que usaram cocaína de tarde a agora não pegam no sono { esses poderiam cheirar mais um pouquinho durante a madrugada} e não me venham falar que não é legal porque, não fazendo mal aos outros, eu não tenho nada contra as pessoas que se drogam, se drogam porque não seguram a onda dessa vida e isso deve ser perfeitamente compreensível...
fiquei imaginando se todos não podiam ir para as ruas, juntar-se à população de rua compostas de prostitutas e travestis em final de expediente, mendigos que não dormem para não serem assassinados por seus colegas {vocês não sabem como isso acontece....
olha, pode consertar cadeiras, trançando palhas do assento furado, consertando panelas, pode-se curar pessoas [ uma vez assisti a um episódio do lei&ordem em que um camarada montou um "hospital de campanha" num beco abandonado de nova york e atendia os desvalidos que o estado abandonava por não eterm seguro saúde... cirurgias feiras à luz de faróis de carro, por exemplo... enfim, não cabe aqui enumerar as coisas que se podem fazer nas ruas nos dias de insônia, além é claro de conhecer novas pessoas, fazer novas amizades e levar um bom papo...]
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20.6.04

caminho até a cozinha pela décima vez para tomar coca cola.... o vício é sempre mais forte e viciado não pára, dá um tempo, me disse uma vez um viciado. estou tranqüilo e não sei bem o que fazer em relação a toda essa papelada sobre a minha mesa... tinha jurado que ia colocar hoje tudo em ordem, mas tive a maldita crise, a crise silenciosa e invisível, a crise em que ninguém crê.tudo bem, não adianta ficar falando disso, os remédios sempre acabam fazendo e efeitoe você melhorando. não sei como vai ser amanhça, na verdade o que me preocupa é como vai ser daqui a quinze dias... sei que tenho um monte de coisas para fazer [e vou fazer], sei que vem pela frente um longo inverno e me pergunto de que forma vou ultrapassa-lo, mas sei também que conseguirei...por enquanto me permito prazer táctil de tocar a capa azul da noite do oráculo e lembrar, mesmo não tendo nada a ver, da falta que paulo francis me faz... quantas pessoas mais eu não devo estar perdendo de perceber agora, enquanto estão vivas?

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de repente ela é tomada de profunda ansiedade... corre no armário do banheiro e toma dois comprimidos verdes... espera um pouco...5, 10, 15, 20 minutos e nada... a ansiedade persite... tudo bem, tenho que elevar a categoria, ela pensa... toma um comprido laranja... bom, a classe dos fenotiazínicos é mais potente... fica parada, esperando os resultados, o efeito, afinal. não vem... caramba, como pode não vir? como explicar ao mundo os efeitos terríveis da ansiedade?

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perdi o post porque essa porra desse blogger agora tem um tempo certo para você escrever.... não vou escrever tudo de novo, vou resumir: a mulher de 38 anos me diz que fala tudo nas listas de discussão porque não está sendo vista, porque sua identidade está preservada... penso nas igrejinhas do interior ou no vaticano... isso aqui é um confissionário cibernético
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o final de semana corre... passa célere, muito mais do que qualquer outro tempo, muito mais até do que o próprio período de férias... parecem dois dias mágicos que a gente tem tanta coisa para fazer [ou não fazer], que a gente corre, corre, mas não adianta... amanhã não tenho nenhum compromisso e fico frustrado por amanhã não ser novamente domingo... não sei explicar o porquê dessas coisas... são as flores do mal da minha cabeça... tava falando de um dramaturgo e sua relação com as pessoas e com a vida... nunca vi nada tão absurdo, tão sofrido... mas estou fazendo uma mistura de assuntos... acabei de reler um Paul Auster e vou começar a reler um outro... quero ver o Hamelet que comprei em DVD, quero dormir e quero conversar... ou seja, não vou fazer nem a metade... é assim que a gente desperdiça os fins de semana, acho eu...
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tava falando com R. sobre o desgoverno desse país e lembrando que a grande arrancada para a modernidade, o grande estadista que se viu pós governo militar foi o collor... foi ele que ameaçou de verdade as oligarquias e mostrou que ia fazer uma revolução no país... foi ele que ameaçou os empresários e disse: ou faz coisas boas e acessíveis no brasil ou eu abro as fronteiras e vem tudo do exterior... foi ele quem olhou para a frente e viu o futuro... tudo bem, estava cercados de ladrõs, PCs, etc.... Mas e agora? não continuamos cheios de ladrões e safardanas de colarinho branco? prendessem o PC, matassem o PC, mas deixassem o governo andar, governar.... hoje teríamos um país muito melhor.... o julgamento de collor não foi pelas roubalheiras, foi um linchamento político.
Collor deveria voltar a ser Presidente do Brasil

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me irrita esssa campanha mundial contra os estados unidos... eu sou pró Bush, pró estados unidos, pró avanço.... deixemos os regionalismos e as culturas regionais, para o brasil, a índia e quetais...
porque se agente pensar friamente, tinham que detonar o iraque sim, se bobear o oriente médio inteiro, como a gente aqui tinha que detonar a rocinha e não vestir branco e ir lá oferecer rosinhas vagabundas, rosinhas de terceito mundo
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agora me vem o jornal O Globo me dizer que os prisioneiros mortos em benfica foram presos por pequenos delitos... agora começa a choradeira da sociedade [fracassada] sobre seus mortos... quer dizer, não dá conta da segurança, do sistema carcerário e parte para a aplicação de penas alternativas como os tais 'serviços à comunidade'... acho que um ladrão [tanto o batedor de carteira como o que usa uma escopeta] deve ser afastado da sociedade sim, enjaulado [e por muito tempo!] e não essa coisa de virem prestar serviços à comunidade.... afinal, quem é a comunidade? sou eu! e quem disse que eu quero facínoras me prestando serviços? eu não quero, eu cumpro as minhas obrigações pago milhões em impostos para ter segurança e segurança significa tolerância zero com a bandidagem... mas o brasil nunca, nunca vai aprender com nova york...
porque lá, quando o negócio começou a ameaçar perder o controle veio o Giulianni e fez aquela política de tolerância zero.... lembro de um amigo que estava lá e chegou aqui me contando que as pessoas andavam pianinho... se tinha um babaca com aqueles rádios enormes ouvindo música alta, bastava ele ver um carro da polícia se aproximando que ele baixava o som... medo, dirão alguns. respeito, respondo eu. o som é para ser ouvido por quem quer e não imposto a todos... e aquele malandrinho sabia que teria seu rádio confiscado e, qualquer coisa seria algemado e levado para a cadeia... enquanto aqui querem apenas falar de fazer ao contrário... o camarada vem, me assalta e depois é condenados a prestar serviços para mim mesmo...é uma piada.
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tv pública
a situação da tv pública no brasil é irreal porque parte de um pressuposto que não é... não existe uma televisão publica no brasil... o que acontece são tentativas estapaf´rdias de dirigentes fazerem isso ou aquilo, dirigentes esses que não entram por seu notório saber e sim por indicações políticas, dirigentes que entram e saem de acordo com a dança ministerial das cadeiras em brasília... não tem tv pública... tem um arremedo de tv que não é igual às outras por um único motivo diferencial: não tem qualidade nem ibope.
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durmo quando o dia amanhece e vejo essa coisa meio mágica da noite se transformar em dia... não gosto muito, gosto do dia, gosto das manhãs... para mim, as manhãs são sempre as horas mais produtivas do dia.... ontem fui ficando e perdi irremediavelmente o sono... tudo bem, que algumas coisas de última hora foram responsáveis, mas é um processo que vou mudar... não funciono bem a noite, acho a noite traiçoeira porque ela se insunua, não se anuncia, ela se planta diante de você e diz: pronto, aqui estou. é madrugada e você tem que optar entre dormir ou não... não gosto muito de ser encurralado... essas madrugadas me deixam cansado na própria madrugada e no dia seguinte também... além do mais, eu não participo dessas festas, desses bailes, desses delírios coletivos que são promovidos nas madrugadas... tava a até falando que, a meu ver, aquela multidão de pessoas dançando e se sacudindo ao som [muito alto] do que chamam música é uma coisa meio idiota, idiotizante a meu ver... então se não participo de tudo isso é porque desejo preservar o meu tempo para outras coisas, para outras atividades e nessas, o dia me é mais caro...
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Falando ainda de psiquiatria, transcrevo a correspondência que recebi de Maria H. B.:

"Sobretudo, o pior eh q a medida q o mundo alcança seu tao desejado progresso a mente vai ficar cada vez mais em segundo plano, e a estatistica vai aumentar e esta aumentando, mas quem se importa q a mente de tantas pessoas esteja arruinada? Quando temos maravilhas da medicina em qualquer lugar? O problema de toda doença mental, creio eu, seja a falta de comunicaçao q há hj. Se pessoas q se consideram depressivas pudessem se sentir a vontade para falar e ter alguem para os ouvir de boa vontade a estatistica diminuiria ......mas o mundo tem pressa, não se pode perder tempo ouvindo sobre problemas alheios ...afinal de contas "eu ja tenho meus proprios problemas"

Olha, eu não sei se concordo com você em tudo.... quando diz, por exemplo que a medicina tem "maravilhas"... bem não é por causa da doença, não é verdade... acho que a medicina [como, de resto, todas as ciências] estão sempre evoluindo.... Também não acho que TODA a doença mental seja provocada pela falta de cominicação, embora reconheça que a falta de comunicação com o seu entorno piore algumas e 'detone' outras doenças... Por outro lado, veja que, ao contrário de antes, o mundo está completamente globalizado e temos comunicação demais. Isso eu também não sei se é legal, esse excesso de comunicação que a gente tem [tem que ler dois jornais por dia duas revistas semanais, assistir a dois telejornais por dia, além da internet], excesso de notícias, assistir guerras ao vivo, etc etc....
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fico pensando às vezes se uma pessoa pode ter transtornos de personalidade, se pode criar um mundo fantasioso para si e enredar outras pessoas... por que filtros devemos passar as pessoas que conhecemos... quais os limites seguros para se saber se uma coisa é aquilo mesmo ou é um delírio... borges falava muito nisso, no limite do delírio... e fico pensando aqui se tudo isso não é apenas um grande delírio porque a mente humana... deus, a mente humana é um caos... acho que devemos nos proteger mais de uma mente insana que de uma escopeta... porque a escopeta é rapida e, dependendo, indolor... a mente que está em 'sofrimento' estende longas e gosmentas patas para outras mentes com o propósito [ainda que inconsciente] de enredá-las... um dia eu vou juntar todo esse material e escrever o "meu diário do subterrâneo"... falo tudo isso à partir de uma frase de borges
não mais essas leituras de madrugada...:)
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quer saber? a madrugada dói
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pensando em decepções..... o que são realmente as decepções? é o outro que aparentava ser uma coisa que não é ou somos nós que "criamos" uma imagem de uma pessoa e depois não nos contentamos com a sua pequenez? por que escrevi isso? por nada, porque não escrevo as coisas somente quando elas acontecem de fato e sim quando penso nelas.
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oduterbos ed anol
eu tava falando que ia fazer um anti blog... tava brincando, claro, mas um sobretudo vestido do avesso que fosse avesso a tudo o que este diz... porque o que acaba acontecendo é que as pessoas (meus três leitores) não conseguem não vir aqui... acabam vindo mesmo sabendo que não vão concordar com nada, que vão discordar de tudo mesmo, que isso aqui é errado e tal... pensei então em escrever o oduterbos ed anol um blog diferente, para pessoas diferentes... mas eu sempre faço confusão... tava falando que tinha apagado um blog quando na verdade deletei outro.... isso não tem muito a ver com a conversa, mas por coincidência [tenho testemunha que falo a verdade] P. descobriu que um blog de uma amiga chamado PROPOSTA ALTERNATIVA ainda estava ativo, possível de ser usado.... mas tá confuso porque ela anda muito ocupada, tinha deicado o blog pra lá... trocamos alguns e.mails, conversamos por telefone e talvez ela volte a escrever...ela disse colocou a condição de dar uma ajeitada no material que já tem escrito e, principalmente, quer proporcionar às pessoas uma alternativa ao Sobretudo... só me resta esperar por ela [porque o tempo não pára] e quando estiver tudo ok eu coloco um link pra lá.
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penso nas alternativas que temos que ter na vida, nas alternativas que vamos cavando dia a dia, nesse nosso dia a diazinho barato de terceiro mundo.... penso ainda nas coisas que são ditas por meias palavras e outras, ao contrário por palavras demais e ainda assim causam descontentamento... daí a necessidade de uma proposta alternativa.
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18.6.04

- Plantar uma árvore
- Ter um Filho
- Escrever um Blog

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como poderia haver um deus sem útero?
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morte de manhã
não sei bem porque a gente associa a morte com sangue... entrei no apartamento no início da manhã, bem antes de sair para ir ao médico... a porta estava aberta, o que não me fez estranhar nada, estava mesmo sempre aberta... dei uma olhada, disse oi e ninguém me respondeu... fiquei em pé na sala, esperando que ela aparecesse a qualquer momento, como sempre fazia... não veio... chamei novamente sem obter resposta... as janelas e as cortinas estavam fechadas, o que também não era estranho por causa da hora... chamei ainda uma terceira vez, dei um tempo e ela não apareceu... aí comecei a ficar preocupado... a porta do banheiro estava aberta e não havia ninguém, nem na cosinha... a porta do quarta estava fecahada... bati com os nós dos dedos e chamei ainda... muito estranho, a essa hora ela sempre estava acordada... não sabia bem o que fazer, se estava invadindo, se tinha essa coisa de privacidade ou se devia seguir meus instindos... afinal, sou amigo de vários anos... vagarosamente girei a maçaneta da porta que se abriu.... via-se logo a cama e ela estava deitada dormindo... fiquei ainda em dúvida se ia chamá-la ou ia embora para voltar depois... mais uma vez meu instinto me disse para chamar... sacudi com cuidado, falando baixo o seu nome... ela não respondeu.. sacudi mais e nada... olhei em volta e só aí vi a jarra de água pela metade, ocopo e a caixa dos remédios... peguei em duas caixas.... os envelopes estavam vazios... cheguei mais perto dela, toquei sua testa que estava fria, mas não gelada... mas logo, logo percebi que ela havia se matado...
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17.6.04

psiquiatria
já escreveram muitas histórias e fizeram muitos filmes em que o personagem está hora acordado, hora num pesadelo e acaba que a gente não sabe mais o que é verdade e o que é fantasia... acho que, em algum momento da vida, todo mundo deve passar por isso... o preocupantes é quando essa coisa vai se estreitando, vai se amiudando e a gente vai tendo muitos pesadelos... aí começa o perigo da confusão com a realidade... algumas doenças mentais são capazes de provocar esse tipo de coisa e as pessoas vivem numa alucinação só, dormindo ou acordadas... tem casos em que nenhuma medicação funciona, em outros não... olha, vou contar uma coisa, viu? a doença mental é muito, muito barra pesada... as pessoas não falam, não dão valor... a doença mental é estigmatizada, todo mundo tem orgulho em dizer que não precisa tomar remédio nem pra isso nem para aquilo... não sei... é uma doença como outra qualquer.... se o você tem uma cardiopatia conta pra todo mundo, diabetes também... se uma pessoa da sua família tem problemas graves ou parcialmente irresversíveis a gente chama de especiais... enfim, tudo pode, mas as neuroses, as psicoses são jogadas pra baixo do tapete... ninguém admite que tem, ninguém admite que o outro tenha... já reparou como todo mundo dá palpite em doença mental?... sempre dizem para você fazer o exercício X, para trabalhar com florais tais, para fazer acumpuntura... o cara tá na cama, chapado de depressão e vem o outro e abre a janela " vamos, o que é isso? um dia lindo desses e você deitado?" ou então "tanta gente doente de verdade que não pode curtir os dias e você aí com peninha de si mesmo!"... parece piada, mas não é.... não estou falando de gente analfabeta, não. tô falando de gente preparada... realmente, a maneira como se encara a doença mental é o fim... e o pior é que, estatísticamente, a cada ano aumenta o número de doenças mentais em todo o mundo... só a depressão atinge violentamente 13% das pessoas...
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do medo
de vez em quando cochilo e tenho pesadelos horríveis, acordando com a impressão que vou "dar" um troço no coração... sonhos recorrentes, que oprimem, que deixam o oeito acelerado e a respiração ofegante por muitos minutos... o que se passa naqueles momentos de pesadêlo é tão grave, tão profundo que deixa efeitos na gente muito tempo depois de acordados... o que são premonições? será que são "nada"? ou ainda lembranças distorcidas do que já conteceu?... porque tem essa coisa que eu falo sempre de a gente sempre sonhar quando dorme - o que não deixa de ser um mistério - apesar de todas as explições - agora o pesadêlo, esse terror que passamos dormindo... qual percentual? por que acontecem? acordo ofegante e meu coração só volta aos batimentos normais meia hora depois de acordado... o que se passou naquele período? o que eu vivenciei de tão terrível? porque, muitas vezes esses sonhos são recorrentes? existem pessoas que relatam só lembrarem de pesadelos... considerando que estamos num estado de semi ou inconsciência, que demônios são esses que se desgarram dentro no nosso cérebro desencadeando acontecimentos tão assustadores... São perguntasd que não possuem respostas coerentes... alguns médicos arriscam aqui e ali, dizem uma coisa e outra, mas não sabem, com certeza a verdade... talvez esta verdade esteja mais no terreno das várias dimensões pelas quais podemos transitar... talvez ainda, exista algo de místico de gnose em toda essa gama que vai dos sonhos aos pesadelos.... uma coisa é certa: morremos um pouco com nossos pesadelos - dormindo ou acordados.
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16.6.04

a mulher da piscina é professora de natação de um clube aqui perto da casa que habito... ela está separada a algum tempo e dedica-se exclusivamente às suas aulas de natação... mas a gente não sabe nunca o que se passa na cabeça das pessoas... essa professora de natação tem um passado, um passado barra pesada [que eu não quero detalhar], um passado do qual ela conseguiu se livrar e agora se dedica a seus alunos... mas ela está antenada com essa nossa solidão, com a solidão dela dando aula, com a solidão de cada aluno que se concentra em acertar as braçadas... ela fala que concorda comigo que somos meio expurgados de um grupo e migramos para outro... o que fazer? temos que migrar porque senão a gente morre, a gente se mata ou enlouquece.... alguns anos atrás essas pessoas todas enlouqueciam... mas o que é migrar de um grupo para o outro? fico imaginando os milhões de seres que saíram fugidos de seus países com a roupa do corpo e uma vagabunda mala de papelão... chegavam numa terra desconhecida sem ninguém, sem conhecer a língua, sem nada... eram pessoas de 50, 60 anos que, de repente, tinham que começar de novo, começar do zero, começar aprendendo a falar... e essas pessoas sobreviveram... portanto, eu reclamo pra caramba, mas não estou alienado, sei que essa migração entre grupos que eu tanto falo não é novidade... a diferença é que as pessoas mudavam de país e nós mudamos de mundo... passamos para um mundo de zeros e uns, de pixels, mas que, por outro lado tem por trás do meio, umas outras tantas pessoas no mesmo país, falando a mesma língua... a grande diferença, eu acho, é que essas pessoas não estão atentas às migrações que estão fazendo... misturam tudo como se a mistura sempre desse certo e eu acho que não dá, que pode dar sim, mas raramente... a possibilidade de sair bem dessa coisa toda é uma conjectura*
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kundera revisitado
a professora de natação conversa comigo por alguns minutos... como sempre o assunto acaba sendo o tédio... e eu me lembro que, mais jovens, li uma cena parecida, passada numa piscina coberta com uma professora de natação num livro de milan kundera... dia desse uma mulher aqui cheou pra mim e começou a esculhambar um determinado tipo de literatura, mas ela tava muito confusa e comparou milan kundera com polyana e essas coisas... ora, não tem nada a ver... kundera é um autor 'leve', mas agradável... quem não leu kundera? acho que todo mundo... e sabe do que mais? acho que esses autores que todo mundo leu são muito legais porque eles ajudam a criar uma espécie de inconsciente coletivo, quero dizer não tem que ter medo de falar nele porque todo mundo leu, nem que tenha sido um livrinho só.... puxa, quem não se entusiasmou com 'a insustentável levesa do ser'? todo mundo eu acho... daí que não o considero um autor menor, ao contrário... acho que essa de ficar apenas se atendo aos clássicos ou aos 'sérios' uma chatice, coisa de menopausa enrrustida,,, mas voltando, kundera me lembra esses diálogos na beira de piscinas vazias, piscinas cobertas em países frios, me lembra relações amorosas onde a discussão prevalece... é uma coisa meio 'papo cabeça' que teve a sua época, teve seu momento e foi fundamental para uma geração inteira... acho que foi nos anos 80... foi sim... a gente ia lá e comprava mais um kundera como hoje a gente vai comprar mais um paul auter e daqui a pouco vai estar atrás de outro autor contemporâneo.... acredito que é fundamental para a nossa formação, para a nossa informação estar em dia com esses autores contemporâneos porque eles nos dão a justa medida do nosso tempo, dos anseios dos nossos pares, da nossa geração... não acho que se possa viver só de doistoiévski nem só de revista amiga... aí a maioria vem me dizer que o povo só lê caras na sala do dentista conveniado: foda-se! o que eu tenho com isso... acho que tem que conhecer o que se escreve por aí sim e ponto final - acabei não falando da professora de natação.... falo daquia pouco...
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o homem da papelaria deve me achar com cara de camelô. comprei dez, isso dez caneta bic de cor vermelha para mim... é que tenho escrito meus cadernos com essa caneta e elas acabam rapidinho... é gostoso ver a tinta da caneta bic ir descendo, ir se transformando em idéias, pensamentos, conjecturas... porque no fundo, eu acho que é isso. dfazemos uma conjectura geral. não tem um programa chamado "comentário geral"?...
pois eu acho que fazemos uma conjectura geral do que está sendo a nossa vida. acho até que a conjectura, de alguma forma, pode se aplicar ao futuro, com as devidas reservas... vamos no houaiss:
conjectura
n substantivo feminino
ato ou efeito de inferir ou deduzir que algo é provável, com base em presunções, evidências incompletas, pressentimentos; conjetura, hipótese, presunção, suposição (freq. us. no pl.)
Obs.: f. não pref.: conjeitura
Ex.:
Sinônimos/Variantes
cisma, conjetura, desconfiança, devaneio, entressonho, estimativa, fantasia, hipótese, imaginação, pressuposição, pressuposto, presunção, prognose, prognóstico, sonho, suposição, suposto, suspeita
. . . . .
ato ou efeito de inferir ou deduzir que algo é provável, com base em presunções, evidências incompletas, pressentimentos; - - - - > me atenho às evidências incompletas... o que são evidências incompletas exatamente? não sei bem... é uma evidência, tá, mas não é completa... acho então que tudo são as tais "evidências incompletas", que a vida não passa disso, de uma evidência que não é completa... porque nada na vida é completo [sem deixar de ser uma evidência de].... fico sem saber se não seria melhor que fosse uma evidência completa, certeira, onde não houvesse nenhum tipo de dúvida... porque a dúvida corrói aquilo que deveríamos ter como comp´leto. deveríamos ter certezas. a certeza, possivelmente, deveria ser única... mas não, temos conjecturas... não sei não... fico relendo os sinônimos de conjecturas que está aí em cima...'fantasia', 'imaginação', 'suspeita'... quer dizer, nada é nada.... tudo é um hipótese que tanto pode, como não pode ser...
e tudo começou porque disse que escrevo pensamentos, sentimentos, conjecturas... na verdade um grande delírio, as cargas da caneta bic vão sendo despejadas em centenas de folhas de papel para, no final, não existir certeza de nada, para não se chegar a uma conclusão definitiva... só pode ser porque não existe uma conclusão definitiva da vida e se não há... como posso passar cinqüenta anos andando no fio de uma navalha, me equilibrando para não cair? como posso estar em paz sabendo que estou conjecturando na vida? de que vale o resto?


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de O GLOBO
16 de junho de 2004 Versão on line

Funeral de Ray Charles reunirá lendas da música
RIO - Os cantores Stevie Wonder, Willie Nelson e BB King anunciaram que vão realizar uma homenagem a Ray Charles durante o seu funeral nesta sexta-feira, informou o site da "BBC". O músico morreu na última quinta-feira nos Estados Unidos, aos 73 anos.


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fim do estado chinfrim
manchete de jornal dizendo que alunos sabem ler, mas não sabem interpretar o que estão lendo. Verdade. Mas me conta uma coisa: os professores sabem interpretar alguma coisa? os professores sequer lêem? não acredito... os professoras são relapsos, não querem saber de nada que não seja reclamar e fazer greve... os professores não se atualizam, não se interessam por leitura, por nada cultural.... professor gosta muito é de sala de bate papo na internet.
ora, com esse exemplo e com essa atitude tolinha, o que se esperava dos alunos? a educação no brasil, como de resto tudo onde o estado mete a mão [segurança, saúde, etc] é uma merda. o governos é uma merda... o estado não funciona... tinha que acabar com osestado e deixar a iniciativa privada tomar conta de tudo... e para melhor, as multinacionais americanas
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sobre o exército
parece que estão prendendo vários PMs que andar acharcando e assassinando pessoas inocentes e culpadas por aí... então me explica uma coisa porque eu não entendo... dizem que o exército não pode estar na rua porque não é treinado para lidar com os cidadãos, é treinado para a guerra, para matar... a polícia sim, é treinada para policiar a cidade... mas o que acontece de fato? a plicia não policia nada [ a gente é assaltado todo dia}, os crimes continuam céleres, os traficantes e seus 'bondes' continuam fazendo o que bem entendem..... Por sua vez, a polícia que tanto dizem que é treinada, mata culpados e inocentes... eu acho que a polícia deveria matal culpados, não me incomodo nem um pouco que a polícia mate, sem julgamento, um facínora - já sei, todos têm direito, blá, blá, blá... por mim não, assaltou, matou, bala neles... mas parece que a coisa é mais complicada. parece que a polícia mata inocentes também...
claro que já perceberam onde eu quero chegar: então a polícia também não é treinada o suficiente para lidar com a sociedade. Não sendo treinada, mata indiscriminadamente. sinceramente, eu não acredito que o exército estando nas ruas fosse fazer o terror que faz a polícia do garotinho... o exército seria mais cuidadoso até mesmo pela sua peculiaridade de "não ser treinada para tratar com a sociedade"...
se, de uma forma ou de outra, a polícia só faz lambança e a sociedade está sem nenhuma segurança, por que não, o exército nas ruas?
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recebo um e.mail que não viu transcrever aqui por não ter pedido autorização, mas vale à pena falar dele... um rapaz, homossexual, irritado e inconformado com o post que escrevi ontem aqui sobre as lésbicas... bom, foi um cartão postal que eu recebi e falei que o lesbianismo me parece bonito [como já escrevi em outros meses sobre isso ].
eu não dou o direito das pessoas ficarem me patrulhando, dizendo que eu tenho que escrever assis ou assado... eu já falei que eu não sou políticamente correto, que não me interesse o 'que se deve dizer', me interessa o que eu quero escrever... se consideram que eu faço apologia do lesbianismo, azar... eu trato, na verdade, de estética... talvez eu não tenha falado no post em questão, mas o que eu acho mesmo é que é estéticamente falando, bacana ver a relação de duas mulheres....de dois homnens eu não acho estético? posso achar ou tenho que pedir autorização a alguém?
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15.6.04

entre onze da noite e uma da manhã para mim é o período do terror... o período em que quero e não quero dormir, que não tenho sono independente das drogas que esteja ingerindo... não tenho sono... por outro lado isso não me incomoda tanto, acho que prefiro ficar acordado... é a hora que tenho vontade de escrever, que tenho vontade de ler, de pensar nessas coisas todas que andei fazendo durante o dia... hoje escrevi cem laudas com minha caneta tinteiro... tudo bem, cem é exagêro, mas escrevi muito, muito, ficou um pilha de folhas escritas em letra miúda e dos dois lados... tudo o que escrevi é a pura verdade do que estou sentindo na hora... ainda a pouco estava relendo e constatando que não concordo tanto assim comigo.... por isso errao tanto na vida... porque sou impulsivo, num momento uma coisa me parece fundamental eu vou lá e faço... depois vejo que não era fundamental, que não era nada... aí o pessoal aproveita para meter o pau em mim em vez de tentar compreender... mas azar o deles porque eu compreendo, estou ligado nessas minhas falhas... também não pretendo mudar para agradar metade de meia dúzia... eu não... essa gente chinfrin que não me curte tem mais é que mudar de canal...
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cartão&lésbicas
me chega um cartão postal de duas mulheres sentadas numa cama... o mobiliário bem como as [poucas] roupas das mulheres me sugerem em torno de 1900... uma está perto da outra... uma coloca sua mão sobre o ombro da outra, que parece embevecida por esse gesto... não há nada explícito, mas está claro que se insinua uma atitude homossexual entre as duas... parece que acabaram de ter uma relação... bom, podem estar nas preliminares, podem ter ainda, mas acho realmente que não, que acabarm de ter e se acariciam... a que não põe sua mão, olha embevecida para a parceira... é tudo muito sublime, tudo muito alvo e esfumaçado, há uma áurea de amor no ambiente... eu já escrevi aqui que o lesbianismo me fascina... eu acho lindo o sexo entre duas mulheres. acho suave, sublime, bacana mesmo... acho que mulheres deviam sempre dar uma transada com outras mulheres [mesmo sem serem homossexuais, só pra dar uma esquentada]... porque sempre haverá mais carinho entre duas mulheres.... engraçado, não vejo a mesma coisa nos homens... não acho que exista homossexualimos masculino, acho que é pederastia, veadagem mesmo.... bom, mas o cartão que eu recebi foi um cartão postal da minha amiga que acabou de chegar a londres...
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"A decoberta do clarinete por Mozart foi uma contribuição maior do que a que a África toda nos deu."
Paulo Francis
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com certeza O Livro das Ilusões é muito pior do que Noite do Oráculo do Paul Auster...
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fiquei um tempão no telefone enquanto ele me contava como foi sua investida no negócio novo... olha, eu aguento tudo nesse mundo, menos gente chata... como é terrível gente chata...
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não posso terminar o dia sem falar da minha caminhada pela pracinha aqui em baixo... estive andando um pouco nesse tempo chato, que não chove nem faz sol, nessa coisa meio sem sal... muito asfalto, na praça [imunda, diga-se de passagem]... aqueles mesmos garotinhos cheirando cola na frente da polícia que não está nem aí... passou uma velha e comentou qualquer coisa sobre os coitados que estavam se drogando. me deu vontade de apertar o gasganete da velha e gritar para ela que esse mesmo 'coitadinho' qualquer hora ia assaltá-la com um caco de vidro ou um 38m mas deixei pra lá. ela vai morrer em breve mesmo, que se dane...
falar em morrer em breve... é impressionante a quantidade de gente velha que tem na rua... tem horas que eu olho e só vejo gente velha... mas não é velha assim que nem eu não, é velha mesmo, caquética... todos na rua... todos soltando pum na rua... eu tenho a impressão que as famílias não aguentam os velhos dentro de casa e não têm saco de dar uma volta com eles na rua.. gostam de passear com os cachorros, mas com os velhos não... então ficam mandando os velhos irem aqui e ali, sempre mantendo-os fora de casa... copacabana é, definitivamente, um bairro geriátrico
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"chuva é bom para colheitas, mas eu não sou colheita.'"
Paulo Francis
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tem uma programete de intervalos agora no TNT queeu não lembro o nome.... agora estão tratando das lutas orientais nos filmes ocidentais... não sabem das outras coisas orientais que rolam aqui no ocidente... é coisa para a gente parar e pensar melhor sobre essa divisão oriente/ocidente... tem gente ganhando dinheiro com isso, claro, mas não é isso, tem coisa séria e, de certa maneira, é mais fácil compreender as coisas transcendentes, as coisas místicas olhando com o olhar oriental... eu por mim, ia para uma mosteiro no tibet, mas os monges vieram pra cá e eu não tenho saco de ficar dando dinheiro nem mordomia para o dalai lama...

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esse tempo frio é propício para tomar conhaque. por que não?

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"Se houver outra vida e eu tiver alguma moibilidade, prometo levar o meu ectoplasma para Brasilia e infernizar essa canaille"
Paulo Francis
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cazuza livre
a garotada em peso tá falando do filme do cazuza, todo mundo ouvindo os versos legais do cazuxa, mas o filme mesmo é para maiores de 16 anos... não assisti ainda, mas o que pode ter? cenas de bebedeiras? uso de drogas? mas na televisão passa dia e noite filmes onde as pessoas se embriagam e se drogam... será que meu filho vendo o filme, a biografia do cazuza vai querer se drogar também? eu não sei... tudo be, os adolescentes tem mesmo uma tendência a seguir seus ídolos... mas não é por causa do cinema... pode ser que se droguem ou bebam pelos mesmos motivos que cazuza o fez ou até mesmo porque o ídulo fazia... mas um filme? então não pode ter filme com tiroteios porque as crianças vão sair atirando por aí... quer ver uma coisa irritante? é esse papo dfe mídia de qualidade para crianças e adolescentes... é uma mentira que só quem está dentro sabe... eu trabalho em educação há anos, em televisão educativa... o que acontece é que não se deixa as pessoas criativas trabalhare,... ficam umas velhas matronas, umas mulheres feias e mal amadas repetindo, requentando o discurso da mídia de qualidade... esse papo é só desculpa, é só para justificar a incapacidade de produzir coisas boas, coisas que dão ibope... existe coisa mais insuportável do que programa 'para adolescente'? eu nunca tive o prazer de conhecer um adolescente que visse programas 'para adolescente'... e os jogos de computador? e a internet? e tudo o que nos empurra para a violência? e os pivetes no meio da rua cheirando cola, não estimulam também nossas boas criancinhas? e os bandidos, os beira mar da vida nadando em dinheiro e tendo mulheres maravilhosas? não estimulam nossas criancinhas... agora filmar a biografia do cazuza e não deixar meu filho de treze anos assistir é dose... é tupiniquim mesmo! xangai! vagaba!
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temos descontroles de várias ordens.... descontroles emocionais, descontroles financeiros, descontroles f´pisicos, internos... o que chama a atenão é como somos tão facilmente passíveis do descontrole... ele deveria vir somente numa situação excepcional, numa situação pontual, aqui e ali na vida e não com a freqüência que vem... tava pensando nisso porque vejo pessoas [ viuma ] tendo um descontrole seguidamente a outro, não conseguindo mais saber de si, não sabendo mais o que fazer nem a que apelar... terminou por escrever um e.mail enorme [pulei algumas partes] contando das suas desditas... eu fiquei pensando se entendo ou não. claro, claro que entendo... mas não é motivo para descontrole... é como aquela brincadeira do wally que eu escrevi uns posts abaixo quando ele dizi 'me segurar que eu vou dar um troço'... era uma brincadeira que não tinha nada a ver com realmente dar um troço ou ainda, 'dava um troço' e aquilo passava e era vencido atrvés de risada e cerveja...
tudo bem, não era mesmo isso o que eu ia escrever.... era sobre as cabines telefônicas em lugares ermos e iluminadas por dentro... quero me lembrar em que filmes vi essas cabines e em que livro li essas descrições... porque isso é o maior barato, você estar passando e o telefone tocar.... espera: em que livro eu li que o cara ia andando pela rua e, ao passar em frente à cada casa, o telefone tocava... ele entrava, atendia e ia em frente... na próxima casa a coisa se repetia... li isso em algum livro que não lembro agora... quero falar de algumas relações difíceis que estou tendo com T., mas não é o momento... é preciso dar um tempo a mais...
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não posso deixar que não agüentei e fui dar uma volta de carro... caramba, como as ruas estão vazias, como o frio afasta as pessoas, como todo mundo corre pra debaixo do caixote de papelão e fica lá, sob a marquise dormindo com um olho aberto e outro fechado porque pode chegar um mendigo doidão e tacar um paralelepípedo ma cabeça do 'de menor' que dormia na calçada... esse é o mundo, o país que eu vivo, essa á gente bronzeada que eur mostrar seu valor...só rindo mesmo... eu acabo gargalhando vendo todas essa miséria e posso bem gargalhar porque, a meu modo, sou tão miserável como eles [atenção patrulha, pense, entenda o que estou querendo dizer aintes de pensar mal de mim!], sou tão miserável quanto.... então a gente fica trabalhando a vida inteira, pagando milhões de impostos para ter uma sociedade mais ou menos equilibrada e eu saio e vejo todo mundo dormindo sob a marquise, envolto em caixa velha de papelão? é pra isso? então não quero mais pertencer a esse mundo normalzinho não, quero largar tudo e fazer qualquer outra coisa, uma coisa diferente que não me faça ver essa desgraça que é esse país.... não é brincadeira, é um dos países mais desgraçados do mundo e ainda dizem que parte da culpa é da sociedade meu [como diz a doce paulinha], da sociedade... que sociedade? eu sou a sociedade e eu sou culpado? eu? mas não estou cumprindo a minha parte, não estou pagando os importos para beneficiar a todos igualmente... então porque estou aqui no bem bom no computador e os outros estão na rua? por que eu acabo sendo o burguês, o vilão? o que eu tenho mais que fazer? sair por aí distribuindo comida e dinheiro para as pessoas pelo meio da rua? e as outras cidades... e os estados mais pobres ainda???... eu queria mesmo era fazer uma revolução nesse país... olha, eu topava até tentar uma investida comunista para dividir melhor esse negócio todo... putz, eu tenho muita vergonha de ser brasileiro
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a noite está fria e tenho cereteza absoluta que tem uma outra alma vagando nessa casa agora, aui comigo... não me assusta, não me incomoda, mas sinto que está aqui perto de.... dou uma navegada por outros blogs para espairecer a cabeça... já tomei as coisas para dormir, mas nada, a vontade é mesmo de ficar aqui deitando besteira fora... não fiz nenhum contato hoje, fiquei meio sem saber no que pensar e o que fazer... acho que amanhã [hoje], as coisas começam a ser diferentes.... me lembrei do wally salomão e seu 'me segura que eu vou dar um troço" porra, é um título muito legal, não é não? é a cara do wally... aliás fico pensando no wally e ele é mais um desses que a gente conviveu e não deu atenção... a mesma culpa que eu sinto com relação ao cazuza... caramba, eu fui contemporâneo do cazuza e não dei atenção enquanto ele tava vivo, como eu fui pagar esse mico? fui contemporâneo do wally, conversamos, trocamos idéias e sugestões de livros para ler e eu não dei a devida atenção... agora tô aí, num ambiente boçal, num trabalho cheio de gente boçal, sem visão e, só agora, me dei conta da efervecência cultural que já rolou na TV... como a gente já fez coisa legal... quando tinha gente legal pensando coisas do arco da velha... quanto tempo que eu talvez não tenha dadoi o devido valor... em 2000 a coisa caiu, mas até dois mil foi o máximo, a gente aprontava todas, tinha as idéias mais revolucionárias e ia lá e fazia... agora... cadê?
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lesse
não estou inventando nada, não estou fazendo nada de novo, mas percebo que minhas memórias, parte do que pensei e do que senti e do que quis dizer ficou arquivado aqui, nesse espaço... poderia ser um livro, poderia ser uma coleção de cadernos manuscritos, mas não foi nada disso... foi aqui o lugar escolhido.. um dia essa merda a acaba e anos e anos de escrita [não importa se boa ou ruim] vai embora... como eu um dia vou embora.... é mesmo, pensando bem tem a ver uma coisa com a outra: por que pretender a perenidade do memorialista se ele mesmo vai embora? melhor ir deixando por aqui, porque estar aqui é estar em lugar nenhum, num vácuo, num buraco negro, num espaço inseguro onde tudo pode ser deletado de uma hora para a outra... é que enquanto estamos vivos e não estamos pensando na morte esse espaço da medo porque nos mostra sua [ e nossa] insegurança... mas tem que pensar bem: medo de quê? qualquer coisa que aconteça, azar, quem leu , leu, quem não leu , lesse.
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eu estou aberto para todas as pessoas, para todas as situações que se apresentam mas hoje aconteceu uma coisa que não gostei, recebi um telefonema que... me senti invadido.... tem essa coisa da cabine telefônica que é recorrente em filmes e livros... a cabine telefônica acesa por dentro num lugar ermo... teve uma cena assim no matrix, mas não foi só lá... sempre pinta esse negócio do cara ir até a cabine telefônica... acontecem muitos assassinatos em cabines telefônicas... pois eu acho que as pessoas só podiam ligar para cabines telefônicas... o resto me incomoda, me faz sentir invadido. de verdade
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de tarde eu cochilei sentado na minha poltrona.... não mais do que dez minutos, com certeza... pois esse cochilo, esse quase nada me tira completamente o sono à noite, mesmo que eu tome carradas de soníferos...
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de novo auster
Fiquei muito entusiasmado quando terminei a leitura de Noite do Oráculo de Paul Auster... fiquei mexendo em alguns outros livros para ver qual seria minha próxima investida, mas acabei pegando O Livro das Ilusões também de Auster. Tenho essa mania estranha reler um livro (alguns várias vezes) como Crime e Castigo, Se Um Viajante e outros... Auto de Fé de Elias Canetti eu li várias vezes, os livros do Philip Roth eu li mais de uma vez... são vários os motivos... primeiro porque eu gosto de rever, de revisitar as obras que gosto... por outra lado minha amnésia para coisas recentes só me deixa lembrar as coisas que fixar bem... e por fim, para ler um inédito chato, prefiro revisitar meus antigos mais caros... evidente que sempre há muita coisa boa para ser lida [não li todos os clássicos, por exemplo], mas é assim... estou relendo outro livro de Auster e possivelmente depois vou reler outro. Andei fazendo isso com Upidike e com Borges.... talvez seja uma mania tola, mas é o que acontece, não vou mudar mais... Não, não é essa a explicação verdadeira... é porque realmente acho que livros não podem ser lidos apenas uma vez, histórias não podem ser contadas uma vez para as pessoas em uma vida inteira... seria como se você conversasse apenas uma vez com uma pessoa querida... reler é a alternativa que vejo para fixar, relembrar e curtir meus autores prediletos... mas não é apenas isso... é necessário uma certa impregnação da história na cabeça da gente... a gente tem que vivenciar muito a trama, se enfronhar na personalidade dos atores, dos personagens... um dia um cara me disse... eu sou aquela garota desesperada de Se um Viajante e eu sei do que ele está falando porque eu também sou aquele cara desesperado da mesma história... não adianta você ler, colocar na estante e nunca mais... os policiais de Lawrence Block também são relidos por mim inúmeras vezes... eu quero entender auquele pesonagem fantástico que é detetive particular e livreiro, dono de um sebo... eu quero estar com essas coisas vívidas em mim, em cada momento, em cada conversa, em cada pensamento
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14.6.04

tinha um compromisso hoje, tenho um amanhã e outro depois de amanhã... se temos tantos compromissos acabamos que não temos tempo para nós... quer dizer, quando eu vou poder não fazer nada, ou soltar pipa?... quando eu vou poder dizer algumas coisas que precisam ser ditas e escrever outras tantas que precisam ser escritas... a correspondência que me chegou tinha um quê de misterioso, de mágico e não deixava de ser... esse homem de cartola [da capa do livro] que as pessoas não dão atenção ou tratam como a um lunático tem coisas importantes a dizer, não me leve à mal quem tem opinião contrária...
vou fazer o seguinte, vou reler os livros dele para enteder melhor sua alma, sua capacidade de ser pós moderno... aliás, eu preciso escrever uma coisa sobre essa história de pós modernidade... porque pós modernidade deveria ser futuro, ou seja, não deveria ser nada, deveria ser apenas uma possibilidade que não aconteceu e não saberemos se vai acontecer... pós, pós.... depois de... de pois do agora? depois do agora não é, não chegou, nunca chegue eu posso ficar aqui digitando milênios que não chegará... em busca de um futuro mais... como em busca de um futuro? futuro não se busca, futuro é uma possibilidade apenas... vá entender...
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por onde anadará o lobinho que me deu tantas alegrias? sonhei com ele me pedindo ajuda, pedindo um veterinário... por onde andará o lobinho que eu, afoito, deixei para trás...
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a tarde estive sozinho, na escrivaninha, colocando em ordem as coisas que tinham fixado para trás... muitas coisas tinham ficado para trás - e ainda estão -... depois saí de carro, com essa chuva e esse tempo superfrio... na av. atlântica contnibua o show dois velhos travestis... sempre que vejo um travesti fico meio fascinado... como é que um cara tem tempo, tem prazer em comprar e depois vestir roupas femininas, em colocar silicone... como pode fazer essa mutação do seu eu, negar o seu próprio corpo, sua própria condição de homem [que não tem nada a ver com honossexualismo]... não, o interessante é essa desérsonalização, esse assumir uma nova identidade, um novo corpo, um novo sexo e sair pela rua sabendio que não está enganando ninguém... qualquer dia desse vou me vestir de mulher e dar umas voltas pela praia para ver o que acontece... sim, porque alguma coisa, algum barato deve ter além da concretização no ato sexual.... tudo bem, vá lá, posso não sair de mulher, mas vou me travestir de alguma coisa, talvez comprar uma longa barba branca e sair de mendigo, não sei... o que eu quero é ver como fico não sendo eu mesmo... porque na vida, no dia a dia a gente já passa por vários momentos em que perde 'um pouco de si', se me entendem.... por exemplo, no trabalho, quando você tem um chefe idiota, que não sabe nada e você é obrigado a aceitar... ou numa situação familiar... não é isso o que importa e sim que a gente perde um pouco de si...
aliás, eu queria saber quando somos cem por cento nós mesmos, uma autenticidade só... em que momento dia isso acontece... porque se eu quero dar um tiro em alguém e não dou não estou sendo eu completamente, se quero levar o tiro e não levo idem... se quero comprar e não compro, se quero lavar e não lavo, se quero falar e não falo... quantas vezes a gente não faz as coisas que eram para serem feitas... um monte... fico me olhando no espelho e tentando me reconhecer: será que a imagem refletida é a de uma pessoa que faz? me parece que não... me parece que a imagem refletida nesse aspecto é mais real... como se todo mundo tivesse 'dois eus' e apenas a imagem refletida andasse por aí vivendo a vida enquanto o verdadeiro eu se guardasse [nçao pra quando o carnaval chegar, mas para quando esse grande carnaval passar]... são essas as questões que me tomam o tempo e motivam para escrever aqui e ali... mostrar para as pessoas que eu também penso nesse ...
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pingo no lenço
a opção pelo blog narrativo é feita sem nenhum critério [escolástico] e sim por entender que se deve experimentar... qualquer dia eu vou trocar o subtítulo amador por Experimentador... penso que a gente tem que sair experimentando tudo, fazendo o que não é feito usualmente, não para agredir ou polemizar, mas para experimentar... quer dizer, eu vou a dezenas de sítios como esse e vejo coisas diferentes, vejo diários mesmo... mas tenho certeza de que não são totalmente sinceros... tenho certeza de que as mulheres não contam que tiveram que ir ao banheiro se masturbar depois de transar com o marido porque não gozaram... não falam disso, falam de receitas, de encontros, de jantares e essas coisas... tudo bem, acho legal, não é uma crítica... mas também não se diz tudo... eu aqui posso não dizer se transei com A ou B ou se, na verdade, apenas me masturbei ou nenhuma das opções acima... aqui eu gosto de escrever coisas que passam pela cabeça... cenas que eu imagino, cenas que eu vi e tento reproduzir... tinha um post aqui que eu achei bacana e acabei fazendo um conto à partir dele... então, eu aqui, pelo menos estou falando a verdade, estou dizendo que tem muitas coisas de mim sim, tem muitas verdades, mas tem muita coisa que eu imagino... quantas descrições fiz do bairro da Saúde e da Lapa, sempre sob garoa fina e eu andando de motocicleta com o meu sobretudo de lona... aconteceu de realmente eu agumas vezes ir lá, mas a maioria eu pensei... lembrei que existiam esses lugares e fiquei me imaginando por lá... então tem esse negócio da narrativa que motiva o leitor a pensar sobre... ele fala, 'pô o cara estava no meio de um monte de mendigos esquentando a mão no fogo de um latão de lixo'... por que? é uma imagem recorrente minha, de tanto ver os mendigos de nova york e tenho certeza que essa imagem não está só na minha cabeça, deve estar na de muita gente... dia desses vi um lenço com um pingo vermelho... fiquei imaginando se seria de menstruação, mas como iria cair apenas um pingo, um pingo certo, um pingo mortal em cima do lenço alvo.... mas me veio menstruação na cabeça [ e eu acabei esquecendo de escrever isso no dia}... eu fiquei pensando...não aquele pingo tem que ser sangue e tem ainda que ser sangue de menstruação...porque é uma imagem diferente você pegar um lenço branco, bonito, chic com aquele pingo [pequeno], vermelho... podia ser qualquer coisa, mas eu fiquei: não, é menstruação, menstruação... mas como pode um pingo de menstruação num lenço dobrado, passado e engomado de homem.... não pode.... mas caramba, é uma imagem interessante. Pode não ser inteligente, nem bela, mas é interessante... então eu venho para cá e escrevo essas coisas aqui.... quero que fiquem registradas porque pode ser que alguém se interessa por essas coisas, por esses pensamentos estranhos... claro que conto muitas e muitas verdades também.... por exemplo, o frio que está fazendo é verdade, mas penso que meu carro amanhã de manhã estará coberto de neve e eu vou ter uma trabalheira danada para colocá-lo a funcionar, como penso que um enorme morcego simbilizando o demônio vai entrar hoje pela minha janela e vai me fazer mil propostas e eu vou aceitar... porque está mais do que claro que eu aceito propostas demoníacas, não há nada de mais sedutor do que uma proposta demoníaca... e é isso o que eu faço aqui: propostas demoníacas... que pretendo que as pessoas leiam e pensem um pouco que é possivel fantasiar, que é possível contar um monte de coisas que estão lá, bem no fundo da cabeça... eu quero fazer parte dessa brincadeira coletiva, quero ser um estimulador [ou um estimulado, tanto faz}... sim, porque também tem isso: às vezes as pessoas me estimulam e eu venho pra cá e conto tudo... puxa, quantas vezes fui estimulado e vim pra cá correndo, querendo dividir esse estímulo com as pessoas que vagam pela net.... mas aquele pingo de menstruação no lenço engomado...
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13.6.04

esse período agitado se reflete aqui... acaba que não consigo terminar as coisas nem dar um desencadeamento lógico.. as pessoas que não são lá muito... enfim, tem pessoas que não entendem nada e ficam me cobrando como num e.mail que recebi de um cara... olha, eu não posso fazer nada... posso reconhecer que não é o comum dos blogs, posso sugerir que não voltem aqui... não escrevo para dar ibope, escrevo simplesmente por vício e porque sei que acham legal ler... mas são poucas e gosto que sejam poucas... se quisesse escreveria algumas verdades que guardo para mim... verdade com nome e carteira de identidade, aí sim daria ibope... mas na verdade não é isso que eu quero... estou aqui me divertindo... dançando forró na internet,,, comendo brigadeiro no post... isso aqui é um prato cheio de brigadeiros deliciosos, isso aqui é pura diversão... tem também as pessoas que curtem, entendem, percebem onde eu quero chegar... da mesma maneira que eu escrevi um kit auxiliar para entendimento do que está aqui, vou escrever um kit auxiliar para que se conheça outros sítios, lugares interessantes pra caramba... lugares em que as pessoas escrevem tudo direitinho.... vou dar uma olhada e fazer uma relação bem bacana... tem até blog de auto ajuda...
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ia escrever um post sobre uma conversa que tive com o pdv sobre os autores., mas achei meu texto babaca demais e deletei...
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tem um monte (2 ou 3 pessoas) de gente me perguntando sobre a história do espítiro da web... eu não tenho elementos para far uma coisa bacana, convincente, agora... vou pensar um pouco, fazer umas experiências... quem sabe não sai alguma coisa? o que eu posso dizer é só que onde transita gente, transita magia, ânima, forças ocultas e tudo o mais... portanto a rede tem que estar completamente cheia de almas e encarnam e desencarnam, espíritos protetores, anjos da guarda.... aliás, o anjo da gaurda deve funcionar mais ou menos como um anti-vírus espiritual, né? acho que todo mundo que tem um computador tem que ter um anjo da guarda daqueles porque.... bom porque antifamente os anjos tinham menos trabalho, as pessoas não davam pau... [pelo menos não toda hora] computador é só problema, dá pau toda hora, fica essa eterna expectativa se naquele dia ele vai funcionar ou não, se o e.mail vai chegar, se o explorer vai abrir... quando falam em vírus é um deus nos acuda, as pessoas perdem a cor... eu não sei direito porque usamos tanto computador... na verdade, eu nem uso tanto, minha caneita tinteiro está sempre à postos e não dá pau... pensei em escrever um blog com caneta tinheiro, depois bater à máquina, mimeografar e saír distribuindo as folhas por aí (tenho certeza que um numero maior de pessoas ia me ler!!), mas temumas coisas que estão praticamente extintas, dentre eleas o mimeógrafo... na globo, em 73 tinha um cara que trabalhava no momeógrafo para rodar os scripts das novelas.... a mão dele, pode acreditar, era azul, ele era azulado, cheirava a álcool, bem verdade que metade ia para o mimeógrafo e a outra metade para o estômago... mas por que estou falando isso?
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o garçon sou eu?
o garçon definitivamente não me atendeu... não sei sequer se ele me viu e resolvo sair sem ver se ele vai atender a outros fregueses... não, ele pode não ter me visto, eu assisti o filme o sexto sentido e fico com medo... vai que eu morri e não sei :) por estra de barriga vazia [um pouco de azia}, não sem bem porque, mas saio andando em mais essa noite fria... me explique por favor o que tem barriga vazia a anadar na rua em noite fria... nada. é que eu vejo essa caixinha aqui em branco e começo a digitar, meus dedos ganham vida própria e eu fico feito uma marionete de mim mesmo vendo essas coisas tentando se desenvolver por aqui... reconheço que deve ser chatíssimo e convido a todos para saírem deste site e nunca mais voltar... eu só não faço isso porque ele é meu... :)
a história do garçon [antes que a polêmica comece] é apenas uma brincadeira com determinados garçons que são lerdos e parecem apatetados na nossa frente... mas o garçon é um servidor não é? e eu fico pensando muito nessa coisa do servidor... do cara que vive para servir o outro.. tudo bem, eu sei que eu também sirvo a alguém direta ou indiretamente e o mundo inteiro funciona assim e assim caminha a humanidade, mas eu quero sempre falar disso porque sempre penso nisso... acho que tem gente demais servindo assim, diretamente a outras pessoas... é o garçon, o balconista, o motorista, etc... por que a gente tem que ser tão servido, o tempo todo servido.... claro que eu falo, mas também sou servido, também faço uso desses 'servidores'.... daí que eu acho que um dia todos deveriam fazer greve agir como o garçon narrado logo ali embaixo
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averiaguação
o espírito da web não se compõe de pixels e zeros e uns... claro que não... o espírito [ou os espíritos] que vagam na rede são energéticos, transitam em qualquer parte, no monitor, nos fios, na mesa onde o micro está colocado... es espíritos da web não replicantes do outros, dos off line, vêm para cá trazidos por pessoas, gente de carne e osso, gente que não transou bem essa parte mística nos locais adequados... essa coi sa amínica seria quase um vírus com a diferença de não estar nos sistemas nem nos programas, mas voando sobre eles e influenciando-os com a vantagem de influenciar também o tempo e tambpem as pessoas que estão por trás dos PCs... nesse ponto, esses espíritos podem tornar-se mais poderosos que os que conhecemos e talvez nem devam ser chamados espíritos... mas então como chamá-los? os e.mails que recebi sobre isso também não eram conclusivos.... temos que, todos, averiguar melhor...
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caracu
ele me garantiu que cerveja preta pode. confio nele e vou ao bar. bar não. botequim. não. leiteria. são mesinhas de madeira com uma base central e tampo de mármore. são pequenas e agradáveis como às que serviam fernando pessoa. sento e o garçon educado pergunta qual o meu pedido. explico que uma cerveja preta. ele continua parado, me olhando, como se não tivesse ouvido, como se eu não estivesse ali. conto, então, para ele que estou pedindo uma cerveja preta porque fui autorizado, porque conversei antes sobre a possibilidade de tomar uma cerveja e fui liberado, contro que não coloco uma gota de álcool nps lábios há muitos anos e nem tenho vontade, conto que, na verdade, fui mesmo estimulado a tomar aquela cerveja preta.... conto até que antigamente dizia-se que cerveja preta era muito bom para mulheres em período de aleitamento materno... sorrio ao pensar que antigamente dizia-se qualquer coisa, que uma pessoa chegava dizia uma coisa e aquilo corria, de boca em boca e virava uma verdade, virava uma regra... o garçon continua me olhando, prestando atenção no que digo. faz até mesmo sinal com a cabeça de quem está compreendendo ou concordando. não resisto a concluir que hoje não deixa de ser assim, que muitas coisas são ditas do nada, ditas porque se tinha que dizer alguma coisa numa determinada hora e essa coisa toma lá p seu rumo como o rio no leito [é persistente essa idéia do rio no leito]... torno a pedir a cerveja preta, digo até a marca tradicional... o garçon continua meolhando por mais um tempo e vai para a mesa do lado após algunbs instantes ouvir os pedido dos que chegaram... fico muito curioso... ele olha para o homem de terno que faz o seu pedido..olha, olha, mas não anota nem se mexe....fico satisfeito de saber que não era comigo onegócio, que o sujeito tem mesmo um parafuso a menos ou talvez nem seja garçon, talvez seja um ator fazendo uma performance... mas porque só os atores e uns poucos privilegiados podem fazer performances... eu sou performático desde o dia do meu nascimento... fiz performance na mão do médico que me trazia ao mundo... resta saber se ele percebeu...
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e mais água
estranho como tudo, me dizem... e reconheço que é estranho mesmo. estranha é a mudança, estranha é a vida, estranha é a morte, estranha é a criação, estranho é o mistério. mas se todas esss coisas são estranhas, digo então que tudo estranho e, se tudo é estranho, posso concluir que não há estranheza em nada, que tudo é normal como o rio que corre... o que me causa espanto é a corrida do rio, no como ele corre, no como ele deságua no mar... pra falar a verdade tem uma coisa mais estranha ainda que é a nascente do rio... o rio, a água nasce... eu já vi... é muito impressionante você venho a água saindo de dentro da terra, saindo de dentro do nada e entrando na nossa vida para nos dar vida... o nascimento das águas é o maior mistério... não pelas explicações técnivas, que essas qualquer ginasiano sabe.,.. não, o que fali é do mistério... da água de 'per si'. o nascimento da água deve estar para a natureza, como nascimento do punk para a sociedade, como o nascimento de... como o meu nascimento... nasci há muito tempo atrás de uma forma incoerente, numa hora e lugar errados, quando os médicos ainda não dominavam determinadas técnicas... mas nasci como você, como todos e persigo o que todos perseguem [ cada um a seu modo] . . . não existem diferenças entre as pessoas, fico vendo... se você subir a uma certa altura, num helicóptero por exemplo, perceberá que não há nenhuma diferença entre as pessoas... mais parecem formigas andando para lá e para cá, no máximo em seus autocarros... esse movimento do homem só é possível pelo nascimento das águas, pelo olho d'água, essa coisa mágica... e qual o maior mistério afinal, o do nosso nascimento ou o da água? e tem essa coisa de todo mundo falar muito na água que está acabanado, que o mundo muito em breve não terá mais água potável e tal.... quer dizer, vão nascer mais pessoas do que água? o mestre meio calvo, de longos cabelos brancos na nuca e óculos de aro de metal me disse que era fácil contornar essa [e outras] situações... basta fazer com que nasça mais água ou que diminua o número de viventes nascendo dessa maneira descontrolada.... descontrolada não é a forma de nasce, descontroladas ficam depois, quando crescem... essa é a diferença básica entre homens e água.... homens se descontrolam e água, vira rio e desce para o mar. simples assim.
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conhecimento de pessoas não é básico a meu ver... conhecimento de teorias, de posições e de histórias são mais importantes, são mais interessantes... porque quanto mais embasado eu estiver nesses campos, mais preparado estarei para a troca de conhecimentos e até mesmo de afetos... mas nem tudo é simples assim... se tem esse lado, tem um outro que é complicador: enquanto fico me formando nas teses e conceitos me afasto da relação humana e a volta pode ser difícil salvo se encontrar a pessoa certa, a pessoa que estivesse mais ou menos fazendo a mesma coisa que eu.... bom, o que estou propondo aqui é infinitamente mais difícil do que ganhar na loteria esportiva... quer dizer, eu sei disso e escrevo e assino em baixo... não é simples e, ao admitir, fujo de um julgamento precipatado [só tenho leitores de julgamento precipitado] de que estaria enlouquecendo. não é isso... acho que é fundamental divagar sobre todas as possibilidades da vida, sobre todas as ações que poderão vir a ocorrer e também em tudo o que já passou... bom, na verdade isso é transcrição de um caderno e seria preciso ler tudo o que foi escrito antes para entender como cheguei a essa conclusão... fica parecendo, lendo assim, que estou querendo escrever qualquer bobagem ou qualquer coisa disparata pra causar polêmica e não é nada disso. Ao contrário.... nesse caso a polêmica está longe daqui... trato de assunto sólido, assunto que pode mudar todo o rumo de uma vida... acho que posso voltar a isso depois com mais calma e de forma mais explicada...
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interiores (ainda)
sento na cadeira da cozinha e observo atentamente a geladeira e o fogão.... uma geladeira e um fogão... penso que esses aparelhos já andaram para lá e para cá... penso no que fazer da vida e tenho vontade de comer um pão com manteiga [o que não faço]... penso ainda que tenho muitas coisas para fazer além de comer pão, que a barriga vive sem pão, mas a cabeça não vive sem sonho...sim, tenho que reconhecer que sou um sonhador, mas olhando para o fogão me pergunto quem não é? quem não sonha? mais: quem não sonha acordado? eu sonho mais acordado do que dormindo, concluí dia desses... porque a medicina já comprovou que não há sono sem sonhos [ainda que não nos lembremos ao despertar] portanto, dormir é sonhar, básico... quero falar do que não é ordinário, do que não é básico... sonhar acordado, sonhar enquanto estou fazendo xixi é fundamental, sonhar enquanto faço a barba [ sempre de costas], sonhar, sonhar e sonmhar até um ponto que não saiba mais o que ´´e sonho ou realidade na minha vida... essa é a minha meta... quero me enfiar num sonho sem fim, que ligue o sonhar acordado com o sonhar dormindo e ir por eles entrando num outro estado [ que não sei se chamaria de sono}, mas entrar num outro estado numa espécie de supra consciência que me trouxesse a alegria e a paz dos que inocentemente se drogam...os drogaditos são uns inocentes, sem causa, penso.... o verdadeiro barato, a verdadeira viagem é essa para dentro de mim mesmo, a que aqui chamo simplesmente sonho, uma viagem sem fim [porque não sei se acaba após a morte] onde vou, vou até não sei quando nem onde, mas vou com essas opiniões contraditórias com esses desequilíbrios com essa embriaguez da alma, mas vou (continua)
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na caminhada dessa madrugada vou a uma banca de jornais... as bancas de jornais que sempre procuro estão em locais isolados e são iluminadas por luzes frias... a banca que encontro hoje tem escrito "jornais" em neion roxo do lado de fora... entro e compro dois jornais e uma revista. na capa da revista [de grande circulação] vejo estampada a minha foto e o texto da manchete está borrado. não é uma boa forografia minha, seria uma foto me criticando ou contando algum podre meu... mas por que não consigo ler a legenda... ia saindo e volto... resolvo trocar o exemplar da revista por outro, com certeza o erro de impressão era somente daquela... com surpresa vejo que todos os exemplares estão com a manchete borada, que não dizem rigorosamente nada legível, mas eu estou na foto... pergunto ao jornaleiro o que aconteceu e ele me olha com o olhar parvo de quem não está entendendo...me pergunto se sou eu que não estou enxergando direito, se a manchete está clara e eu estou ficando cego... aproveito para comprar alguns maços de camel porque cada dia está mais difícil encontrar meus cigarros preferidos... entra uma mulher na banaca. louta. bonita. tem a boca excessivamente pintada, baton vermelho.... pega um exemplar da revista e olha a capa. De imediato olha para mim. depois repete o movimento, olha para a capa e para mim... fico também olhando para ela... pergunto o que foi e ela não responde. parece não gostar de me ver na revista [ou talvez não goste da manchete - que eu não consegui ler]... volto andando ´pela rua e sei que a mulher me segue... oouço o barulho dos seus sapatos na rua deserta. chove fino. essa chuva não vai parar, penso agoniado. Depois penso em porque a chuva esrá me deixando agoniado. O que deveria me incomodar é não conseguir ler a manchete da revista. Carrego, de qualquer forma a sacola com os jornais e a revista (com cuidado para a chuva não os molhar)... Diminuo o passo e ouço os passos da mulher que me segue também diminuírem... estranho porque nunca vi a mulher e não há razão para ela me seguir, poderia ter, por exemplo, falado comigo dentro da banca... sorrio ap pensar que na capa da revista em que meu retrato está estampado na capa pode estar a legenda PROCURA-SE... será essa mulher que me segue com um perdigueiro uma caçadora de recompensas... viro a rua pensando no último livro que li e no programa sobre Miller que perdi, segundo ele me contou... Não... resolvo que a partir dessa parte vou escrever em outro lugar...
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12.6.04

torpor dilacerado
Estou deitado e passo a uma terra onde existe uma onda de marasmo, onde nada há para eu fazer, nada há para eu discutir nada há.... fico pensando no que me levou àquele lugar e sorrio porque não preciso saber.... sei já sabia antes, na verdade sempre soube e não dei muito crédito à onda que se fazia, que crescia à minha volta... onda feita originalmente por mim mesmo, porque eu sou um grande ¿fazedor¿ dessas ondas quando me entusiasmo quero mexer mesmo com os mares... os mares serão plácidos sempre que os homens não provoquem maremotos porque a arte nasce na natureza ou é produzida pelo maremoto interior da alma aflita que não se contenta com o que já existe e busca mais, busca recriar o maremoto eventual tornando o mar um espetáculo constante. Não me bastariam nunca as coisas tais quais são se eu não pudesse mexer com elas, provocar, criar movimentos onde tudo andasse, onde gata gota soubesse que não está sozinha, que existe um ¿mexedor¿ de ondas que as faz bailarem de forma diferente... bom ou mau, acho que essa é a característica do artista, do poeta que clama à multidão e faz com que ela se movimente, se torne um grupo que canta e olha o céu com outro olhar... estou então nessa terra onde faço que olhem o céu com outro olhar... tenho irmãos em espírito e em arte, irmãos que devem caminhar de braços dados e quem seriam eles se não esses pequenos mares que se juntam num só e se transformam num quadro de matisse? Não há muito o que dizer, apenas desse estado de torpor natural, torpor não induzido, torpor mareado por ondas de revolta porque o verdadeiro espírito da raça deve ser um espírito inquieto, que ora consiga manter-se calmo e entorpecido, ora revolto como o mar em maremoto... a obra está concluída e agora, dilacerada.
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11.6.04

orvalho, flores e cães
pela manhã bem cedinho, junto com o clarear do dia, a bruma estava sempre tão baixa que eu mal podia ver dois metros adiante... ia, ainda assim, dar de comer ao lobo e a flora, que esperam sempre em fresta... aprazía-me também lavar o canil sem me importar com o frio... havia sim muito orvalho em todas as plantas, grama e flores... Flores! quem me conheceu antes nunca me imaginou tocando com carinho minhas muitas flores... quando o dia se prenunciava quente, regava um pouco todo o jardim, antes do sol se levantar, já que não se molham as plantas ao sol.... e ali me sentava na varanda com meu copo de café preto a fumar meu cigarro prazeirosamente... as pessoas começavam a passar na estrada... vinham de motos ou bicicletas e muitos à pé... vinham caminhar por caminhar, para ver esse amanhecer agradável, outros já estavam mais apressados, com certeza indo para seus trabalhos... da minha porteira, cumprimentava a todos, sem excessão e era correspondido com entusiasmo, com sorrisos nos lábios... não estava tão longe nem tão perto de tudo isso aqui, de toda essa gente engravatada, de todos os ônibus e automóveis que fazem fumaça nem do rugido peculiar do metropolitano.... não vejo flores por aqui nem canis (como poderiam mesmo existir?)... são, portanto, dois mundos, duas vidas diferentes... como pode um mesmo homem viver duas vidas tão diferentes, é o que me pergunto todos os dias, a mais de 370 dias...
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falar, falar e falar
todo mundo sabe que tenho muito mais a dizer... e estou pensando seriamente em começar a falar aqui também... não sei se pode ser de alguma utilidade, mas se venho me propondo a escrever em lugar aberto, de acesso irrestrito, por que me restrinjo eu, escrevendo apenas aquilo que acho que pode ser dito? por que não, me pergunto, não dar a saber a todo o povo aquilo que me passa realmente na alma... afinal, se for bom, ótimo. Se não agradar, basta a pessoa não voltar mais aqui... Mas não vou decidir já, vou conversar com um grupo que trabalha nessa área... quero ouvir mais opiniões...
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hoje vou em busca da pessoa que pode me ajudar no momento, da pessoa com quem posso falar bastante de coisas muito caras e que não cabem em nenhum outro lugar... pessoa que poderá me ouvir, mas também opinar, interagir tratando de manter-me em estado de equilíbrio para as coisas que vem por aí.... decidi também sair de férias no trabalho porque desejo ficar mais tempo em casa, desejo ler e escrever mais, desejo não ter horários nem preocupações com roupas, projetos, planos, com nada... quero estar completamente à vontade por uns dias para fazer o que bem quiser ( e sei que esse 'bem quiser' será não fazer nada).... talvez vá mais ao cinema no horário que gosto, à tarde.... talvez assista a alguns filmes em DVD.... talvez durma durante a tarde... pequenas coisas a que toda pessoa tem direito por um mês à cada ano.... pois bem, decidi que será agora a minha vez... poderia guardar esse direito para mais tarde, para um época mais propícia, mas acho que não, acho que o tempo é agora. tem muito tempo que não tiro férias (oficiais) embora não possa me queixar já que o trabalho na empresa tem sido pífio, pouco é cobrado de mim... e fico rindo ao pensar que talvez seja esse o meu maior motivo de estresse, esse marasmo a que a determinada empresa foi jogada por obra de sua nova diretoria.... fazer o quê se os tempos são outros e, como reles funcionário, nada tenho a fazer senão aceitar bem calado as orientações dos que mandam e sabemo que estão fazendoi de acordo com suas vontades e convicções... pelo menos por um tempo, saio eu, miúdo, que nada posso fazer . . .
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a reconfortante correspondência de L*
recebo grata correspondência de minha amiga Luisa ainda falando dessa coisas que venho escrevendo sobre a net.... ela me mostra [e acredito piamente em tudo o que ela diz] que não encontrou nesse ambiente on line apenas os excluídos do mundo digital. Conta que encontrou amigos de verdade, amigos que vão em busca dela, amigos que ajudam seus filhos, pessoas que ela acaba conhecendo e que se tornam.... bom, acho que posso trancrever um trecho de sua correspondência:
"... e amigos de verdade, saídos dos lugares mais improváveis, dão-se ao
trabalho de apanhar o combóio ou o avião para chegar a mim.
acolhem-me nas suas casas e mostram-me a cidade. olham pela minha filha
em nova iorque, passeiam pelas inaugurações das galerias de chelsea e
dão-lhe de jantar. amigos com rosto, com afecto, com tantas coisas
afins. saídos da rede. porque mesmo antes de os tocar já eram reais.
como os que nunca toquei.
os meus mais novos e vivos e verdadeiros e grandes amigos"

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acho que esse singelo, mas eloqüente depoimento de L* que me escreve de portugal, derruba algumas das minhas teses, algumas das minhas impressões... algumas, bem entendido porque o que escrevo também é real, também acontece. sei porque vivencio.... de qualquer forma, posso estar mostrando apenas o lado ruim e ela vem em socorro mostrar esse outro lado. Isso é muito bom, é material para os que lêm refletirem melhor sobre o todo e para mim, principalmente, por ter esse depoimento de alguém em que confio.... talvez eu precise em minhas buscas, em minhas pesquisas, olhar com mais atenção para esse outro lado, para esse lado bom, solidário....
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10.6.04

da folha on line
O músico Ray Charles morreu hoje aos 73 anos em razão de uma doença no fígado, segundo informações de seu assessor de imprensa.
Charles morreu hoje às 11h35 locais (15h35 em Brasília) em sua casa de Beverly Hills, no Estado da Califórnia (EUA), onde estava com seus familiares, informou seu porta-voz Jerry Digney.


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continuação dos posts abaixo
lendo os posts abaixo em primeiro lugar, proponho um novo exercício sobre a atividade em rede.... esqueçamos, então, a esquizofrenia ou qualquer outra doença mental... penso que pode estar [ainda muito no início] um movimento de separação de classes... mais um movimento na história mundial [só que dessa vez globalizada], onde as classes de dividem, onde acontece uma espécie de vanguarda, de renovação cultural... nessa renovação, o mundo se abre agora em dois caminhos diferentes dos movimentos anteriores... não se trata mais se ser vanguarda ou conservador.... se trata de diferenciar o local, o mundo onde vamos atuar... eu posso muito bem, sem qualquer doença, sem qualquer clique que me faça "desligar", abandonar esse mundo e embarcar numa longa viagem por mundos completamentes diferentes, a sociedade em rede.
na sociedade em rede vou renovar minhas fá ou criar uma outra, vou rever a filosofia e mesmo a arte, a estética.... tudo pelo simples motivo de não estar atrelado a um mundo onde já existem conceitos fundamentados.... a sociedade em rede traz alguns resquícios apenas do mundo presencial [já que também é feito, é composto de pessoas], mas é um mundo novo, um mundo que ainda podemos chamar de expimental [afinal, o que são dez anos na História?].... nesse novo mundo estamos criando ainda as regras, a ética, a estética, as formas de agrupamento e comportamento... ainda não sabemos exatamente como agir com os outros, como interagir on line nem como escrever, nem como viver... mas uma coisa é certa: se abre uma nova possibilidade, uma mudança como talvez não tenha havido outra na história. Posso, sem medo de errar, dizer que as pessoas podem agora deixar suas vidas, deixar tudo o que foram, como viveram e entrar nessa nova dimensão, nesse universo on line...
mas o que acontece então com o "corpo" dessas pessoas? o que acontece com seus empregos, duas mulheres, maridos, filhos e vizinhos? com as contas para pagar?..... esse é o mistério, esse é o verdadeiro desafio que vamos enfrentar em breve: a apção de deixar esse mundo e embarcar numa viagem virtualmantendo entretando um pé do lado de cá, nesse lado "prático", digamos...(continua)
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mas voltando à hsitória das pessoas na net.... acho que acontece uma espécie de esgotamento da pessoa no mundo... ela não tem mais paciência com amigos e cônjujes e filhos... por sua vez, a família, bem como os colegas de trabalho e, por fim, os últimos amigos vão se afastando... podemos ver de uma outra maneira: digamos que não seja o grupo social que expulsa a pessoa e sim ela mesma que se afasta, que vai saindo... tive um relato interessante de uma pessoa falando que ela ia deixando de se sentir participar do mundo... como se fosse desaparecendo... me perguntou se eu lembrava do filme De Volta Para o Futuro em que o menino olha para a mão dele e percebe quela está deparecendo, que ele está deixando de "ser"... claro que me lembro.... pois da mesma forma se dá o distanciamento desse mundo... tem umas coisas que não sei... fico pensando se, em outras épocas, as pessoas não eram levafdas para tratamento pela família assim que começavam a se sentir "deixar de ser"... possivelmente sim e eram rapidamente diagnosticadas de esquizofrênicas... hoje essas mesmas pessoas, com essas características não são mais tão estranhas assim porque elas migram para um outro mundo, esse mundo virtual onde podem fazer longas dissertações em blogs e home pages, onde podem conversar em salas de discussão e bate papo... onde podem escrever dias inteiros no word e publicar ou arquivar, ou, simplesmente, deletar.... que dizer, se antes eram pessoas destituídas de tudo, se não tinham nada nem ninguem, se tinham chegado ao fundo poco, essa situação é modificada... está bem ali: um computador e uma linha telefênica... com isso ele pode far, conhecer pessoas, escrever à vontade e fazer ver os seus escritos...
existe então nessa classe méia - baixa mesmo - uma inclusão digital não saudável, uma inclusão digital forçada, por doença... como se a fragmentação do eu não se desse apenas nesse mundo, mas a mente pudesse ter um outro mundo que não é totalmente irreal no que ela interage com pessoas e não só com seus pesadelos... não sei se o termo esquizofrenia ainda vale para esses casos (são milhares, milhares), mas seria isso uma esquizofrenia digital, onde o indivíduo se desfaz das coisas desse mindo e começa a se dividir com um outro fantasioso sim, mas que, afinal tem outras pessoas.... se você ver uma pessoa falando sozinha, interpreta de uma maneira. Se ver essa mesma pessoa falando com outra numa lista de discussão, interpreta de maneira diversa.... mas o que está acontecendo com essas duas (supondo que sejam, ambas, desajustadas)? ambas estão deixando esse mundo por ser inóspido demais, por ser cruel demais, por não ser aceito nele e entrando em outro... uns falando sozinhos, outtros na net... a ação, atitude do sujeito é a mesma...(continua)
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feriado muito chato.... as coisas na minha vida profissional vão mudar... eu vou mudar tudo... já aguentei o que tinha que aguentar...
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9.6.04

numa outra conversa agora à tarde, a coisa evoluiu e vi que a vida está se dividindo em duas... a sociedade, os homens, as mulheres... tudo está sen dividindo em dois grupos: um, o bem sucedido, são as pessoas com bons empregos, casamentos felizes e muitas amizades.... essas pessoas convivem entre si, planejam, fazem o diabo.... e existe um outro grupo, mais solitário, um grupo para quem a vida não sorri tão facilmente, pessoas que, pouco a pouco vão sendo excluídas do grupo 'bem sucedido' ou então vão se excluindo sozinhas.... essas pessoas acabam completamente solitárias: a maioria que se mostra, que não esconde nada é de professoras, separadas, com dois filhos, na faixa dos quarenta anos.... claro que tem os homens também, mas eles se protegem mais.... essas pessoas formam um grupo completamente à parte, que tem uma vida atuante na internet, que passeia entre as listas de discussão e nas salas de bate papo... pessoas que preferem muito mais esse mundo porque estão anônimas, o fracasso não est´pa estampado em seus rostos porque não têm rostos para expor... esse grupo está morto para a vida aaqui fora... ainda que trabalhem e dêem conta das atividades básicas, essas pessoas não têm nenhum interesse no mundo... toda a sua vida está na internet, nos sites novos, nos blogs, nas salas de bate papo.... o aonimato propicia outra coisa que o grupo aqui de fora não permite: propicie que demonstrem suas angústias, sua solidão, sua neurose e psicose... é, na verdade, um bando de psicóticos que levam uma vida fantasma na sociedade em rede, sociedade essa que cobra muito menos, que faz a vida muitos mais amena pois todos conversam, todos são pacientes, todos têm uma palavra de carinho.... claro que tem as pessoas que desejam apenas uma noitada de sexo, mas não são, absolutamente, a maioria... (continua)
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a doença na rede
O grupo inteiro se reuniu esta manhã e o assunto foi as pessoas que passam grande parte do seu tempo online... no trabalho, nos colégios e em casa. As pessoas estão, cada vez mais, dando o seu tempo para a internet... até aí nada demais, já era previsto e esperado, pelas facilidades e pela multiplicidade de aplicações de informática no mundo hoje... a conversa rodou e chegou ao ponto que não podia deixar de chegar: o relacionamento das pessoas na internet... sim, as pessoas se relacionam muito on line... as pessoas discutem, trocam informações e paqueram, procuram relações de afeto e sexo na internet... falaram um bocado disso e a conclusão, foi a mesma que já venho falando a algum tempo... nas relações on line as pessoas se mostram mais, falam mais da vida e expõem muito mais suas neuroses, sua psicoses... dificilmente se encontra numa sala de discussão uma pessoa mentalmente sã. Verdade reconhecida por um enorme grupo heterogêneo. O doente sabe que presencialmente fica mais exposto ou então é afasto do seu grupo social. Busca, então, na rede, a companhia de outras pessoas... mas logo logo a psicose aparece, as demências, as esquizofrenias e [ele acha] na rede ele nega, escamoteia confunde o outro para não ser pego, para não ser vista sua enfermidade mental... todas as mazelas mentais que são comuns em nosso dia a dia está mais do que exposta na internet... Dia a Dia.
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explicação sem razão
não gostaria de estar escrevendo esse tipo de coisa, não é coisa inclusive para ser publicada num espaço como esse... tem muito mais a ver com meus cadernos... talvez seja uma catarse, talvez seja um pequeno surto ou ainda, talvez não seja nada de muito importante... queria apenas falar um pouco de mim e contar que sou um 'não eu', uma figura que não teve formação sólida nem na infância nem na juventude.... não importa o porquê digo, isso, importa que é verdade... não estou aqui também somente para me explicar porque, afinal, não devo explicações, muito menos aqui.... mas estou lendo um livro que mexeu muito comigo por dentro, acho que me deixou mais maleável às coisas sentimentais.... digo tudo isso por causa da correspondência e da atitude de algumas pessoas quando leram o "kit sobretudo", Infelizmente ninguém entendeu nada, ninguém percebeu porque eu escrevi aquilo (e deixei fixo nessas paredes à esquerda)... Mas vamos à explicação: em nenhum momento - de verdade - eu ousei dizer que tenho essa ou aquela formação, essa ou aquela qualificação, em momento nenhum desejei fazer paracer que era um eruditozinho... nada disso... apenas, como não tive uma formação clássica, formal e muito menos apoio psicológico na sedimentação da minha personalidade... bom, por essas e outras coisas mais, me agarrei a algumas formas de arte como a literura, o cinema e a música e delas fiz minha tábua de salvação... os autores, compositores, etc, que cito, foram, na verdade uma espécie de ' meus educadores", ou seja, pesquei uma coisa de um, outra coisa de outro e sentado em cima de um monte de livros e discos e papéis esparsos consegui formar isso que hoje sou... não é melhor nem pior do que nada nem ninguém... então, quando me vejo menos compreendido do que nunca tomo, finalmente, uma atitude radical e escrevo que, para me compreender melhor, é preciso conhecer isso, isto e aquilo.... não estou, repito, deitando erudição, ao contrário: isso talvez seja a falta de erudição, a falta de formação concreta... é quase um pedido de socorro... compreendam que eu sou o que aprendi com esses artistas, com esses intelectuais, foi deles que tirei material para criar um eu... e afinal, convenhamos, fiz melhor do que me entregar à cocaína ou heroína, por exemplo, certo? então é isso, repito: as pessoas não têm que escalar aquele patamar (mínimo, também é verdade) para me alcançarem.... não, têm que entender que eu não sou eu senão um apanhado dessa refrências soltas, ilógicas sem cronologia, sem nada.... espero que este assunto morra, definitvamente. Ah, não vou tirar o que há escrevi.... se interpretarem errado no futuro, quando este post já estiver lá embaixo ou sumifo, azar.
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8.6.04

agora veja só como as pessoas são complicadas, como querem complicar tudo e me complicar por tabela... escrevi umas coisinhas básicas que eu admiro, que eu gosto [que chamarei de kit sobretudo]... disse que as pessoas me conheceriam mais se vissem aquelas coisas, algumas delas, sei lá... uma delas, que seja.... pois não choveram e.mails dizendo que eu sou pedante e pretencioso? Bomn... vou reduzir então a lista, pra não falarem tão mal de mim... pra me entender, basta ler [de quando em vez] o Sobretudo.... Está bom assim?
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a mulher, razoavelmenre vestida, se aproximou do meu carro... a única coisa que podia chamar um pouco a atenção era um excesso de baton, mas existem mulheres [as mais velhas] que usam baton em excesso... ia começar a falar comigo quando o sinal abriu... parti com o carro devagar, não porque não quisesse dar atenção, mas porque percebi que era louca, que tinha descontrole de como falar e dizia coisas desconexas... lembrei da minha tia contando que nunca viu tanta gente louca como nas ruas de nova york...
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7.6.04

Dicas para me conhecer melhor:

Assistir aos filmes:-
- All That Jazz
- Blad Runner
- Amnésia
- As Horas
- Casa Blanca

Ler:
- A Idade da Razão e Diário de uma Guerra Estranha de Jean Paul Sartre.
- Se Um Viajante Numa Noite de Inverno -Ítalo Calvino
- Diário da Corte - Paulo Francis
- Dr. Fausto - de Thomas Mann
- Crime e Castigo - de Dostoiévski

Conhecer alguma coisa pelo menos de:
- John Updike
- Phillip Roth
- Alberto Camus
- Josué Montello
- Fernando Pessoa
- Lawrence Block
- Jorge Luis Borges
- Adolfo Bioy Casares
- Paul Auster

Conhecer muito a obra de:
- Vinícius de Moraes
- Tom Jobim
- Caetano Veloso
- Miles Davis

Ver as peças:
- Fim de Jogo de Becket
- Entre quatro Paredes - de Sartre

Observar atentamente a atuação do
- Ator Ney Latorraca

Ler o Blog
- Sobretudo de Lona

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Conversando com M. sobre como a vida vai dispondo nossos encontros com pessoas, como vamos tendo que nos adaptar à família, às relações de trabalho e tudo o mais e quanto tudo isso é chato, penoso, enfim... como tudo isso é insuportável.... mas tem as pessoas que conseguem vivenciar essas adaptações do eu enquanto outras, como eu, não, não conseguem... estou falando disso por um outro motivo, não tem nada a ver.... estou falando de adaptações e de conclusões que venho tirando das pessoas que transitam e se conhecem na net... fiz um texto falando dessas relações que começam on line... esse trabalho está no meu caderno B- 17 ¿ azul... não vou postar aqui porque é um trabalho crítico (onde me critico, inclusive), mas tenho certeza, seria mal interpretado nesse mesmo ambiente on line... as pessoas, posso dizer isso, estão utilizando o meio digital de forma desesperada, numa inconstância, com uma desconfiança tal que, acabo sempre concluindo, nada dá certo nunca, nada vai adiante, nada fica sedimentado pelos medos, pelas inconstâncias e pelas paranóias (que todos nós temos) que afloram nesse ambiente que pensamos ser um outro que não o de nós mesmos... se é que me entendem
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6.6.04

muitas vezes eu tenho a forte impressão de que não quero mais conhecer ninguém na vida, ou melhor, de que não vou conhecer mais ninguém porque eu não sei mais como tentar me explicar... eu falo, falo, falo e as pessoas não me entendem [eu entendo elas, na medida que tampouco eu me entendo]... e cada pessoa que conheço [dia desses foi um professor de física], volta tudo... eu explico, conto uma coisa daqui e outra dali, dou algumas referências para a pessoa ir lá na esperança [como eu tenho esperança!] que me compreenda, que através de outros meios que não eu mesmo, eu seja mais compreensível.... é isso. Descobri que eu nunca soube me explicar para mim mesmo e que, portanto, óbvio é, que não consigo me fazer entender por outrem.... então saio criando algumas referências [ainda que feitas por mim mesmo] sobre mim na esperança [tola] de que, através delas, me faça entender.... mas o tempo me ensina [e já sou velho, já sei há muito do tempo e seus fracassos] que não, não e não... não adianta, eu tenho mesmo é criar outro método de me explicar de me fazer entender ou então me trancar como um ermitão e não conhecer rigorosamente ninguém... assim ficam só esses que já me conhecem [quer dizer, que não me conhecem] ficam só esses a me cobrar uma explicação plausível do que digo e faço e como procedo [ah, como se eu soubesse!].... não, também não era isso que eu ia falar, ia falar sobre uma conversa que eu tive onde dizia da 'implausibilidade ' da internet e, para variar, não me fiz entender.... deixa, eu vou começar tudo de novo...
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quando chega a essa hora [mais ou menos onze horas, meia noite de domingo vai me dando uma crise de pânico terrível porque eu [sempre] vejo que não li os livros que tinha que ler, nem as revistas e nem mesmo os jornais, não vi os filmes, não fiz nada a bem da verdade... fico parado, acho eu, meio imobilizado vendo o tempo passar, certo de que quando a semana começar eu vou iniar o meu sofrimento novamente, torcendo para ter uma folga e 'aí sim, colocar as coisas em ordem'.... mas eu falo isso há quarenta anos e não faço.... agora acho que não dá mais certo... não tenho mais como me enganar, deveria estar acostumado [eu sei], mas nada, continua a minha angustia olhando para esse monte de coisa a ser absorvida e a minha desculpa de sempre que rtenho que deixar para a próxima semana que, quem sabe, talvez....
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tenho várias caixas de correio eletrônico, assim como caixas postais e escaninhos na portaria [e], todos com endereços diferentes de forma a que as pessoas mandem suas correspondências para cá e para lá, ora pensando que estão escrevendo para o endereço certo, ora apenas tentando, ora fazendo qualquer coisa para que aquilo [pode ser uma propagandazinha vagabunda] che em minhas mãos... o que é uma bobagem remata porque tudo sempre me chega, de uma ou outra maneira [e se não chegar eu vou lá fora na lixeira e fico catando, papel atrás de papel, papelmisturado com comida, papel não mais aproveitável, não quero nem saber....fico mexendo até achar aguma coisa que me faça acreditar que poderia ter sido para mim...]... então voltando ao correio, na verdade quem tem uma trabalheira danada sou eu mesmo que tenho que recolher a correspondência em vários lugares e depois ler tudo e depois colocar nos escaninhos da minha cabeça [ não posso falar em escaninho de cabeça que lembro do Auto-de- Fé, do Canetti, com aquele personagem fantástico equilibrando uma biblioteca em sua cabeça...] - - - > não posso deixar essa passar sem falar que essas anormalidades, essas coisas surreais mexem comigo sobremaneira porque eu mesmo sou surreal, eu não acredito nas coisas que eu escrevo nem nas coisas que penso ou faço... muitas vezes penso que esou lendo a história de um tal Sobretudo que tal como Dom Quixote... e blá blá blá...
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eu sei que ele me lê e vai descobrir essa confissão aqui no meio, mas não faz mal... a verdade é que estou pensando seriamente na proposta de pdv para o próximo bimestre, sobre aquela loucura total [que acho que pode ser um movimento artístico maior do que ele está vendo].... por outro lado não é coerente me meter onde não sou chamado, pois minha situação toda naquele lugar já está complicada mais do que suficiente e qualquer marola que eu faça agora só vai me complicar... mas é que eu tenho essa coisa de ouvir uma idéia, um projeto e aquilo fica lá dentro, mexendo comigo, eu penso antes de dormir e quando acordo [de vez em quando sonho também].... mas é porque não importa se nobre ou não, de sucesso ou fracassado, não posso negar que seja também eu um artista e tudo que mexe com arte mexe comigo [ou é o contrário?]... e se mexe eu não consigo deixar a coisa passar... uma outra coisa que talvez eu faça é escrever para ele um caderno cheio de idéias e sigestões... ele usa se quiser... será que eu aguento?
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ainda que tardiamente, no entanto, sinto uma culpa do tamanaho do mundo por ter deletado o que escrevi, por não ter sido forte o bastante.... essa coisa de ser forte é um capítulo à parte na minha vida.... porque eu não estou aqui para ser forte, não nasci para ser forte e não quero nem saber de nada disso nem dessas demonstrações... eu quero apenas sair por aí botando para forma as coisas que me vão passando na cabeça, sejam elas fatos verdadeiros ou ilusórios [a maioria]... não importa, não tenho que explicar isso porque isso não se explica, isso se aprende com a convivência e eu não convivo com ninguém... posso, portanto, escrever em todos os lugares, até nas paredes da minha sala [não é má idéia].... e por que não o faço? porque preciso do aval, eu acho, preciso ser compreendido [ainda tenho a trôpela ilusão de que pessoas são plenamente compreendidas ou, pelo menos, pordem vir a ser]... mas que história vem a ser essa de ser compreendido agora, depois de tão velho? por que não fiz isso na juventude ou quando era um homem em época de plena produção? agora, penso, tenho o direito de, pelo menos, escrever o que passa da maneira que achar conveniente e no local mais adequado para cada cena.... umas vão, portanto, nos cadernos, outras por aqui e outras ainda em folhas esparsas que me entopem a casa e deixam a faxineira louca... e por que escrevo tudo isso? porque na verdade não deletei o post tão falado, guardeio como um arquivopronto a ser publicado, mesmo tendo a certeza de que não o será mais... esse post perdeu o encanto, o encanto de ser entusiasmado, varonil [que expressão!]...e me perguntam o porque de tudo isso... páro e fico pensando... eles não sabem que preciso antes perguntar a mim mesmo porque eu não sei, porque sou autor de mim mesmo e minha história não acabou, meu personagem não está completo [quais os personagens na vida, vivos, que já estão completos?]... e por aí vai, poderia ficar por aqui a noite inteira escrevendo sobre isso e ia ficar dando voltas e mais voltas sem nunca chegar, enfim, a um acordo comigo mesmo...
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tenho algum dever de honestidade con este espaço... devo então contar que andei pubçicando aqui algumas coisas para , logo em seguida, deletar... por que? pelos mal entendidos da vida, pelos mal entendidos que a escrita pode ocasionars.... mas a esccrita traz mesmo mal entendidos? descubro que sim, pelo menos o que se escreve e publica... pensando nisso, sentei em minha escrivaninha preparei minas esferográficas e enchi dois cadernos... sim, tudo isso porque muita coisa me ia na cabeça e quando pensava que estava prestes a concluir um pensamento, mais e mais palavras apareciam para completá-lo, pra acrescetar detalhes, contar como foi ou ainda como poderia ter sido tal e tal situação... isso seria coisa de um escritor, mas não sou escritor, já que não tenho livros publicados [por que não?]... me perguntaram o que eu fazia e eu disse que era escritor... a pergunta veio cortante: que livros escreveu? aí descobri que não sou escritor... e pasmo fiquei sem saber o que sou [talvez um escrevinhador?].... continuei então um longo fim se semana em casa, escrevendo... contando as coisas que estavam acontecendo e o que eu sentia em relação a essas coisas... muita coica inconclusa, muita coisa que me deixa em dúvida [conheço alguém com mais dúvidas do que eu?]... e lembrei mais tarde dos outros tantos cadernos manuscritos, cheios, folhas abarrotadas, guardados no outro armário... cadernos que escrevi propositalmente porque este não é osítio próprio para se escrever tudo sob pena de não ser compreendido... e o que faço então se minha "obra" [obra?] está dividida nos arquivos no word, nos posts, nos sites e numa montanha de papel? como e quando isso vai ser reunido? possivelmente nunca porque nem eu saberia como ordenar tal quantidade de informações {muitas bobagens, vá lá}.... então sento aqui e escrevinho mais um pouco sob a influência de auster que escreve sobre um autor que escreve num caderno e sob o desencontro e a confusão que estabeli por aqui também...
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5.6.04

não é que eu sou cafona toda vida e mais cem anos e me amarro nessa música (catanda pela marina):

Quando eu estou aqui
eu vivo este momento lindo
Olhando pra você
E as mesmas emoções sentindo
São tantas já vividas,
são momentos que eu não me esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui
Amigos eu ganhei
Saudades eu senti partindo
E às vezes eu deixei
você me ver chorar sorrindo
Sei tudo que o amor é capaz de me dar
Eu sei já sofri mas não deixo de amar
Se chorei ou se sorri
O importante é que emoções eu vivi

São momentos que não me esqueci
Detalhes de uma vida
Histórias que eu contei aqui
Mas eu estou aqui
vivendo esse momento lindo
De frente prá você
E as emoções se repetindo
Em paz com a vida
E o que ela me traz
Na fé que me faz
Otimista demais
Se chorei ou se sorri
O importante é que emoções eu vivi
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o exército já está nas ruas em minas... a polícia daqui também podia fazer uma greve, né? seria uma atitude legal com os cidadãos cariocas que pagam seus salários... faço um apelo [que deve ser reproduzido] para que a polícia do rio entre em greve.... talvez assim o exército também venha para cá....

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deus... esperam que eu me explique em poucas palavras.... quem viver verá...
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como ando sem aparecer nas livrarias não rinha me tocado que "noite do oráculo" já tinha saído... ando me perdendo... e isso não é bom..
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interiores novamente
Em algum lugar ela está sentada, bebendo... não quer mais falar, resolveu encarar sozinha tudo o que passou, tudo o que está sentindo porque nunca foi solidária, sempre achou que essas coisas que dão na gente eram frescuras e agora está sentindo na própria pele... tentou, mas não conseguiu, não acredita na capacidade de ouvir nos outros, acredita que todos serão como ela foi ou é,,, não é verdade, sabemos...mas não adianta: resolveu ficar recolhida, talvez tomando uns tragos pra esquentar esse tempo frio... não sabe muito bem quanto tempo essa coisa vai demorar, acha que poderia ter chances, mas não assim, como está... quer voltar a ser a r. das fadas, mas está cansada e sem força... sumiu, como somem as pessoas nesses momentos, como eu sumi quando foi necessário (e talvez suma novamente)... é uma forma interessante de despertar a atenção de pessoas como eu que não gostam da dúvida... pego os livros referentes a ela e saio lendo, correndo, cigarro em cima de cigarro, uma droga ou outra pra agüentar... não vou conseguir puxa-la agora porque resolveu não se permitir ser puxada e há que respeitar [fazer o quê?]... poderia escrever muitas coisas... nossa correspondência ficou fraca, rala... nem isso... esse é o mal das nossas cidades, das nossas pessoas, das nossas relações [fracassadas sempre]... possivelmente tenhamos passado um pelo outro tem ter podido ler as entrelinhas... não tenho certeza... caminho pela rua feliz de saber que saiu mais um paul auster e que ele vem ao brasil em breve... no mais... me agarrar nas livrarias e me embebedar de livros porque se não eu caio mesmo é no uísque... a vardade é que no virtual sabemos que pode estar lá... como o oráculo que pode acertar...ou não. Na maioria das vezes não, mas a gente não desiste porque é viciado como na morfina [a menina do morfina sumiu, fez algo tão complexo que se descaracterizou]... e poucas pessoas sabem porque estão nessa... é isso... deixo esse pensamento e me encarrego de auster (ou ele de mim)... ainda com avalon na cabeceira...
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4.6.04

... o feitiço está em relembrar as brumas de avalon, não deveria estar aí,mas está por sua referência anti-psicológica... os livros são de um tempo que passou, lidos num ônibus rio-bahia e sua mensagem ficou vívida por todos esses anos, ainda que adormecida por não passar de ficção... o apelido que R. escolheu traz tudo de volta como num passe de mágica não só para mim como para ela também... corro, então, a retomar esses escritos por ela que, me parece, confunde o brumas com o paganismo sério e, acredite, com seu momento atual... escrevo algumas coisas a esse respeito e alguma correspondência é trocada, ainda de forma telegráfica tal o seu desconforto com os dias de hoje, reflexo do passado recente... indiquei o pentagrama correto no livro que se inscreve aqui mas, por não perceber a reciprocidade e a atenção que esperava, resolvi retira-lo, arquivando-o para o momento propício... por outro lado, o sentimento é difuso e fragmentado, se alterando entre a correspondência e a fala, constituindo um caleidoscópio de sentimentos, emoções e determinadas vibrações que são intimamente ligadas ao nosso comprometimento metafísico.... e isso é uma outra história...
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sabe o que é? eu posso, mas não sei administrar crises sem tem conhecimento delas... é preciso que me falem... quando venho andando de carro, baixa velocidade, garoa... vejo as pessoas perdidas pela cidade... sei que cada uma está procurando uma coisa e também [ainda] cada uma está fugindo de alguma coisa... mas essas pessoas estão distantes... eu teria que parar o carro e conversar com cada uma delas... e não fazem fogueiras nas lixeiras como em Nova York... eu precisaria ter todo o tempo do mundo para arrancar uma palavra a cada dia, mas eu sou mortal.... uma palavra por dia não me dará tempo de entender tudo... além, do que preciso me guardar para entender a vida [que me esforço pra caramba de montão, mas não entendo totalmente]... e, ao contrário do que um ou outro pode pensar, não digo as coisas óbvias, pelo contrário... eu não sou o óbvio... nem sei se gostaria de ser, mas sei que não sou...
a chuva agora cai forte lá fora e eu penso no meu filho que amanhã vai na chuva só pra não levar o guarda chuva... pois é, tem essas coisas também pra ficar de olho... como se pode ver, é muita coisa pra uma cabecinha só... meus desequilíbrios não estão na chuva nem no guarda chuva... estão naquilo que não é dito... na chuva que não chove [embora as nuvens estejam negras]... e é só.
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há uns 7 dias eu vinha dizendo que dia 3 seria um dia especial na minha vida. - - - - > e foi. não importa muito ficar entrando em detalhes se foi bom ou ruim, se foi reconfortante ou decepcionante... vale apenas o acerto de dizer que seria especial e ter sido especial... e mais: ter uma prova, alguém ter comprovado que foi um dia especial... essas coisas alimentam um pouco do tédio, mas reforçam a consciência de estar vivo... e de ver que a vida é um show... não entro nos detalhes se é um show legal ou chinfrim, se é do norte ou do sul... é um show pelo simples fato de acontecer... e conhecer e reconhecer coisas e pessoas me mostram todas as máximas que estão aí ao lado e outras tantas que eu poderia escrever, mas prefiro meus cadernos... prefiro a fogueira para os escritos que não devem continuar ao frio botão DEL... e mais, eu não deleto nada, apenas arrumo de outra forma, em outro compartimento do meu ser... amnhã tenho que procurar ele, tenho que ouvir o que tem a dizer [embora eu bem possa fazer uma idéia das coisas que vai falar] aqui estou eu, no meio do árido deserto. como joe guideon, sempre "show time" !
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não sou muito bom em ser testado.... não dveria me incomodar, na verdade... deveria transar bem com essas coisas, mas a verdade é que não me dou... acho que existem na vida determinadas fronteiras, determinadas linhas divisórias que não ouso ultrapassar sem a certeza da reciprocidade aduaneira, digamos assim... a velhice precoce me ensinou a não avançar mais do que o devido, dessa vez não, esse ano [e nos outros] não mais... já tenho uma longa história para ser contada... uma história passada invariavelmente na chuva [e essa chuva é ácida]... hoje preciso me segurar porque se deixar eu vou direto... portanto, é bom que receba logo, de cara, os sinais todos.... sempre é melhor assim...
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3.6.04

das fadas
qual é a verdadeira história de morgana das fadas... por que ela corre? do quê? não percebe então que não adianta, que a vida nos encurrala sempre, que a vida sempre nos coloca diante de uma encruzilhada? por quanto tempo deve-se explicar uma mesma coisa a uma pessoa? por quantas vidas se deve insistir? e quem disse que eu tenho respostas prontas para fadas que habitam florestas encantadas (qual a floresta que não é encantada)... qual será a verdadeira essência de tudo isso, para onde estamos sendo levados? definitivamente, não tenho todas as respostas, é preciso entender... também tenho eu a minha história e nem por isso nego a vida tal como se me apresenta... não fujo dos 'talvez', corro do 'não', fujo do medo [e, sim, tenho muito medo]... quem sou eu nessa floresta encantada... preciso correr para encontrar minha identidade...
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mitos
resolvo que um ano é o tempo suficiente... se há mesmo essa medida, o tempo, então resolvo que esse tempo - um ano - é o bastante... não há mais o que esperar nem como, nem porquê... só resta olhar para a frente e, mesmo sabendo que o futuro é um nada em que viajamos, um nada em que insistimos em acreditar, só resta mudar, criar mudanças, dar saltos para dentro e para fora das crateras da vida... começar novamente a empunhar a espada e a rolar as enormes rochas que antes pareciam ameaçadoras, mas que não são... são rochas de isopor, na verdade nem isso... podem ser apenas efeitos em 3D Max... muito possívelmente sísifo sobe a montanha acreditando empurrar uma rocha que não é, que é efeito de computação gráfita... deus, meus mitos estão mortos!
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a gata de deita com majestade np espaldar da poltrona e me olha, plácida e atenta... me olha como um grande ponto de interrogação... a gata representa toda essa questão que venho falando... ela está ali, é verdade, mas o que espera? o que espera de mim? sou eu o regente da sua vida ou não? sou e não sou, essa é a grande questão, a grande dúvida ou certeza que de outras formas domina a humanidade...
e o que é esse humanidade? quem são esses bilhões de pessoas que riem, nascem e morrem sem que a gente sequer saiba que um dia passaram pela terra, que um dia fizeram sua parte no show da vida... quem sou eu para um crente mulçumano que está às voltas com suas metralhadoras ou para a vizinha do apartamento aqui ao lado? por que vivemos assim com esperança (sim, temos experança) de que tudo esteja encadeado, tudo tenha uma razão... até quando não olhar no grande espelho?
quanto mais de drogas teremos que ingerir impunemente?
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vale mesmo a pena acordar cedo todos os dias e cavar o pão e ler os livros e buscar o conhecimento se não tenho certeza do que vai acontecer mais tarde, se a vida caminha a meu lado e não em mim, se a vida dispõe das coisas à sua maneira e não dentro de determinados padrões com uma certa lógica? - - - - > não podem ser as duas opções, tem que ser uma ou outra, ou impera a razão absoluta, fria como aço escovado ou uma possibillidade fantástica, mística que age independente de mim, sem nem saber quem eu sou ou ainda, sabendo, mas seguindo ela mesma, a voda, o destino, pondo e dispondo sempre deixando que eu me acomode sempre, que eu esteja disposto a esse eterno 'acomodar-se'... ou uma coisa ou outra: esse é o mistério... isso é o que eu quero saber...
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das fadas tecnológicas
...hoje é dia 3 de junho, uma data importante para mim, para minha vida... se me perguntarem o porquê dessa importância eu responderei sempre que porque sim, porque elegi a data, porque nossas vidas tem datas importantes... dormi mal, chamado de soníferos (que fazem pouco efeito)...porque ontem me lembrei da fada morgana, me lembrei de avalon e vi como as possibilidades surgem e desaparecem e como vivemos num mundo com muita magia... essa magia que gira o mundo e gira nossas vidas todo o tempo (que tempo?) está presente não apenas na natureza, mas nas ações, nos acontecimentos que rolam e dos quais a gente tem que entrar e depois sair... a vida é mais ou menos isso: nos coloca dentro e fora de situações, acontecimentos, fatos... eu tenho muita curiosidade de saber como tudo acontece, em saber se há uma regência ou se são acasos, aleatórios que compõem uma vida.... porque mesmo que tudo seja planejado nesse jogo de dados de deus, ainda assim não me basta como explicação: por que o deus e por que o jogo de dados? Isso também não termina por ser também aleatório? Agora, se nem deuses comandam os destinas, se é uma roleta desconexa, aleatória, assim como a corrida dos espermatozóides então... aí não há razão em viver... razão como vontade de representação, quero dizer... não há razão, apenas acontecimentos, momentos, todos esparsos, todos irregulares e interdependentes... pensar assim é admitir que tudo não passa de um sonho ( e aí temos que pensar se queremos sonhar esse sonho)... se nada do que eu faço condiciona acontecimentos futuros, estou liberado para fazer o que quiser e bem entender isentando-me de qualquer responsabilidade com qualquer coisa, qualquer pessoa... o fator responsabilidade, na verdade, deixa de existir e falo dessas coisas com muita tranqüilidade porque estou especulando, quero mesmo saber, quero mesmo entender quais são as regras do jogo para escolher se jogo ou não e, se não existem regras, como e se quero joga-lo...
... não acontece agora uma evolução das espécies darwiniana e sim uma revolução tecnológica que altera radicalmente os modos de comportamento, de conhecimento do outro... tenho mais oportunidade de conhecer pessoas e a menira que as conheço hoje é muito mais profunda do que conhecia há 15 anos atrás, embora não pareça, embora exista um quê de leviandade em todos os encontros... é uma tolice... não existe leviandade, o que existe são pessoas se expondo garantidas pelo anonimato pois mesmo suas correspondências, suas cartas não têm remetente verdadeiro... é um mundo onde tudo é verdadeiro na medida em que é feito por pessoas, mas são meias verdades, são verdades às vezes inventadas... acho que é um mundo que eu não gostaria de viver, uma vida que eu gostaria que fosse diferente... gostaria de ter mais certezas e paz dessas certezas ainda que não fossem tão verdadeiras assim...o que quero dizer é que somos expostos e se nos expõem de maneira dura, drástica e constante e, acredito, nosso espírito não está preparado para a revolução tecnológica que ampara todo esse movimento, toda essa sociedade em rede... repare que não estou renegando tudo, não estou saindo dessa vida (até porque seria impossível, creio), estou pensando nas novas formas de viver, de levar adiante os relacionamentos (sim, porque a vida nada mais é do que um conjunto de relacionamentos encadeados)... não sei.

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2.6.04

não sei, mas tenho a forte de sensação de que as coisas estão em processo de mutação.... não já, que o tempo é senhor da razão... mas assim como de 2000 (que falhou), de 2004 não passará... esse segundo semestre será o momento de taxiar na pista... as coisas estão se modificando, as cabeças, com prioridade da minha, claro.... o que vem extamente? não sei, mas que vem, não tenho dúvidas... pode ser a morte [angústia de quem vive*], mas não... é outra coisa... meu mestre me avisou [embora eu já soubesse]... as coisas não continuarão assim, todas as mudanças verdadeiras ainda estão para acontecer... a casca da serpente . . .
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o segundo semestre promete...
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... amanhã faz um ano eu voltei se secretário... um ano já é tempo mais do que suficiente de ficar quieto... é necessário criar alguma coisa nova, alguma coisa que arrebente, que dilacere a alma porque meu coração não agüenta mais de trezentos dias de marasmo... aqui, onde estou agora, não tem jeito mesmo, já estou convencido... é questão de tempo, mas tem data marcada (que está para chegar)... considerando tudo isso percebo que é tempo de pensar e agir rápido, que é hora da virada, não importa para que lado, mas é hora da virada porque sempre deve ser hora da virada... algumas coisas estão acontecendo que não posso controlar o que me leva a concluir que tudo é incontrolável e, continuando, se tudo é incontrolável por que deveria eu querer algum controle? Fim dos controles, loucura para ser assumida... estou falando muito e fazendo pouco, mas sempre é tempo....
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show time
A trilha é difícil de ser trilhada, as possibilidades que gente tem são pequenas... não, não é isso... talvez eu queira uma quantidade maior de coisas e não me conforme por não as possuir... com certeza é isso, quero muito mais do que faço, quero que seja feito mais e mais... nem todos andam no meu ritmo, muito possivelmente muito poucos querem se expor assim... e também tem isso, vejo esses outros que não estão nunca expostos, que não tem vitrine para ser quebrada... minha vitrine está toda espatifada, minha loja arrombada e meus pertences roubados... sou um homem que caminha só pelo mundo buscando a outra face da vida... eu imagino que a vida tenha outra face, sei qual é, mas não posso revelar agora... é isso: estou me encaminhando para a outra face da vida, meus senhores...show time!
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1.6.04

passado
gastei parte da noite lendo meus cadernos.... depois de amanhã faz um ano que eu voltei para o rio...é interessante ler o que eu vivenciava minuto a minuto um ano atrás, o que eu pensava, o que esparava, as certezas e os medos que tinha... muita coisa mudou, muita coisa... fico pensando em quantos cadernos já queimei, em quantas informações sobre mim mesmo transformei em cinzas... quem sabe amanhã não estarei queimando esses cadernos de agora, quem sabe não estarei deletando arquivos [como já fiz com tantos]... tem muitos 'quem sabe' por aqui, né?.... é porque a vida é assim, sempre um 'quem sabe' atrás do outro... dizem que a vida é legal por causa disso, eu tenho cá as minhas dúvidas.... talvez seja inseguro demais para tantas dúvidas - viver ou não já é uma dúvida eterna - acho que não tenho equilíbrio para tanto... quando escrevi aí ao lado "Sempre teremos Paris" evidentemente não estava sendo eu mesmo, apenas colocando uma frase de Bogard, de um roteirista para ser mais claro... fico vendo que a vida é um juntar de papéism de escritos, de arquivos, de pixels... uma coisa meio eterna enquanto dura... talvez por isso algumas pessoas não escrevam nada,,, porque as emoções apenas lembradas são muito menos vívidas que quando lidas... é como uma viagem no tempo [para trás].... e a vida só pode ser vista para trás.... para a frente é o desejo, a possibilidadade, jamais uma realização... toda realização está atrás de nórs, toda realização não é mais, já foi, passou... nossos projetos, se concretizados, escapam pelos dedos e caem no poço sem fundo do passadp
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esculturas em movimento
conversando com ela, chegamos a conclusão que todas as mulheres deveriam ter umas tantas experiências homossexuais.... as mulheres que já transaram com outras ou, pelo menos as honestas que admitem essa hipótese, são mais saudáveis mentalmente, mais vivas e mais completas...
falamos disso porque uma vez eu escrevi sobre o lesbianismo... de como é belo o ato das mulheres se amando... o sexo entre as mulheres, elas se amando são esculturas em movimento, eu acho...
quem, à priori, faz cara feia e acha inadmissível tem alguma coisa de errado

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esctasy aqui
são muito frias as noites desse invernico... muito frias mesmo... pra quem enche a cara de conhaque tudo bem, o camarada fica até suado... penso em tomar um uísque de vez em quando, mas porra meu, o barato que pode dar se misturar tudo... não sei o que aconteceria... pode ser até que acabe numa mistura legal, que eu, sem querer descubra um super esctasy que vai revolucionar a noite carioca :) sei não... essa mistureba toda não faz efeito nenhum, tava falando com pdv... puta que pariu, a gente toma uma milhão de coisas, mas cada um cai num lugar e não dá em nada pra cabeça da gente...
- - - - > quer dizer você vive drogadão, mas qualquer mané que cheirar um cocaína na esquina fica mais ligado que você... não é justo! e o meu fígado, como fica... preciso conversar isso com meu médico farmacologista [chic né? aprendi num livro desses dramalhões com contam a história de um bipolar irado!]
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luiza
aqui vai tudo mal como sempre... não anda mesmo, aquele rame-rame de sempre... com esse governo então a coisa parou de vez... eu bem te falava, mas sei que disso não adianta, que não chegaremos a um acordo... mas você está aonde está e ainda se não te bastar é só pegar um trem para a madrid, paris ou lá o que seja... aqui, se eu pego um trem vou pra japeri lugarejo onde o judas perdeu as botas... como posso estar contente então... cada janela que a gente abre vê uma favela em frente... não existem livros nem discos e os filmes chegam com atrasos... [bem verdade que o povo é analfabeto e não tem dinheiro para luxos com um cd] a imprensa é censurada pelo presidente da república*** que dia desse quis expulsar do país um jornalista que disse que ele bebia demais... santo deus! o mundo sabe que o homem é um bom copo... mas não pode falar.. vivemos uma ditadura do proletariado da pior forma, já que nem a revolução cultural aconteceu... vivemos um nada completo, tanto existencial quanto do estado... penso em deixar tudo, mas ainda tenho algumas coisas que me prendem...
enfim, só que queria te dar notícias minha cara amiga... ah, antes que me esqueça: o último saramago andou nas listas dos mais vendidos por algumas semanas e sumiu...
beijo
G*
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quem se droga mais? eu ou aquela garota na festa à noite?
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fetiche
eu fico vendo aqui e ali que o mundo é composto de tarados de uma maneira geral...ora, se é uma maneira geral, deixa de ser tara, passa a ser normal... ou seja:o normal que contam e aparentam, não é o normal que vivem... sendo ainda assim, não é mais fácil falar só dos recônditos pensamentos e pronto e levar a vida em paz? parece que existe um certo fetiche no segredo. talvez seja isso, o fetiche não sjam as ações e sim os segredos das ações...
... olhando shihiro me lembro de nelson rodrigues que dizia que toda mulher deveria ter quatorze anos...
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gay
o que pode parecer ser uma loucura ou algo anormal, não é, muito pelo contrário, é o que deve ser... existem possibilidades da gente fazer um monte de coisas e experienciar outras tantas sabendo apenas como e com quem fazer, com quem falar, com quem se relacionar... o mundo não precisa ser necessariamente tão sério nem a vida tão duro... tenho como relaxar e fazer shiriro aprender algumas coisas interessantes... falar nisso, estou de saco cheio do musashi que acredito piamente ter sido um grandessíssimo gay que a história insiste em enrrustir...
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destino? sem
minha amiga querida diz que vai viajar por seis meses por aí... quer conhecer pessoas e lugares, vivenciar experiências que nunca viveu... diz ela que nada mais a prende, que está livre e quer saborear essa liberdade... fico parado olhando, não bem o que responder e , ao mesmo tempo, pensando que eu não quero isso agora, quero estar assentado num ponto, fazendo alguma coisa sim, mas comigo parado, alguma coisa sólida... ela não quer nada sólido, diz que vai colocar uma mochila nas costas e vai sem destino... isso me faz pensar um pouco em mim... será que eu sou uma pessoas sem destino? Não creio... acho que teria até uma certa fobia de saber que estou hoje num lugar e amanhã estarei em outro, que durmo hoje numa cama e amanhã em outra... não, não é o que desejo para mim... viagem fantástica pode ser feita de uma outra maneira, como a que fiz de madrugada naquela espécie de menage, de suruba com p. (o delírio, disse, é um direito de todos)....sim, acho que é...
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